quinta-feira, 13 de junho de 2019

Cobertura 4 Suítes em condomínio na Barra da Tijuca - R$ 3.550.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/12913/cobertura-4-su%C3%ADtes/cobertura,-4-quartos-%28su%C3%ADtes,-sendo-2-canadenses%29,-barra,-venda/barra-da-tijuca

A impenhorabilidade dom bem de família do fiador em contrato de locação comercial: o RE 605.709 e a acertada mudança de entendimento do STF


Em junho de 2018, por três votos a dois, a 1ª turma do STF deu provimento ao RE 605.709/SP, declarando a incompatibilidade da penhora do bem de família do fiador, dado como garantia em contrato de locação comercial, frente ao direito constitucional à moradia.
Ou seja, declarou-se que a previsão do art. 3º, VII, da lei 8.009/90, que permite a penhora de bem de família para satisfazer fiança concedida em contrato de locação, não abrange os contratos de locação comercial. A Ministra Rosa Weber, que compôs a corrente vencedora, em conjunto com os Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux, esclareceu que a jurisprudência consolidada pelo Plenário da Corte (RE 407.688/AC e RE 612.630/SP) determina a penhora do bem de família do fiador somente nos casos de contrato de locação residencial, e não comercial.
O fundamento predominante da corrente vencedora consiste no direito social à moradia, disposto no artigo 6º da Constituição Federal, inserido pela EC26/00, e que a penhora do bem de família do fiador seria demasiada, haja vista que é preciso garantir o mínimo existencial.
A referida decisão ainda não transitou em julgado porque foram opostos embargos de divergência. Além disso, não se reconheceu a repercussão geral do recurso extraordinário, uma vez que foi interposto antes mesmo da regulamentação do instituto processual.
Para uma análise crítica deste caso, é preciso considerar os incontáveis casos judiciais que ainda tramitam e abordam a impenhorabilidade do bem de família do fiador. Sob o ponto de vista processual, nota-se a incongruência da Corte em deixar de submeter o caso para apreciação de sua eventual repercussão geral (fls. 378 do acórdão). A ausência de efeitoserga omnes na decisão final, seja favorável ou não à impenhorabilidade do bem de família do fiador em contrato comercial, pode resultar em decisões díspares por tribunais de todo o país, afetando o direito fundamental à igualdade.
Sob o ponto de vista material, é preciso destacar, inicialmente, que a lei não contém todo o direito, e que este, por sua vez, deve ser interpretado segundo dados da realidade. O julgador que se presta a analisar somente a letra fria da lei, sem considerar a complexidade do ordenamento jurídico e as circunstâncias fáticas, fará exame inadequado do caso, com consequências graves para uma das partes.
Assim, é fato que o art. 3º, VII, da lei 8.009/90 determina que pode ser objeto de penhora o bem que foi dado como fiança em contrato de locação, o que não significa que deva ser aplicado pura e simplesmente, sem considerar os primados normativos posteriores e a conjuntura jurídico-social. Desde 1990, até os dias de hoje, alterações legislativas relevantes contribuíram para adensar a constitucionalização do direito civil, em especial, a maturação da Constituição Federal de 1988 e a promulgação do Código Civil de 2002.
Nesta seara, especificamente, a EC 26/00 atribuiu status constitucional ao direito à moradia, consagrado como direito social no art. 6º da Constituição Federal; e o Código Civil de 2002 reforçou o primado da função social da propriedade, cujo abrangente conceito deve englobar o imóvel residencial da família, posto que destinado essencialmente ao basilar direito à moradia.
O direito mudou e a interpretação das leis, por esta via, também merece reflexão. Em nossa opinião, o STF acertou ao primar pela aplicação do preceito constitucional. Ao processar o recurso extraordinário e declarar a impenhorabilidade do bem de família do fiador em contrato de locação comercial, tem-se interpretação de acordo com as alterações normativas e circunstâncias fáticas. Não é razoável, tampouco aceitável, que os fiadores percam seus imóveis de família, e não tenham onde morar, pois nesses casos não há outro imóvel para saldar a dívida. O direito não deve servir para aprofundar, ainda mais, as desigualdades latentes do nosso país.
Ainda sob o ponto de vista prático, é preciso destacar que é comum que os contratos de locação comercial prevejam duas modalidades de garantia: a fiança e a caução (hipoteca do imóvel). A combinação de mais de uma modalidade de garantia deve resultar na declaração de nulidade da cláusula contratual, conforme determinação do art. 37, parágrafo único, da lei8.245/91. Esta ilegalidade favorece os credores nos processos de execução, pois pedem diretamente a penhora do imóvel familiar do fiador. Além disso, o valor da dívida pode ser inferior ao valor do imóvel, mas aumenta exponencialmente com os juros abusivos, custas judiciais e desestímulos para celebrar acordos.
É claro que o credor deve ter direito a ter seu crédito satisfeito, porém o judiciário deve prover meios para facilitar composição amigável, em várias fases do processo, e que sejam menos gravosas às partes devedoras e fiadores. Outros bens, que não os imóveis de família, devem, evidentemente, ser objeto de penhora e submetidos à adjudicação ou à leilão. A decisão do STF, portanto, não inviabiliza o recebimento do crédito, mas serve como baliza para racionalizar o processo de execução e pugnar pela aplicação dos direitos constitucionais.

