segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Mercado imobiliário registra a segunda maior valorização em 11 anos no Brasil
Índice FipeZap aponta alta de 6,52% em 2025, superando inflação oficial e outros indicadores econômicos.
O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com forte valorização, consolidando um dos melhores desempenhos da última década. De acordo com dados do índice FipeZap, os preços dos imóveis residenciais acumularam alta de 6,52% ao longo do ano, resultado que representa a segunda maior elevação registrada nos últimos 11 anos. Apenas em dezembro, a variação foi positiva em 0,28%, mantendo a trajetória de crescimento observada ao longo do período.
O desempenho de 2025 ficou atrás somente do observado em 2024, quando os preços dos imóveis subiram 7,73%, consolidando uma sequência de valorização expressiva no setor imobiliário.
A alta acumulada no ano superou importantes indicadores de inflação. Enquanto os preços dos imóveis avançaram 6,52%, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou deflação de 1,05%, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), indicador oficial da inflação, acumulou alta de 4,68% nos 12 meses encerrados em novembro de 2025.
Em dezembro, o preço médio do metro quadrado nas 56 cidades monitoradas pelo FipeZap alcançou R$ 9.611. Entre as capitais brasileiras, Vitória registrou o valor mais elevado, com o metro quadrado cotado a R$ 14.108. Já Salvador se destacou pela maior variação anual entre as capitais, com valorização de 16,25%, encerrando o ano com o metro quadrado avaliado em R$ 7.972.
A valorização dos imóveis, no entanto, não ocorreu de forma homogênea. Unidades residenciais com apenas um dormitório lideraram os ganhos em 2025, com alta acumulada de 8,05%. Em contraste, imóveis com quatro ou mais dormitórios apresentaram crescimento mais moderado, de 5,34%. Em dezembro, enquanto a média geral foi de 0,28%, os imóveis de um dormitório registraram elevação de 0,69%, mais que o dobro da média mensal. Já os imóveis residenciais com três dormitórios tiveram leve retração de 0,04% no período.
No ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do país, considerando capitais e municípios do interior, Balneário Camboriú (SC) liderou com o valor de R$ 14.906. Em seguida aparecem Itapema (SC), com R$ 14.843; Vitória, com R$ 14.108; Itajaí (SC), com R$ 12.848; e Florianópolis, com R$ 12.773.
O índice FipeZap é resultado de uma parceria entre a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e empresas privadas. O indicador acompanha a variação dos preços de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, utilizando informações de anúncios publicados na internet, e se consolidou como uma das principais referências para a análise do mercado imobiliário no país.
Brasil 247, 12/jan
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Entre andaimes e janelas acesas, o Centro do Rio volta a respirar com novos Residenciais
Entre prédios históricos que ganham novos moradores, lojas que voltam a abrir à noite e ruas entupidas de visitantes aos sábados, os projetos de retrofit começam a redesenhar o cotidiano do Centro do Rio — reacendendo a antiga vocação residencial da região e apontando para uma revitalização que vai além do mercado imobiliário.
Há algo de simbólico em ver luz acesa à noite em prédios que, por décadas, serviram apenas ao expediente das nove às cinco. No Centro Histórico do Rio, essa imagem — antes rara — começa a finalmente repetir o panorama que prevalecia na cidade até os anos 40. Alguns antigos edifícios comerciais, muitos deles ícones da paisagem urbana carioca, estão sendo transformados em moradia por meio de projetos de retrofit para uso residencial, um movimento sustentável de ressignificar imóveis antigos, aproveitando fachadas antigas e vistosas e modificando plantas internas, que começa a alterar, de forma silenciosa e persistente, o próprio ritmo da região.
