quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Casa 3 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 2.100.000,00




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Selic cai a 4,5% ao ano


Em 2019, a taxa básica de juros (Selic) passou por quatro reduções. Começou o ano em 6,5% e, agora, renovou o piso histórico, a 4,5% ao ano. A rápida redução, no entanto, não se dá na mesma intensidade nos juros de produtos a que os consumidores recorrem quando precisam de crédito, como empréstimo pessoal e cheque especial.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros do cheque especial estavam em 273,6% em novembro. O rotativo do cartão de crédito, por sua vez, estava em 266,8%. Três anos atrás, com a Selic a 14,25% ao ano, os juros do cheque especial chegavam a 296,3%, enquanto o do cartão de crédito estava em 451,4%.

Com taxas tão elevadas, o Banco Central (BC) decidiu impor um teto de 8% ao mês para os juros do cheque especial, com o objetivo de fazer a taxa cair à metade, para cerca de 150% ao ano.

Em um cenário de Selic tão baixa, surge o questionamento: por que, afinal, os juros destes produtos se mantêm tão elevados? A explicação para isso vai além da decisão do Comitê Política Monetária (Copom) do Banco Central, que define a Selic.

A inadimplência, a concentração bancária e os encargos do setor são motivos que, juntos, estão por trás desse cenário, segundo especialistas:

- A primeira, e mais forte, explicação para essa discrepância entre os percentuais é no spread bancário, ou seja, a diferença entre os juros que o banco paga quando o cliente investe dinheiro e os juros que cobram quando as pessoas tomam empréstimos - destaca Virgínia Prestes, professora de Finanças da Faap. - O que mais encarece esta diferença, atualmente, é o alto nível de inadimplência.

Em novembro, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o Brasil tinha 63,1 milhões de brasileiros com o CPF negativado, o que representou uma alta de 6% frente ao mesmo mês de 2018.

Por essa razão, os juros do empréstimo pessoal emitido por bancos estavam em 49,7% ao ano em novembro, bem acima da Selic. Quando o crédito é concedido por meio de financeiras, o percentual médio sobe a 113,3% ao ano. Em agosto de 2016, quando a Selic estava em 14,25%, os juros do empréstimo pelos bancos eram de 72,5%, ao passo que a taxa era de 165,5% nas financeiras.

Concentração bancária

Outro ponto apontado pelos especialistas como um "encarecedor" das opções de crédito são as obrigações e encargos do setor.

- Os bancos alocam parte do dinheiro para emprestar. Por exemplo, um cliente tem direito a R$ 10 mil de cheque especial. Esta quantia fica separada caso o cliente precise, mas o banco não pode mexer nisso. O dinheiro fica ali à espera do cliente, não podendo ser usado para algum outro fim pela instituição - explica Alexandre Espírito Santo, economista da Órama. - Além disso, os impostos sobre o sistema bancário são elevados, o que acaba encarecendo os produtos de crédito.



O Globo online, Gabriel Martins, 11/dez

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Apartamento 2 Suítes na Peninsula na Barra da Tijuca - R$ 1.150.000,00




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Construção civil tem o melhor indicador do PIB


Foram bons os dados sobre a indústria da construção informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao anunciar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) relativo ao período de janeiro a setembro de 2019. Entre os terceiros trimestres de 2018 e de 2019, a construção civil cresceu 4,4%, segunda alta mensal consecutiva após 20 trimestres de queda. Os números do IBGE mostram ainda que entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano o investimento do setor da construção cresceu 1,3%.

A construção civil responde por cerca de 40% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF ou taxa de investimento), o que mostra bem sua importância. O setor mobiliza uma ampla rede de fornecedores, de prestadores de serviços de arquitetura, engenharia e decoração a indústrias de materiais para obras e de bens de capital. E é grande empregador de mão de obra: nos primeiros 10 meses de 2019, contratou 124,5 mil empregados com carteira assinada, 6,3% mais do que em igual período de 2018, segundo dados oficiais. Foi o segmento que mais mostrou crescimento, em termos porcentuais, na criação de vagas no período.