Jusbrasil, 31/mai

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cobertura 4 Quartos, 2 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 1.050.000,00




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Congresso aprova crédito extra de R$ 248,9 bi


O Congresso Nacional aprovou ontem, por unanimidade, um crédito emergencial de R$ 248,9 bilhões para o governo. A votação só foi possível depois de o governo costurar um acordo com a oposição e com o centrão pelo qual se comprometeu a liberar parte do Orçamento que está bloqueada. Foram 450 votos a favor na Câmara e 61 no Senado. Agora, o texto será sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O dinheiro é necessário para o governo pagar aposentadorias, o Plano Safra e benefícios como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) - pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

No último sábado, Bolsonaro disse nas redes sociais que sem a aprovação do projeto teria que suspender o pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência já no próximo dia 25.

O acordo que permitiu a aprovação do texto foi fechado durante a votação do projeto na Comissão Mista de Orçamento (CMO), no início da tarde.

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), garantiu que serão liberados R$ 1 bilhão para a educação; R$ 1 bilhão para o programa Minha Casa Minha Vida; R$ 550 milhões para obras no Rio São Francisco; e R$ 330 milhões para bolsas de estudo do CNPq.

- A corda está no pescoço - disse a deputada, ao anunciar o acordo e pedir a votação do projeto.

Joice não explicou, porém, de onde sairá o dinheiro:
- O Orçamento é um só. Se vai gastar um pouco mais ali, tem que remanejar deu ml ado para o outro. Estamos fazendo as contas, mas vai dar certo.

O crédito emergencial é necessário por causa de uma norma fiscal conhecida como regra de ouro. Por ela, o governo não pode emitir dívida para pagar despesas correntes, como folha de salário e benefícios. Ele só pode se endividar para fazer investimentos.

MATURIDADE POLÍTICA

O problema é que os sucessivos rombos nas contas públicas encolheram o investimento e provocaram um desequilíbrio no Orçamento, que hoje está estimado em R$ 248 bilhões. Assim, para poder pagar despesas correntes, a equipe econômica precisa de uma autorização do Congresso.

O aval permitirá que a regra de ouro seja descumprida sem que haja punição para os gestores públicos. Sem isso, o desrespeito à norma poderia ser caracterizado como crime de responsabilidade fiscal e levar à abertura de processo de impeachment contra o presidente.

- Eu queria agradecer ao plenário por ter maturidade política e entender o momento que o Brasil vive. Quero agradecer esse gesto, em que partidos políticos e filiações ficaram de lado. É o maior crédito votado no Congresso Nacional - disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).