Isso ocorre após incremento forte no movimento cultural na região, impulsionado por monumentos, igrejas e centros culturais icônicos, ms também por pequenos empreendedores culturais que, incentivados pela Prefeitura, abriram mais de 40 novos negócios na região, assim como com a retomada da atratividade turística do velho centro, que recebe milhares de turistas e visitantes todas as semanas, o que trouxe também um grande movimento de gastronomia e entretenimento em regiões como o Polo da Praça XV, a rua do Senado, o Largo de São Francisco da Prainha, o Beco da Sardinha e regiões da Lapa.
A lógica da transformação de prédios comerciais ociosos em residenciais, por meio do retrofit, é simples e, ao mesmo tempo, poderosa: aproveitar o que já existe. Estruturas sólidas e por vezes com arquitetura poderosa, bem localizadas, cercadas por transporte público, equipamentos culturais, comércio tradicional e ruas que guardam a verdadeira memória da cidade. Em vez da demolição, a adaptação; no lugar do abandono, uma nova função urbana. A Prefeitura do Rio, por meio de iniciativas como o Reviver Centro e o Reviver Centro Patrimônio Pró-APAC, tem sido um dos motores desse processo ao criar estímulos legais e financeiros para que imóveis subutilizados voltem a cumprir um papel ativo na vida da cidade.
Para Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, o movimento representa algo maior do que uma simples mudança de uso imobiliário. Ele vê, conforme relatou o jornal O Dia, nos retrofits uma espécie de reencontro do Centro com sua antiga vocação residencial. Antes mesmo da consolidação da Zona Sul como área nobre, morar no coração da cidade era regra, não exceção. A volta de moradores, segundo ele, tende a puxar serviços, escolas, restaurantes e comércio de bairro, reconstruindo uma dinâmica urbana mais equilibrada e menos dependente do fluxo diário de trabalhadores. Faz coro a ele Lucy Dobbin, da Sergio Castro Imóveis: “estes novos moradores que têm vindo para os mais de 14.000 apartamentos novos já vendidos na região desde 2021 vão também ajudar a ocupar as salas comerciais que sobrarem, com médicos e profissionais que irão atender os moradores”. Dobbin lembra que não só os retrofits têm trazido moradores novos: vários prédios que eram mistos mas não tinham moradores há anos já estão batendo recorde de velocidade de locação e venda, como o caso do Edifício Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores – onde as unidades são apenas alugadas – na Sete de Setembro, ou o Marquês do Herval, na Rio Branco. “Temos vendido unidades para compradores que colocam tudo abaixo e transformam-nas em bonitas unidades estilo hotel, mobiliadas, e os retornos são sensacionais“, explica a profissional
Há também um aspecto ambiental difícil de ignorar. Reutilizar edifícios existentes reduz significativamente a produção de entulho e o consumo de novos materiais, além de preservar a identidade arquitetônica do Centro — algo que nenhuma torre genérica consegue substituir. Nesse sentido, o retrofit surge não apenas como solução econômica, mas como escolha urbana mais responsável e verde: uma escolha ESG, que acaba atraindo também pela beleza de estilos muito valorizados como o Art Déco, o Art Nouveau e até os prédios coloniais.
O caminho, porém, não é simples. Andre Kiffer, CEO da Inti Empreendimentos Imobiliários, lembrou à reportagerm de O Dia que cada prédio antigo é um caso à parte. Antes de qualquer obra, é preciso investigar estruturas, fundações e sistemas que muitas vezes não seguem padrões contemporâneos. O antigo Edifício Mesbla, hoje em processo de conversão para uso residencial com preservação de sua fachada histórica, é exemplo de como esses projetos exigem soluções técnicas específicas — e, frequentemente, investimentos elevados. O imóvel é tombado e tem uma bonita fachada Art Déco, sem contar a estonteante vista do Passeio Público, que vem recebendo promessas de cuidados especiais da Prefeitura. Nas imediações, um grande prédio de arquitetura mais inexpressiva estaria sendo vendido não para retrofit, mas para ser derrubado e substituído por duas torres, pelas mãos do executivo Raphael Zanola, da incorporadora Monza: especulou-se que poderia ser o prédio do IHGB – que prontamente desmentiu – mas tudo indica que deve ser o imóvel vizinho, de propriedade da São Carlos Empreendimentos e da Província Carmelitana, que sabidamente se encontrava à venda.