Mas, como notou a economista Ana Maria Castelo, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especializada no setor, há muito a melhorar: "O mercado imobiliário ainda tem uma contribuição restrita para o PIB. A tendência é que esse mercado venha a aparecer mais fortemente no nível de atividade daqui para a frente".

A construção civil está se recuperando em decorrência dos investimentos em edifícios em especial residenciais, pois os lançamentos comerciais ainda enfrentam o problema da oferta elevada, com exceção do mercado de alto padrão, onde há demanda firme. Na infraestrutura, as concessões só deverão gerar impacto positivo na construção a partir de 2020, segundo analistas.

O volume de financiamentos não só é crescente, mas essencial para o investimento na construção. O economista Luka Barbosa, do banco Itaú, deu ênfase ao estímulo representado pelo crédito: "O crédito imobiliário começou a crescer, expandindo o setor, estimulando o investimento e deve crescer mais no ano que vem".

A construção civil e o mercado de imóveis foram ajudados pela queda de juros e prestações, mas não podem prescindir da retomada econômica.



O Estado de S. Paulo, Editorial Econômico, 11/dez

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Apartamento 4 Suítes na Península na Barra da Tijuca - R$ 2.560.630,00




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Banco do Brasil adere ao crédito imobiliário corrigido pela inflação


O Banco do Brasil (BB) aderiu ao crédito imobiliário indexado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) - modalidade inaugurada pela Caixa Econômica Federal em agosto. A nova linha de financiamento terá juros de 3,45% ao ano, mais a inflação. Será direcionada a famílias com renda acima de R$ 10 mil.

O tomador poderá financiar até 70% do valor imóvel, com prazo máximo de pagamento de 15 anos. A nova modalidade já está disponível nas agências do banco e os clientes com propostas de financiamento imobiliário corrigido pela Taxa Referencial (TR), mas que ainda não assinaram o contrato, podem solicitar alteração para o IPCA.

Em nota, o BB informou que vai alertar os clientes sobre o risco da nova modalidade de financiamento, em que o valor das parcelas e o do saldo devedor da operação irão variar  de acordo com a inflação. Em compensação, as condições são mais acessíveis em relação ao crédito tradicional, atrelado à TR.

No caso da Caixa, a linha de crédito corrigida pela inflação não tem direcionamento de público. As taxas variam entre 2,95% mais IPCA para quem é cliente do banco e 4,95% (mais IPCA), nas chamadas operações de balcão.



O Globo online, Geralda Doca, 09/dez

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 657.000,00




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Imóvel compacto ganha demanda e atrai investidores


Há um ano e meio, após se separar do namorado, com quem vivia em uma casa de 150 metros quadrados, no Jardim Marajoara, na zona Sul da cidade de São Paulo, a fotógrafa de publicidade de moda Ariana Lima, de 35 anos, foi morar em um loft de 29,5 metros quadrados, na Vila Olímpia. O imóvel, incorporado pela Vitacon, especialista nesse mercado, pertence a uma amiga. "A experiência é incrível", diz a fotógrafa. Assim como Ariana, muitos consumidores das classes média, média-alta e alta, principalmente os mais jovens, estão dispostos a trocar áreas maiores por melhores localizações e mais mobilidade.

Os lançamentos de imóveis compactos, com área de 20 metros quadrados a 35 metros quadrados, voltados para as rendas média e alta cresceram 25%, no mercado paulistano, de janeiro a outubro, na comparação anual. Somaram 6.044 unidades, segundo levantamento realizado pela área de inteligência de mercado da Abyara, a pedido do Valor.

"A qualidade de vida das pessoas está cada vez mais relacionada ao tempo que se perde no deslocamento, no dia a dia", afirma o diretor técnico da rede de imobiliárias Lopes, Cyro Naufel.

Após a mudança, Ariana passou a ir a pé encontrar clientes situados na mesma região onde mora, assim como para a academia e para baladas. Para seu estúdio fotográfico, na Lapa, na zona Oeste, o tempo do percurso foi reduzido de até uma hora e meia para 30 minutos de carro. Segundo a fotógrafa, desde que se mudou para o compacto, sua vida se tornou "mais dinâmica e com menos consumo". Agora, Ariana consome menos roupas, sapatos e produtos para casa. A manutenção do espaço onde mora está mais fácil, e é possível encontrar os amigos com mais frequência.