O Globo, Manoel Ventura, 12/jun

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Casa 4 Suítes na Barra da Tijuca - R$ 3.150.000,00 - R$ 11.000,00




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No Novo Mundo, saem os hóspedes, entram estudantes


Ícone da Praia do Flamengo, o prédio do Hotel Novo Mundo, que fechou as portas em março, vai voltar à ativa no primeiro semestre de 2020, renovado e com uma clientela diferente: estudantes. Será a primeira unidade no Rio da paulistana Uliving, especializada em hospedagem estudantil, como antecipou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. Com 230 quartos, o edifício de 1950 será reformado para receber até 400 estudantes num projeto de habitação compartilhada, com apartamentos mobiliados, espaços de convivência e serviços.

A Uliving - que tem cinco unidades, sendo três na capital paulista, uma em Ribeirão Preto e outra em Sorocaba - trabalha para transformar o uso do prédio, mas preservando as características arquitetônicas.

- O Rio sempre foi uma praça estratégica para a Uliving pela oportunidade de negócio: estudantes e intercambistas do mundo todo visitam a cidade. Acreditamos no futuro da cidade, na sua beleza natural, urbana, características culturais únicas e na importância das instituições acadêmicas. Estamos desenvolvendo um projeto exclusivo, que manterá toda a identidade arquitetônica do hotel, rejuvenescendo sua ocupação - explicou Juliano Antunes, diretor executivo da Uliving.

Criada em 2012, a empresa é voltada para a locação de moradia estudantil. Essa espécie de versão contemporânea das antigas repúblicas traz unidades individuais ou compartilhadas, mobiliadas, equipadas com facilidades como frigobar e micro-ondas, além de conexão sem fio com a internet de alta velocidade. O prédio conta ainda com espaços de convivência, de estudos e lavanderia.

- O Rio é uma cidade repleta de instituições de ensino reconhecidas mundialmente. Desta forma, acreditamos que a Uliving também é uma oportunidade para aquecer a economia local: queremos atrair mais estudantes e jovens profissionais para a cidade, além de gerar empregos - destaca Antunes.

Ricardo Mader, diretor da JLL Hotels & Hospitality Group, consultoria especializada em imóveis no segmento de hotelaria, afirma que o segmento de moradia estudantil já está consolidada em diversos países:

-Este conceito de moradia estudantil compartilhada já é consolidado no exterior. São projetos residenciais formatados para receber estudantes, com estrutura adequada, regras de funcionamento, além do foco em promover interatividade social. É produto que veio para ficar, vai mexer no mercado imobiliário e trazer dinamismo à região onde estiver diretamente instalado.

QUARTOS POR ATÉ R$2,3 MIL

A expansão da Uliving ganhou fôlego com a entrada da gestora de recursos VBI Real Estate no negócio, no início de 2018. Naquele momento, eles anunciaram previsão de investir R$ 500 milhões em projetos de habitação para estudantes em três anos. Até julho de 2020, além do Rio, virão mais dois empreendimentos em São Paulo. Em breve, diz Antunes, o grupo estará em outras capitais do Sudeste.

A escolha pelo Novo Mundo, que terá sua memória preservada em um espaço dentro do Uliving Rio, tem a ver com a localização do prédio, com amplo acesso a transporte e serviços. Para assinar um contrato, é preciso ter comprovante de matrícula em cursos que vão do pré-vestibular à pós-graduação. O pagamento mensal por locação, por pessoa, vai de R$ 900 a R$ 2.300.

Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ), a venda do Novo Mundo é natural:

- Novos polos hoteleiros surgiram. E a oferta de quartos também saltou com Copa do Mundo e Olimpíada. Com os empreendimentos mais novos, os antigos precisaram se modernizar, e a reforma é muito custosa, sobretudo na crise. É movimento de renovação.



O Globo, Glauce Cavalcanti, 07/jun

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Casa 4 Suítes no Jardim Oceânico na Barra da Tijuca - R$ 4.500.000,00




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Ícones do Rio, La Fiorentina e Novo Mundo vão a leilões


O futuro de dois símbolos do Rio está sob suspense. O imóvel onde funciona o tradicional restaurante La Fiorentina, no Leme, será leiloado por conta de dívidas envolvendo seu dono, o empresário Omar Resende Peres, o Catito, conforme antecipou o colunista Ancelmo Gois no GLOBO. O mobiliário do hotel Novo Mundo, fechado em março por conta de débitos, também foi posto à venda, enquanto o destino do prédio segue incerto.