Especialistas em urbanismo alertam que o sucesso do processo depende de uma visão mais ampla. Para Wagner Rufino, professor da UERJ, é fundamental que parte dessas novas unidades seja acessível a diferentes faixas de renda, garantindo diversidade social e evitando que o Centro se torne um enclave restrito. O Reviver Proapac Patrimônio, programa que visa recuperar os sobradinhos e casarões subutilizados e caindo aos pedaços por toda a região pode ser uma inteligente solução para confrontar, com preços menores e mais acessíveis, estes grandes retrofits e lançamentos. Os lançamentos das grandes construtoras no centro têm sido vendidos entre R$ 12.000,00 e R$ 14.000,00 por metro quadrado, um valor que não raro gera multiplicadores inacessíveis às camadas mais populares; o valor tem oscilado em função da vista, microlocalização e do nível de infraestrutura de cada empreendimento. A idéia dos retrofits dos sobradinhos pode ser, além da grande jogada cultural de criar fachadas históricas – turísticas e atrativas – por todo o Centro, justamente gerar moradias que custem mais barato, pela ausência de infraestrutura condominial e, em alguns casos, elevador.
Já Gerônimo Leitão, da UFF, observou a O Dia que ainda persiste a ideia de que o Centro “não é lugar de morar”, um preconceito urbano que, segundo ele, só será superado com melhorias concretas em segurança, serviços públicos e qualidade do espaço urbano. Mas a região tem recebido investimentos massivos em conservação, embora ainda lute contra problemas graves de Ordem Pública, como a camelotagem clandestina, os cracudos, a mendicância e o furto de objetos metálicos, por conta da proximidade dos vários ferros velhos ilegais que operam sob as barbas das autoridades. “Uma das maiores tristezas para nós é ver que só a Prefeitura tem investido na região. A União tem um monte de imóveis abandonados, sub-utilizados, sem contar as repartições como o INSS e o IBGE, que ainda estão no ‘me engana que eu gosto’ do home office. Já o Governo do Estado parece ter crescente desprezo pela região, tendo levado daqui gigantes como a Secretaria de Saúde, e mantendo um sem número de imóveis abandonados, além de investir cada vez menos na segurança do Centro. Depois das 20h – sem o segurança presente – o negócio vira um Deus nos acuda“, diz Cláudio André de Castro, superintendente do Shopping Paço do Ouvidor, na rua Uruguaiana.
No comércio, as mudanças começam a ser sentidas. Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio e do CDLRio, nota que áreas que já receberam novos moradores passam a ter movimento fora do horário comercial tradicional. Farmácias, mercados, bares e pequenos serviços ganham fôlego, enquanto o Centro começa a experimentar algo raro nas últimas décadas: vida cotidiana contínua, e não apenas pulsos diurnos seguidos de silêncio noturno.
Quem trabalha na região também percebe o potencial dessa transformação. A possibilidade de morar perto do emprego, a 5 minutos de qualquer meio de transporte, surge como uma promessa concreta de qualidade de vida, menos tempo no trânsito e uma relação mais íntima com a cidade. Um recente lançamento da Cury na Presidente Vargas – que está ficando pronto por agora – chega a ter uma estação de metrô praticamente na portaria, caso único na cidade. Para muitos, a presença de moradores e a existência de mais fachadas vivas – com lojas abertas – pode significar ruas mais vigiadas, comércio mais ativo e um Centro menos hostil após o fim do expediente e a debandada do Segurança Presente.