Quem está começando a vida profissional e opta por morar perto do trabalho, quem acaba de se mudar para São Paulo com a finalidade de trabalhar ou estudar, executivos que residem de segunda a sexta-feira na capital paulista e casais jovens estão entre os principais perfis que buscam mais praticidade ao habitar em um compacto, tipo de imóvel que tem sido desenvolvido em regiões com boa infraestrutura de transportes e serviços.

A demanda também se ampliado por parte de recém-separados, de casais cujos filhos saíram de casa e de parte da classe média que vem optando por viver em áreas mais centralizadas, segundo o sócio-diretor da TPA Empreendimentos, Mauro Teixeira Pinto. Os compactos - studios e lofts - respondem por 80% dos lançamentos da TPA.

Dois anos e meio atrás, o corretor Guilherme Malfi se mudou com a noiva de apartamento alugado de 90 metros quadrados, nas proximidades da estação de metrô Vila Madalena, para um loft de 60 metros quadrados, perto da estação Anhangabaú, adquirido da TPA. "É mais fácil de limpar, conseguimos aproveitar o espaço com menos desperdício, e o custo de manutenção é menor", compara Malfi. Mas, se a família crescer, a opção será, segundo ele, por imóvel tradicional, com área de serviço e mais um quarto.

Para Daniel de Aguiar Nascimento, de 25 anos, a possibilidade de reduzir o tempo que gasta para ir trabalhar foi a principal razão que o levou a decidir pela compra, como primeiro imóvel, de um studio de 26 metros quadrados, incorporado pela Mitre, nas proximidades da estação de metrô Guilhermina-Esperança, em vez de adquirir unidade em São Miguel Paulista, onde reside com familiares. Profissional da área de corretagem, Nascimento precisa se deslocar para coordenar equipes em diversas regiões da capital paulista. "Preferi um imóvel menor, mas melhor localizado", diz o corretor, que vai se mudar tão logo a unidade, adquirida na planta, for entregue.

Na avaliação de uma fonte do setor imobiliário, o número de compradores finais de compactos tende a crescer, à medida que os juros caem e uma parcela de clientes que era atendida pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida passa a ter a renda enquadrada também no financiamento necessário para a aquisição de unidade de médio padrão.

Em alguns projetos de unidades compactas, a parcela de compradores finais é relevante, mas o principal adquirente desses imóveis são investidores, interessados em trocar apostas na renda fixa por rendimentos potencialmente superiores com aluguel. A figura do investidor voltou a ganhar relevância no setor imobiliário com o reaquecimento do mercado imobiliário e com as sucessivas reduções de juros. Do lado das incorporadoras, desde a regulamentação dos distratos, no fim de 2018, há mais segurança para vender imóveis a esses clientes.

A opção de investidores por compactos em relação a outros ativos imobiliários resulta da possibilidade de desembolso menos do que seria preciso para a aquisição de unidades maiores. "Há mais facilidade para alugar ou revender esses imóveis", afirma o presidente da Brasil Brokers, Cláudio Hermolin.

Incluindo investidores e compradores finais, as vendas de um projeto da Cyrela de compactos de médio-alto padrão, lançado no início de novembro, superam 70% do total, patamar acima do esperado para o curto prazo pela companhia. Localizado na Vila Mariana, o empreendimento tem studios e imóveis de um dormitório, com tamanhos de 25 metros quadrados a 47 metros quadrados e preços que variam de R$ 280 mil a R$ 500 mil."Deixou de ser tão importante para as pessoas ter espaços para lavanderia e escritório, dentro de casa, pagando por isso", diz o diretor de incorporação da Cyrela, Piero Sevilla. "Com um tíquete mais baixo, é possível morar em lugares muito melhores", acrescenta o executivo da Cyrela.

Naufel, da Lopes, afirma que uma das vantagens que as incorporadoras encontram ao desenvolver compactos é a possibilidade de cobrar preço de venda por metro quadrado maior quanto menor for a área da unidade.