A loja onde está instalado o La Fiorentina é alvo de um leilão extrajudicial, marcado para a próxima segunda-feira, por conta de uma dívida de R$ 5,2 milhões da Foca Turismo, também pertencente a Omar Peres, e o Banco Cédula. O lance inicial é de R$ 9,3 milhões. Peres afirma que foi pego de surpresa.

- A dívida, de R$ 1,5 milhão, venceu em janeiro de 2018. Nesse período, foi acordado que ela seria paga, mas o banco nunca mandou uma cobrança. Soube do leilão através do jornal -afirmou o empresário ao GLOBO.

Apesar do imbróglio envolvendo o imóvel, Peres, ligado a outros restaurantes tradicionais do Rio, garante que não vê riscos de o La Fiorentina fechar as portas:

- O leilão não tem nada a ver com o La Fiorentina. Meus restaurantes estão no nome da minha filha. Eu realmente sou dono do imóvel, mas não vejo risco porque há um contrato de aluguel de 20 anos, assinado há cinco. No caso de um despejo, será uma luta judicial - diz.

O Banco Cédula, citado por Peres, não retornou as ligações do GLOBO.

Frequentador da casa no Leme, o produtor cultural Eduardo Barata se diz preocupado com o eventual fechamento do restaurante por causa do seu simbolismo:

- O La Fiorentina é uma referência de encontro para nós, pessoas do teatro. Quase sempre, depois das estreias, vamos comemorar no Fiorentina. Às vezes, acontecem várias comemorações na mesma noite. É quase uma assembleia. É um grande espaço de encontro, de troca de informação e afeto.

O futuro do Novo Mundo, testemunha de momentos históricos do país e anfitrião de grandes personalidades nacionais e internacionais, é ainda mais nebuloso. Rumores dão conta de que as unidades do edifício, inaugurado em 1950 para receber as delegações da Copa do Mundo, podem ser convertidas em residências. Fala-se também na possibilidade de um novo hotel.

A Sold Leilões, empresa responsável pelos lances do que restou do Novo Mundo, afirma oficialmente que a venda do material faz parte de um retrofit -modernização - do mobiliário.

Não há itens de antiguidade entre as peças disponibilizadas, de acordo com a Sold. Os lances iniciais variam de R$ 10 a R$ 500 e contemplam desde sofás e camas até aparelhos de ar-condicionado e micro-ondas.



O Globo, Johanns Eller e Vera Araújo, 06/jun

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte na Avenida Sernambetiba na Barra da Tijuca - R$ 1.100.000,00




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Corte de juros da Caixa é mais vantajoso para imóveis de classe média


As mudanças anunciadas na quarta-feira pela Caixa Econômica Federal no financiamento habitacional para a classe média vai beneficiar mais os imóveis de maior valor. A taxa de juros foi reduzida em até 1,25 ponto percentual. Simulações mostram que, para um imóvel no valor de R$ 2 milhões, a diferença pode chegar a R$ 421 mil.

A taxa mais em conta, voltada para clientes do banco, recuou de 8,75% para 8,5% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR). Já a mais alta, para não correntistas, caiu de 11% para 9,75% ao ano. Os percentuais começam a valer a partir da segunda-feira, dia 10, para novos financiamentos em todas as modalidades - imóveis novos, usados, aquisição de terreno e construção e reformas.

O corte nos juros abrange contratos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com uso de recursos do FGTS e da poupança, para imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão, e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que envolve bens acima deste valor e com taxas de mercado. Com a medida, a Caixa iguala as condições do crédito imobiliário, independentemente do valor do imóvel.

As simulações foram feitas pelo coordenador do MBA em Finanças do Ibmec-RJ, Filipe Pires,  a pedido do GLOBO. Para um imóvel adquirido pelo SFH, com financiamento de R$ 1 milhão em um prazo de 35 anos, o total pago com a taxa de juros a 8,5% ao ano será de R$ 2.431.400. São R$ 42.100 a menos do que com a taxa a 8,75%, ou o equivalente a cerca de sete prestações. 