A região da rua da Quitanda, próxima à rua da Assembléia, deve ganhar muito breve milhares de moradores. O mastodonte que será construído, com 720 unidades, no Buraco do Lume, ao lado do Terminal Menezes Côrtes, não está sozinho. Ao lado do empreendimento que deve ser levado a termo pela Novolar, a construtora Canopus está em processo de compra de dois prédios na Rua da Quitanda, que vão se transformar num outro grande empreendimento. E, a poucos metros dali, pelas mãos da Prefeitura, com a utilização do agora popular método de desapropriação por hasta pública, será leiloado o terreno de quase 3.000m2 onde, após a quebra da construtora Veplan, instalou-se um estacionamento que vai da Quitanda até a Travessa do Ouvidor: espera-se que o terreno seja disputado a tapa pelos construtores.
Ainda não se trata de um renascimento completo — o Centro do Rio sabe ser paciente com suas próprias metamorfoses. Mas, entre tapumes, obras, leilões de imóveis históricos, agitadas mesas dos bares e restaurantes e as janelas novamente habitadas, muito se move. Aos poucos, o coração histórico da cidade parece ensaiar um retorno ao que sempre foi: um lugar de encontros, permanências e vida real, para além do horário comercial.
Diário do Rio, Mercado Imobiliário, 09/jan
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
De cachaçaria a prédios históricos como o primeiro cortiço do Brasil, prefeitura do Rio quer vender 324 imóveis
Fontes do mercado estimam que o caixa municipal possa receber entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões se todos encontrarem compradores.
Um solar em estilo neoclássico na Rua do Passeio, no Centro, com quase dois séculos e arrematado em um leilão pela Prefeitura do Rio em 2003, atravessou os últimos 20 anos à espera de um destino definitivo. Ao longo desse tempo, sucessivos projetos, inclusive os que previam parcerias público-privadas, jamais saíram do papel. O prédio da antiga sede do Automóvel Club do Brasil, que já passou por diversas intervenções emergenciais para evitar o desabamento, agora faz parte da lista de 324 imóveis incluídos em um projeto de lei enviado pelo prefeito Eduardo Paes à Câmara Municipal, em regime de urgência, durante o recesso do fim do ano passado, que pede autorização para vendê-los.
O valor do patrimônio ainda é desconhecido porque dependerá de avaliação prévia a ser divulgada em cada edital de venda, mas fontes do mercado estimam que o caixa municipal possa receber entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões se todos encontrarem compradores.
Na Barra, cerejas do bolo
A lista também tem imóveis ainda em uso pela própria administração pública. A prefeitura está anunciando as sedes da Comlurb (na Rua Major Ávila, Tijuca), da Defesa Civil do município (em Vila Isabel), da Rio Luz e da Empresa Pública de Saúde (ambas em Botafogo) e das subprefeituras da Grande Tijuca e de Madureira. Também podem atrair a atenção de compradores 37 terrenos na Barra da Tijuca e 15 no Recreio dos Bandeirantes. Essas áreas foram originalmente foram doadas por particulares no momento de licenciamento de condomínios e shoppings, para que a prefeitura construísse parques, praças, creches e escolas que nunca saíram do papel. Imóveis hoje alugados para comerciantes no Centro foram colocados na relação.
A prefeitura alega que precisa ter flexibilidade na gestão de seu patrimônio, caso surjam oportunidades para permutas com investidores ou para obter recursos que viabilizem projetos de habitação popular ou de reurbanização de áreas degradadas, por exemplo. Políticos de oposição, por sua vez, dizem que o objetivo de Paes, pré-candidato a governador, seria fazer caixa no ano em que pode deixar o comando da cidade para concorrer à sucessão de Cláudio Castro.
— Não somos contra vender imóveis. O governo do estado também está buscando uma melhor gestão do patrimônio. A questão é o momento político escolhido pelo prefeito para isso — criticou o vereador Dr. Rogério Amorim (Novo).
Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, rebate:
— Se o pedido de autorização fosse para vender umas poucas unidades, isso na certa poderia ser interpretado como interesse de fazer caixa, arrecadar. O que o projeto propõe é dar flexibilidade para futuras negociações não apenas com o setor privado, mas com outras esferas de governos que eventualmente possam estar interessados em permutar imóveis — justificou.