Há outro motivo para a forte expansão dos lançamentos de imóveis compactos na capital paulista. As incorporadoras buscam conciliar nos seus empreendimentos lançados a demanda de mercado com as regras do novo Plano Diretor e da nova Lei de Zoneamento de São Paulo.

Dessa forma, o número de projetos híbridos - uma mescla de unidades maiores e studios -, tem crescido nos chamados eixos estruturantes da capital paulista - proximidades de estações de metrôs e trens, e de corredores de ônibus. A legislação limita o número de garagens a uma vaga por unidade nessas regiões. Ao lançar parte do projeto como studios sem vaga, as incorporadoras conseguem oferecer mais de uma garagem para apartamentos maiores no mesmo edifício, atendendo à demanda de quem busca essas unidades.

Exemplo desse modelo é um empreendimento lançado, em junho, pela Tegra Incorporadora, em Moema, composto por apartamentos de 157 metros quadrados e duas vagas de garagem, e studios sem vaga. Segundo o diretor de incorporação da Tegra em São Paulo, João Mendes, os compactos responderão por 30% do valor lançado neste ano.

Há dez dias, a incorporadora apresentou ao mercado paulistano um projeto de uso misto, com studios de 26 metros quadrados, unidades de 46 metros quadrados com um dormitório e salas comerciais e lojas na Vila Nova Conceição. Outro projeto misto foram lançados pela empresa neste fim de semana.

No último sábado, a Trisul lançou empreendimento para investidores com 80% de studios de 25 metros quadrados sem vagas de garagem e 20% de apartamentos de 45 metros quadrados com suíte e uma vaga, ao lado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Vila Clementino. Segundo o superintendente de inteligência de mercado e marketing da Trisul, Lucas Araújo, há demanda por locação de unidades com esses perfis por parte de médicos e estudantes da região.

A Nortis Construtora e Incorporadora direciona seus projetos para usuários finais e atua em compactos em menor quantidade, segundo o fundador, Carlos Terepins, com o objetivo de cumprir os parâmetros da legislação decorrente do Plano Diretor.

Segundo Ronny Lopes, sócio da Arquimóvel, empresa que representa incorporadoras na aquisição de terrenos, 2019 é o primeiro ano em que a procura, em São Paulo, de áreas para desenvolver empreendimentos de unidades compactas, com tamanho de 25 metros quadrados a 40 metros quadrados, superou a demanda para outras finalidades.

No mercado, há quem se preocupe com o risco de excesso de oferta dos imóveis compactos, assim como já ocorreu com flats e saletas comerciais. Para se precaver dessa possibilidade, a Trisul tem sido "criteriosa ao decidir onde oferecer esse tipo de produto", segundo Araújo. No entendimento de Alexandre Frankel, fundador da Vitacon, não existe risco de oferta excessiva, pois há demanda pelas unidades, considerando-se o crescimento vegetativo da população e as mudanças dos hábitos de consumo.

Hermolin, da Brasil Brokers, ressalta que imóveis compactos para as rendas média e alta não são produtos que fazem sentido em qualquer mercado, mas apenas naquelas praças, como São Paulo, "que são polos de atração de pessoas de outras cidades, estados e até países". "No Rio de Janeiro, começa a haver movimento de lançamentos de compactos também com foco no investidor", conta Hermolin.



Valor Econômico, Chiara Quintão, 09/dez

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Apartamento 2 Suítes na Barra da Tijuca - R$ 570.000,00




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PIB da construção deve crescer até 2% este ano


A atividade econômica da construção civil vai fechar o ano em alta pela primeira vez após cinco anos consecutivos de queda. A perspectiva é que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor cresça 2% em 2019. Até o fim do terceiro trimestre, a alta já havia alcançado 1,7%. Esse resultado positivo coloca fim a um ciclo de retração que perdurou entre 2014 a 2018, quando o PIB setorial encolheu 30%.

Os dados foram divulgados ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para 2020, a projeção é que o crescimento do PIB da construção seja de 3%.