Para imóveis com valor acima de R$ 1,5 milhão, a diferença é ainda maior. Em um financiamento de R$ 2 milhões pelo SFI, a redução da taxa de juros de 9,75% para 8,5% ao ano resulta em um total de R$ 4.862.800: uma diferença de R$ 421 mil, ou cerca de 36 prestações.

- A Caixa se mostrou agressiva para ganhar o mercado de mais alta renda, no qual ela vinha perdendo espaço - afirma Pires.

Especialistas ressaltam ainda que uma pequena redução nos juros em um financiamento habitacional, que é de longo prazo, tem impacto relevante. Considerando uma simulação para um imóvel de R$ 700 mil, financiado em 30 anos, a queda na taxa de 8,75% ao ano para 8,5% pode resultar em uma economia de R$ 43 mil. O valor da prestação cai de R$ 1.284 para R$ 1.241, considerando a tabela Price.

'Qualquer impulso ajuda'

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o objetivo da mudança é corrigir distorções, cumprindo a orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes. Guimarães afirmou que o banco estava muito focado na baixa renda:

- A Caixa não estava focando na classe média, era mais na classe baixa. Não existe nenhuma descontinuidade para as pessoas carentes, o programa Minha Casa Minha Vida vai continuar, mas a Caixa vai focar na classe média e média alta.

Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ, que reúne as empresas do mercado imobiliário carioca, reforça que a Caixa mexeu na taxa de juros do financiamento usado pela parcela da população mais sensível ao efeito da elevada taxa de desemprego:

- A retomada na construção está acontecendo no segmento popular e no alto padrão. A classe média, que compra imóvel pelo SFH, depende de renda do trabalho, segurança no emprego e visão de estabilidade de longo prazo para decidir comprar. Qualquer impulso para essa camada ajuda. Como a Caixa tem papel relevante no setor, deve estimular mais concorrência entre os bancos.

Apesar de bem-vinda, a redução de juros pela Caixa é vista como um paliativo, até que medidas mais relevantes sejam tomadas para melhorar o cenário econômico.

- É corte pequeno nos juros. Mas é um aceno importante do governo mostrando querer fomentar o segmento de habitação, que tem ações planejadas. É um paliativo enquanto as grandes reformas não acontecem. São elas que trarão o avanço necessário para que a retomada do mercado imobiliário - avalia Leonardo Schneider, presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio).

Ainda assim, o movimento da Caixa pode ampliar a competitividade nesse mercado, diz Ronaldo Cury, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP):

- Mostra que a Caixa quer avançar no financiamento para a classe média, ser mais competitiva num mercado em que já há bancos praticando taxas ainda menores.

Renegociação de dívida

Ao anunciar a medida, a Caixa também divulgou os detalhes da campanha de renegociação para os mutuários da casa própria que estão com prestações atrasadas. O programa vai beneficiar 589 mil famílias que têm uma dívida total de R$ 10,1 bilhões em vários tipos de contratos (Minha Casa Minha Vida, com recursos do FGTS, da poupança e de mercado). A campanha tem prazo ilimitado e pode beneficiar famílias com até seis prestações em atraso, em média. A Caixa espera recuperar, este ano, entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão.

O banco não vai dar desconto no valor da prestação, mas pode perdoar juros de mora, dependendo do contrato e em situações em que o custo adicional alcança o valor da prestação. Serão oferecidas várias alternativas de renegociação.

Para regularizar a situação, o mutuário poderá dar uma entrada, em valor correspondente a uma prestação, e incorporar as parcelas atrasadas no saldo devedor. A mensalidade será, então, recalculada, dentro do prazo remanescente do contrato original. Também será possível usar o saldo da conta do FGTS, se o atraso for de apenas três meses, e alterar a data do vencimento da prestação.

Substituição da TR

Além disso, nas próximas semanas, a Caixa vai lançar uma nova modalidade de crédito imobiliário, substituindo a TR, que acompanha a correção dos contratos, pelo IPCA. Uma das ideias é fixar uma taxa de 4% ao ano, por exemplo, mais o índice de preços.