Outro argumento da oposição é que, após outras transações realizadas nos últimos anos, a prefeitura passou a gastar com a locação de imóveis. O município, por sua vez, argumenta que precisa ocupar menos espaços para reduzir as despesas com manutenção de prédios.
Entre os inquilinos privados ouvidos pelo GLOBO, todos souberam da notícia pela reportagem. Há todo tipo de situação. Na Rua Júlio do Carmo, na Cidade Nova, por exemplo, um dos imóveis que aparecem na lista é o que abriga a sede da Operadora Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O prédio foi construído por investidores privados em uma negociação em 2010 com a prefeitura, dona do terreno. O órgão respondeu apenas que mantém um contrato de locação ‘‘a longo prazo’’.
Os atuais ocupantes dos imóveis teriam prioridade na compra. Plínio Fróes, que alugou um sobrado na Rua do Lavradio para expandir o bar Mangue Seco, diz que paga R$ 11,1 mil por mês e que, se a venda for adiante, a tendência é entregar o imóvel. Posição semelhante tem Eduardo Bettamio, dono do Leviano Bar, na Avenida Mem de Sá, na Lapa.
— Acabo de renovar o contrato, e ninguém falou nada sobre isso. Quando cheguei aqui em 2022, a Lapa gerava muito mais receita. Cheguei a ter 25 funcionários, hoje são oito. Comprar o ponto pode ser difícil — diz.
Ali perto, na Rua da Lapa, funciona o projeto social Gastromotiva, que fornece comida à população de rua. A cessão da área é gratuita, e o contrato termina este ano. Os responsáveis lembram que a iniciativa foi implementada como um legado social da Olimpíada de 2016.
Mais parcelas
O projeto de lei também prevê regras mais favoráveis para a venda de imóveis em leilões. Hoje, isso é possível apenas à vista (com desconto arbitrado pelo poder público) ou em 12 parcelas mensais. Com a mudança, os imóveis poderão ser negociados em até 36 meses. As novas regras valerão não apenas para a nova lista de 324 endereços, mas também para outros 49 imóveis cuja autorização para oferecer ao mercado o município já tinha desde novembro de 2024. Nessa relação mais antiga estão a sede da atual Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá (na Avenida Ayrton Senna) e o prédio que foi ocupado pela Guarda Municipal em Botafogo, na Zona Sul. Mas as tentativas de venda foram malsucedidas.
— A divisão em 36 parcelas vai tornar esses imóveis mais atraentes para investidores. Geralmente esse é o prazo com que o mercado trabalha em negócios semelhantes com particulares — explica o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Leonardo Mesquita.
Prefeitura do Rio pede autorização à Câmara para vender mais de 300 imóveis
Um cortiço de 120 anos na lista
Um dos bens que chamam a atenção na lista fica na Rua Senador Pompeu 34. Ele foi construído há mais de 120 anos e é considerado um dos primeiros cortiços do Brasil. O imóvel foi restaurado pelo município nos anos 1990 e transformado em projeto de moradia popular.
A seleção contempla também imóveis com projetos recém-implantados. Um deles fica num sobrado na Praça Tiradentes 48, onde a cantora lírica Bidu Sayão (1902-1999) morou na infância. A casa foi comprada e restaurada pela prefeitura há 15 anos.
Em junho de 2025 , como parte da agenda da COP 30, a Secretaria municipal do Meio Ambiente instalou ali a Casa Clima, voltada para seminários sobre energia limpa e outros temas. O local vem sendo utilizado frequentemente por ambientalistas.
Na Praça da República 195, há um posto da Secretaria municipal do Trabalho e Renda. Ali, a prefeitura firmou parceria com o Sebrae para manter cursos de empreendedorismo em 2025.
Na Rua Senhor dos Passos 50, funciona, desde 2021, um posto da Secretaria municipal de Habitação.
O Globo, Rio, 08/jan
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
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