O avanço do PIB da construção neste ano está sendo puxado, essencialmente, pelo consumo das famílias, enquanto as atividades empresariais ficaram em segundo plano. O levantamento mostrou que a previsão de alta de 2% do PIB da construção em 2019 será composta por: autoconstrução e reformas (3%), serviços especializados para obras (2,5%) e infraestrutura (1%).

"Quem puxa o crescimento do setor continua sendo o consumo das famílias por meio da autoconstrução, seja de reformas ou obras novas", disse a coordenadora de estudos da construção da FGV, Ana Maria Castelo.

Ela apontou que o segmento de infraestrutura tem um crescimento muito baixo, pois há poucas obras de grande porte em andamento, dada a falta de recursos nos cofres públicos. Já o setor de edificações, que inclui os prédios residenciais e comerciais, ainda não decolou.

Segundo ela, o reaquecimento do mercado imobiliário ainda está concentrado em poucas praças, como a cidade de São Paulo. "Esse mercado está bombando em São Paulo, mas no restante do País a magnitude da retomada ainda é variada."

Em fevereiro, o Sinduscon e a FGV anunciaram a perspectiva de que o PIB da construção iria crescer 2% em 2019, mas, em maio, revisaram a projeção para 0,5%, em meio às notícias de revisão para baixo do PIB nacional. Agora, voltaram a elevar para 2%.

Segundo Ana Maria, o resultado de 2019 surpreendeu. "O ano começou mal. Mas a partir do segundo trimestre, vimos sinais positivos de alguns setores. O principal deles foi o de consumo das famílias. A liberação dos saques do FGTS tem tido uma força vigorosa", afirmou a coordenadora.

O presidente do Sinduscon, Odair Senra, também celebrou a reviravolta. "A percepção é de que a crise do setor ficou para trás." Com a melhora da atividade, a quantidade de pessoas empregadas na construção civil cresceu 1,59% na comparação dos dez primeiros meses de 2019 com o mesmo período de 2018, com a abertura de 36,5 mil postos de trabalho. No fim de outubro, o setor empregava 2,410 milhões de trabalhadores com carteira assinada.



O Estado de S. Paulo, Circe Bonatelli, 06/dez

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Apartamento 4 Quartos, 2 Suítes na Península na Barra da Tijuca - R$ 1.698.855,00




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Construção civil em ritmo mais acelerado


As duas principais pesquisas sobre o comportamento e sobre as expectativas do setor da construção civil, realizadas mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgadas nos últimos dias, apresentaram resultados semelhantes. O quadro melhorou tanto no curto como no longo prazo, refletindo o aumento do nível de atividade e da confiança das empresas. Segundo a CNI, a evolução positiva dos indicadores foi "impulsionada, em novembro, principalmente pelo índice de condições atuais da economia brasileira". É um bom sinal para a construção e para o Produto Interno Bruto (PIB).

Como notou a economista Ana Maria Castelo, responsável pela Sondagem da Construção da FGV, "finalmente a melhora nas vendas e lançamentos registrados no mercado imobiliário em algumas cidades do País, notadamente São Paulo, começa a se refletir de modo mais expressivo nos indicadores". O Índice de Confiança da Construção da FGV foi influenciado, em especial, pelas edificações, onde se verificou a melhor situação atual desde fevereiro de 2015.

A maioria dos empresários ainda declara haver dificuldade de obter crédito (o que não ocorre com os mutuários finais). Mas até nesse item a situação tem evoluído para melhor.

A Sondagem Indústria da Construção da CNI mostrou alta firme do nível de atividade e do emprego em 2019. O item emprego saiu de 42,5 pontos em janeiro para 48,5 pontos em outubro. (Neste caso, a melhora não foi identificada pela FGV.) Na mesma base de comparação, o item atividade medido pela CNI evoluiu de 44 para 49,9 pontos - perto dos 50 pontos que separam os campos negativo e positivo.

A utilização da capacidade cresceu nas duas sondagens. Na pesquisa da CNI, evidencia-se que o processo é liderado pelas grandes empresas. As expectativas estão no campo positivo nos quatro itens pesquisados pela CNI: nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas e número de empregados. A intenção de investimento já supera a média histórica.