O banco também vai ampliar a oferta de financiamentos com a chamada tabela Price, em que o tomador começa pagando prestações em valores iniciais menores e mensalidades constantes, apenas corrigidas pelo índice inflacionário. Atualmente, a Caixa dá prioridade ao Sistema de Amortização Constante (SAC), em que o valor inicial da parcela é mais alto, mas, como a amortização inicial é maior, as mensalidades são decrescentes. Neste modelo, o mutuário já começa a pagar o principal da dívida mais os juros. No primeiro, apenas o principal.

Esta fórmula é considerada mais segura tanto para os tomadores quanto para as instituições financeiras. Segundo o presidente da Caixa, a ideia é deixar o mercado fluir. Com relação ao uso da tabela Price, ele disse que, para algumas famílias, pode ser mais vantajoso começar pagando menos.



O Globo, Geralda Doca, Glauce Cavalcanti e Patrícia Valle, 06/jun

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Sala Comercial no empreendimento Barra Business Center na Barra da Tijuca - R$ 400.000,00 - R$ 1.900,00




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Setor privado joga a toalha e aguarda definição do Minha Casa Minha Vida

Por mais preocupante que seja a situação com a falta de recursos para o Minha Casa Minha Vida, o setor privado jogou a toalha: segundo empresários, não há mais o que fazer a não ser esperar e torcer.
O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou na última quarta (24) que a verba do governo para o programa acaba em junho.
Até lá, construtoras preveem que obras em andamento vão prosseguir, mas que novos projetos dificilmente vão sair do papel.
Mãos atadas A expectativa do setor é que o governo suplemente o MCMV, diz José Carlos Martins, presidente da Cbic (câmara da construção). "Não tem o que fazer, o que deu foi garantir até junho. Agora é esperar a Previdência para negociar depois."
Suspense A indefinição atrapalha principalmente os segmentos com maior subsídio do governo, como as faixas 1 e 1,5, afirma André Campos, presidente da Emccamp.
Sem... Enfrentar problemas financeiros no programa não é algo exatamente novo, segundo Luciano Amaral, diretor-geral da incorporadora Benx, do grupo Bueno Netto.
Novidade
"Quer trabalhar com MCMV? Então é preciso entender que ele faz parte do orçamento do governo, de um banco estatal, e que às vezes há percalços. Por exemplo, todo ano em outubro e novembro há contingenciamento. O empresário está preocupado, mas não parou ainda", afirma.

ADEMI, 05/jun

terça-feira, 4 de junho de 2019

Apartamento 3 Quartos no condomínio Barramares na Barra da Tijuca - R$ 1.650.000,00




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Cuidados com trabalho a céu aberto na construção civil


O verão vem registrando altas temperaturas e, com elas, é fundamental que as empresas estejam atentas à proteção de seus trabalhadores, durante a execução das atividades nos canteiros de obra. Os riscos ocupacionais associados ao trabalho a céu aberto na construção civil precisam ser levados em consideração e serem administrados de maneira a minimizar problemas de saúde decorrentes dessa exposição ao sol.
Os riscos são muitos e incluem: insolação, desidratação, aparecimento de manchas na pele, queimaduras e até problemas de saúde mais sérios, como cataratas e câncer de pele. Trata-se, portanto, de um assunto importante que, inclusive, tem a NR21 como regulamentadora, com o intuito de evitar que as atividades profissionais realizadas ao ar livre causem danos ao bem-estar e à saúde dos trabalhadores.
Além disso, há a NR15, que determina a necessidade de avaliação das condições do local de trabalho, a partir do Índice de Bulbo Úmido de Globo, que aponta a exposição do profissional ao calor. A legislação brasileira aponta que a temperatura média dos locais de trabalho deve ficar entre 20°C e 23°C, seja em escritórios ou em setores de produção. Essa temperatura deve ser constantemente monitorada e medidas devem ser tomadas para minimizar o contato do profissional com temperaturas mais elevadas.
Como proteger os trabalhadores dos riscos?
A NR 21 trata, justamente, dos cuidados necessários aos trabalhadores que atuam em céu aberto, abrindo possibilidade para que esses profissionais recebam adicional de insalubridade e estabelecendo medidas que devem ser adotadas pelas empresas, com o intuito de minimizar os riscos à saúde e segurança dos colaboradores.
O fornecimento de protetor solar, gratuitamente, está entre as exigências mais importantes, bem como a realização de intervalos para hidratação, repouso na sombra e preferência para a execução das atividades nos horários com menor incidência de sol. Além disso, é fundamental que sejam disponibilizados os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para proteger o trabalhador do calor excessivo e da exposição ao sol.
EPIs para quem trabalha a céu aberto
Vestimentas adequadas: os trabalhadores devem utilizar roupas confeccionadas em tecidos leves e que cubram a maior parte do corpo (calça e camiseta de manga longa) para evitar a incidência direta do sol na pele;
Óculos de proteção: os óculos de proteção são obrigatórios em diversas atividades, sendo que no caso do trabalho a céu aberto as lentes devem ser capazes de proteger contra os raios UV;
Capacete: o uso de capacetes de segurança é obrigatório em todos os canteiros de obra e, no caso do trabalho a céu aberto, o dispositivo deve possuir revestimento que não acumule calor, de modo a evitar aquecimento excessivo na região da cabeça.