As sondagens confirmam a retomada da construção civil, a partir de São Paulo. Juros menores e competição maior entre instituições financeiras que disputam os tomadores de crédito estão contribuindo para a retomada do setor.



O Estado de S. Paulo, Editorial Econômico, 05/dez

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 850.000,00




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Construção civil tem maior avanço desde 2014


A construção civil, considerada um termômetro dos investimentos e do mercado de trabalho, começa a apresentar sinais mais robustos de recuperação. O setor registrou expansão de 1,3% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, contribuindo para o desempenho positivo da economia no período, informou ontem o IBGE. Segundo especialistas, o avanço foi impulsionado pelo corte nos juros, que vem levando a uma expansão no mercado imobiliário, sobretudo em São Paulo.

Foi o segundo crescimento seguido da construção, após 20 trimestres de retração ininterrupta. Nos nove primeiros meses do ano, o segmento acumula expansão de 1,7%.

O desempenho no terceiro trimestre foi também o melhor desde o começo de 2014, quando a construção estava em seu maior patamar. Apesar do resultado positivo no terceiro trimestre, a atividade no segmento ainda está 30% abaixo daquele recorde.

- A queda de juros está levando a um aumento do crédito, e a construção civil é muito sensível a ele - explicou Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 5% ao ano, o menor nível já registrado. A expectativa dos economistas é que o Comitê de Política Monetária (Copom) faça novo corte este mês, para 4,5%.

O crescimento do consumo das famílias - cujo avanço foi de 0,8% na comparação com o segundo trimestre - também contribuiu para a retomada da construção.

- Esse consumo tem peso importante no PIB, e a construção civil acaba sendo beneficiada quando ele avança. Está havendo uma procura maior por imóveis residenciais, por exemplo - afirmou Gersan Zurita, vice-presidente sênior da agência de classificação de risco Moody's. - A expectativa é que esse movimento continue e que a construção siga apresentando bons resultados nos próximos trimestres.

Segundo boletim da FGV/ Ibre, a demanda por imóveis residenciais em São Paulo está acima da média do país e acaba influenciando positivamente o resultado consolidado da construção civil. A venda de imóveis naquele estado este ano, até setembro, cresceu 69% na comparação com o mesmo período de 2018 e já supera a média dos últimos 4 anos, de acordo com dados do Secovi-SP, sindicato da habitação.

MELHORA CONCENTRADA

Além de estar concentrada no setor imobiliário, a retomada do segmento está restrita à demanda das classes média e média alta, ponderou José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). No segmento de moradia popular, cujo mercado é maior, faltam recursos e política de habitação definida, observou Martins:

- Tradicionalmente, a recuperação começa por São Paulo e, depois, chega aos demais estados. Por ora, contudo, a retomada na construção está restrita ao segmento residencial do mercado imobiliário, que representa apenas uma pequena fatia do potencial do setor.

Martins lembra que a maior parte dos pilares que sustentam o segmento de construção ainda se encontra distante das condições ideais.

- O governo aposta em grandes PPPs (parcerias público-privadas), mas esses são projetos que demandam maior prazo de maturação e licenciamento até se concretizarem. Nos segmentos voltados para a indústria e para espaços corporativos, ainda há grande capacidade ociosa.

Eles dependem fortemente de investimentos, mas estes só virão com uma recuperação econômica mais forte - disse o presidente da Cbic.

A retomada da construção, que é intensiva em mão de obra, já proporciona reflexos positivos no mercado de trabalho. No terceiro trimestre, o segmento empregava 6,8 milhões de pessoas, 254 mil mais que nos três meses anteriores.



O Globo, Economia, 04/dez

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Apartamento 4 Suítes no condomínio Pedra de Itaúna na Barra da Tijuca - R$ 3.400.000,00




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Cooperativa de crédito poderá destinar poupança para imóveis


As cooperativas de crédito poderão captar depósitos da caderneta de poupança para financiar a venda de imóveis, segundo decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). Em abril, o Conselho Monetário havia permitido a captação de depósitos da poupança rural pelas cooperativas. 

A medida pretende aumentar a concorrência no crédito imobiliário. Para atuar nesse ramo, no entanto, as cooperativas precisarão estar enquadradas em critérios mínimos de porte e categoria. O CMN também autorizou essas instituições a emitir letras imobiliárias garantidas (LIG).



IstoÉ Dinheiro, Finanças, 03/dez

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Casa 4 Suítes na Barra da Tijuca - R$ 3.200.000,00




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Governo começa a pagar R$ 1,13 bilhões em obras em atraso


Após meses de reclamações de construtoras por atrasos nos pagamentos, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) vai desembolsar R$ 1,13 bilhão para colocar em dia as faturas das obras já em andamento, incluindo Minha Casa, Minha Vida e transposição do Rio São Francisco.

O ministro Gustavo Canuto disse ao Estadão/Broadcast que a expectativa é quitar de 80% a 100% dos valores devidos já na próxima semana.

A medida era aguardada pelo setor da construção, que vinha cobrando maior previsibilidade para tocar as obras. A liberação será possível porque, com as receitas do megaleilão de petróleo do pré-sal, o Ministério da Economia desbloqueou todo o Orçamento e editou ontem decreto para elevar os limites de pagamento das pastas.

Segundo o ministro, serão R$ 499 milhões para a habitação, R$ 233 milhões para segurança hídrica e R$ 201 milhões para saneamento. Os demais recursos servirão para quitar contratos de repasse com a Caixa para obras menores (como pavimentação ou calçamento). Algumas dessas estão com atraso superior a 90 dias.

Além do Minha Casa, Minha Vida e da transposição do São Francisco, serão beneficiadas as obras dos BRTs Transbrasil (Rio de Janeiro), de Campinas, de Fortaleza, Linha 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Linha 2 do metrô da Bahia, corredores de ônibus e terminais em São José do Rio Preto (SP) e corredores de Santos (SP).

Ao todo, o ministério teve o seu limite financeiro ampliado em R$ 1,88 bilhão para despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que abarca os investimentos, e R$ 2,06 bilhões para custeio, que podem ser usados na troca de frota de veículos de órgãos ligados à pasta, como a Codevasf, por exemplo.

A expectativa, segundo Canuto, é que a liberação ajude as construtoras, algumas em dificuldade financeira, e movimente o mercado da construção. "Os pagamentos criam outro ânimo para investimentos e aceleração das obras. Construtoras que estavam pensando em demitir podem rever isso, ou quem demitiu pode recontratar", disse.

No caso das obras menores, ele ressaltou que o reflexo é mais capilarizado, com impacto na economia local. Além disso, com atraso superior a 90 dias nos pagamentos, a empresa poderia rescindir o contrato de forma unilateral, paralisando a obra. Os repasses ajudam a regularizar a situação e afastar esse risco, reforçou Canuto.

"Insustentável"

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, zerar as dívidas é importante, uma vez que a situação de algumas empresas está "insustentável" diante da falta de pagamento. "Esperamos poder daqui para frente ter previsibilidade para poder tocar as obras", afirmou.

O ministério prevê manter a regularidade dos demais pagamentos projetados para 2019. Até o fim do ano, o total de repasses das obras deve somar R$ 2,6 bilhões, projetou o ministro. Com isso, os gastos do MDR devem chegar a R$ 9 bilhões em investimentos em 2019.

Canuto disse ainda que seguirá tentando no Congresso um espaço adicional no Orçamento para fazer uma espécie de "reserva" para garantir a continuidade da execução das obras no início de 2020, cujo Orçamento destina pouco mais de R$ 6 bilhões para a pasta.

A estratégia é aprovar um crédito suplementar no Orçamento para empenhar e pagar ainda em 2019 recursos destinados a obras que são executadas por Estados, municípios ou fundos específicos (como é o caso do Fundo de Arrendamento Residencial, que banca o Minha Casa, Minha Vida).

O dinheiro formaria uma reserva de caixa, que começaria a ser paga efetivamente nos primeiros meses do ano que vem.



O Estado de S. Paulo online, Idiana Tomazelli, 30/nov