SECONCI, 04/jun

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Casa 5 Suítes no condomínio Pedra de Itaúna na Barra da Tijuca - R$ 7.500.000,00




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Imóveis vendidos em leilão online durante o Summit Imobiliário


Durante o Summit Imobiliário três imóveis foram vendidos em um leilão online de imóveis residenciais comandado pela empresa Moving. Na ocasião, lançamento do projeto Moving Leilões, foram oferecidos oito imóveis. De acordo com Marcelo Bellotti, CEO da Moving, o resultado foi um sucesso. "Obtivemos uma taxa de 37,5% de conversão de venda", comemorou.
Segundo Bellotti, a intenção da Moving Leilões é se tornar uma agregadora das ofertas do setor, com o objetivo de facilitar a vida do consumidor interessado em imóveis retomados. "A ideia é utilizar uma linguagem de fácil entendimento para ajudar os usuários a encontrarem as ofertas, refinarem as buscas e entenderem como funcionam os leilões", explicou o CEO.
O projeto chamou a atenção do mercado imobiliário, pois não existe ainda uma ferramenta especializada em agregar os anúncios desse segmento. O site já iniciou suas operações com atuação nacional. Neste momento, os sócios da empresa estão fechando contratos com diferentes parceiros para oferecer um grande número de anúncios.


O Estado de S. Paulo, Júlia Zillig, 25/abr

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Apartamento Duplex, 4 Quartos, 2 Suítes no condomínio Barramares na Barra da Tijuca - R$ 3.700.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/12859/apartamento-duplex,-4-quartos,-2-su%C3%ADtes/apartamento-duplex,-4-quartos-%282-su%C3%ADtes%29,-barramares,-venda/barra-da-tijuca

Mulheres no universo da construção


Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quatro milhões de mulheres entraram no mercado de trabalho, nos últimos quatro anos. Mas não para por aí: conquistando cada vez mais espaço em mercados de trabalho que anteriormente era exclusividade do sexo masculino, as mulheres tem mostrado que a máxima “lugar de mulher é onde ela quiser” nunca foi tão verdadeira. Na construção civil, por exemplo, mesmo que timidamente, a participação de mulheres cresceu em 65%, de 2002 a 2012, de acordo com o Ministério do Trabalho e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). A porcentagem se aplica, inclusive, ao mundo das máquinas pesadas, no qual a força da representatividade feminina tem sido fundamental para quebrar os estereótipos de gênero que estão tão imbricados na nossa sociedade.
Quem sabe bem disso é a sócia de uma distribuidora de escavadeiras em Vale do Paraíba, São Paulo, Eloá Garcia de S. Cazzolato. Responsável pelos setores administrativo e financeiro da empresa, ela começou a trabalhar neste mercado aos 17 anos, mas desde criança já conhecia o setor de equipamentos pesados, por ser o ramo de negócio da família. “A minha percepção é de que a participação de mulheres neste ramo é muito importante. Geralmente, somos mais detalhistas e organizadas. Percebo que, por isso, a maioria de nossos clientes gostam de ter uma mulher auxiliando”, diz.
Quanto aos desafios encontrados na área, Eloá destaca que o maior deles é o machismo, pois alguns homens ainda enxergam as mulheres apenas como donas de casas e mães. “Mas percebo que, cada vez mais, a valorização das mulheres está aumentando e melhorando. Estamos nos impondo mais, mostrando nossas visões, inovando, enfim, cada vez mais ganhando o nosso espaço e respeito”, complementa.
Outra figura que também tem mostrado ao que veio é a coordenadora de Marketing da Link-Belt, Lúcia Guariglia, que atua neste setor desde 2008. Ela conta que nada a deixa mais realizada do que calçar suas botinas e ir à campo apertar a mão de um novo cliente. Para Lúcia, a presença de mulheres dentro desse universo significa força e conquista. “Tudo faz parte de uma evolução e conquista das mulheres em diversos setores, mas este, em específico, é de se ter muito orgulho”, diz.
Quem concorda com a visão de que as mulheres estão avançando neste mercado é a diretora Comercial e de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), Arlete Vieira, que atua na entidade, desde 2001. A executiva destaca que o número de profissionais mulheres no segmento vem crescendo a cada dia. “O principal diferencial da presença de mulheres no setor é que elas são muito mais cuidadosas ao, por exemplo, manusear os equipamentos”, acrescenta. Quanto aos desafios encontrados no caminho, ela destaca que nem sempre uma mulher é ouvida em uma mesa repleta de homens, durante uma reunião de um projeto a ser implementado. “Por isso, é importante trabalhar fortemente para se conquistar um espaço e, dessa maneira, tentar se impor”, finaliza.

Portal PortoGente, 31/mai

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Casa 4 Quartos, 2 Suítes no condomínio Crystal Lake na Barra da Tijuca - R$ 4.100.000,00 - R$ 38.000,00




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A importância da cultura prevencionista


O setor da construção é o que – mesmo depois de sofrer tanto com a crise econômica – ainda emprega mais de dois milhões de pessoas. São duas milhões de famílias brasileiras que têm no segmento uma importante fonte de renda, senão a única, decorrente da sua atuação diária.
O primeiro e o mais importante direito desses trabalhadores é, após um dia de trabalho, voltar para casa bem e sadios. Para tanto, é necessário que os empregadores apliquem corretamente os procedimentos e normas de segurança previstos na legislação e que eles, empregados, os conheçam e tenham a consciência de que devem segui-los à risca
O tema segurança do trabalho é caro demais para que as partes envolvidas não deem a importância devida. Caro para o empregador que, após um acidente, perde produtividade, paga tratamentos e indenizações, vê sua equipe entristecida e desmotivada. Caro para o empregado, que pode ver restrita a sua capacidade de trabalho e sua convivência com amigos e familiares, que tem sua saúde debilitada e perde qualidade de vida.
Por essas e outras relevantes razões, todos – trabalhadores e empregadores – devem agir para que a cultura prevencionista faça parte de sua vida. Nessa linha, a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes na Indústria da Construção, a CANPAT Construção foi idealizada pela CBIC e realizada juntamente com o SESI Nacional e com a Fiscalização do Trabalho, pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho e conta, ainda, com o apoio do Seconci Brasil.
A CANPAT Construção visa criar um ambiente de discussão perene no setor sobre saúde e segurança do trabalho, por meio da divulgação e debate sobre as melhores práticas e os temas que devem ser observados na busca de maior qualidade de vida do trabalhador. Nos eventos da CANPAT Construção são divulgados materiais técnicos, realizados debates entre especialistas, apresentadas estatísticas e demais informações do interesse de nossa indústria.
A CANPAT Construção mostra os esforços e a responsabilidade dos empregadores da Construção na condução do tema saúde e segurança no trabalho. Tudo o que é feito pelo setor produtivo para garantir o bem estar de quem constrói o Brasil. Acesse o site da CANPAT Construção e saiba mais sobre os eventos realizados e que estão para acontecer.

Por Fernando Guedes Ferreira Filho, vice-presidente de área da CBIC e presidente da CPRT/CBIC, 30/mai