sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte no Jardim Oceânico na Barra da Tijuca - R$ 1.700.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/13120/apartamento-3-quartos,-1-su%C3%ADte/apartamento,-3-quartos-%281-su%C3%ADte%29,-jardim-oce%C3%A2nico,-venda/barra-da-tijuca

Caixa usará novo modelo de crédito imobiliário e espera redução de juros


A Caixa Econômica Federal vai lançar, na próxima terça-feira, mudanças nas regras de concessão de crédito imobiliário que podem reduzir os juros do financiamento de imóveis no país. A informação foi dada na noite de quinta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro em live nas redes sociais, acompanhado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

- A Caixa vai anunciar na terça-feira uma coisa que vai mudar a vida dos brasileiros - disse Guimarães, enquanto Bolsonaro concordava ao seu lado.

Mais cedo, o presidente da Caixa já havia afirmado que o banco lançaria, em breve, oficialmente, linhas de crédito imobiliário com custo indexado ao IPCA , o índice oficial que mede a inflação no país.

Essas linhas estão no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) , que permite o uso do FGTS para pagar as prestações e amortizar o saldo devedor do financiamento do imóvel.

Com isso, o IPCA poderá substituir a Taxa Referencial (TR), que é base do crédito imobiliário no país, e atualmente está zerada. Hoje, quem financia imóvel pelo SFH paga uma taxa de juros fixa, limitada a 12%, mais a TR, taxa por meio da qual o saldo devedor é corrigido.

Como a TR está zerada, na prática o financiamento da casa própria fica restrito a uma taxa fixa. Como a inflação acumulada hoje no país é de 3,22% (dado de agosto, em 12 meses), a taxa para o tomador deve ficar mais baixa na nova modalidade neste momento de inflação baixa.

Como a TR está zerada, na prática o financiamento da casa própria fica restrito a uma taxa fixa. Como a inflação acumulada hoje no país é de 3,22% (dado de agosto, em 12 meses), a taxa para o tomador deve ficar mais baixa na nova modalidade neste momento de inflação baixa.

Perguntado sobre o porquê da ausência de comunicação por parte do CMN, Guimarães desconversou. Na última quarta-feira, o CMN realizou uma reunião extraordinária, divulgada em agenda pelo Ministério da Economia, mas divulgou apenas uma resolução sobre o financiamento da dívida de produtores de arroz. 

Na sequência, em nota, o Banco Central informou que o CMN autorizou a indexação do financiamento imobiliário ao índice de preços no âmbito do SFH. Segundo o Banco Central, "a medida, derivada da Agenda BC#, deve favorecer a ampliação das modalidades de financiamento imobiliário disponíveis aos consumidores, o aumento da concorrência entre os agentes financeiros e a redução das taxas de juros".



O Globo online, Renata Vieira, 16/ago

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte no Jardim Oceânico na Barra da Tijuca - R$ 1.490.000,00




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Festa da indústria de fundos


Com a taxa Selic em franca queda desde o começo do ano, a indústria de fundos comemora os números. De janeiro a junho, as captações líquidas chegaram a R$ 161,7 bilhões. O valor representa aumento de mais de 200% em relação aos seis primeiros meses de 2018, quando somaram R$ 50 bilhões. 

Em busca de retorno

A indústria de fundos de investimentos imobiliários (FIIs) deve seguir em crescimento no País, especialmente em um cenário econômico de redução dos juros e migração para aplicações com maior potencial de rentabilidade. Na visão de 86,5% dos participantes da indústria dos FIIs, o desempenho dos fundos nos próximos 12 meses tende a ser melhor do que no ano que passou. Outros 11,9% acreditam em desempenho semelhante, enquanto apenas 1,6% esperam performance pior. A pesquisa foi realizada pelo Global Real Estate Institute (GRI), clube de negócios presente em 14 países. O levantamento ouviu 190 empresários, investidores e executivos da indústria de fundos no início de agosto.

Siga o dinheiro

O levantamento mostrou também que os entrevistados acreditam que os lançamentos de novos fundos e as ofertas para aumento de capital devem se concentrar em carteiras de recebíveis imobiliários, seguidos por fundos de aluguel. Já os principais ativos dentro dos fundos devem ser os edifícios corporativos, seguidos por galpões logísticos e, por fim, shopping centers e imóveis para varejistas.



O Estado de S. Paulo, Coluna do Broadcast, 15/ago

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Casa 5 Suítes no condomínio Novo Leblon na Barra da Tijuca - R$ 7.000.000,00 - R$ 280.000,00




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Para reaquecer mercado imobiliário, construtoras oferecem até 20% de desconto no pagamento à vista


Na expectativa de retomada do mercado imobiliário, construtoras estão oferecendo descontos e vantagens para concretizar a venda de imóveis. As estratégias incluem documentação e registro grátis, descontos de até 20% no pagamento à vista e armários de brinde. As ações são válidas para unidades na planta em construção e prontas para morar, e incluem unidades dentro e fora do programa Minha casa, minha vida.

A CAC Engenharia, por exemplo, está com campanha de ITBI e registro grátis. A empresa tem três projetos pelo Minha Casa, Minha Vida na Baixada Fluminense, sendo dois em Nova Iguaçu (ambos faixa 3 do programa) e um em Mesquita (faixa 1,5). No total, são 1.760 unidades, todas de dois quartos, com preços a partir de R$ 128 mil (empreendimento Caminhos do Rio 2 - Mesquita) e possibilidade de conseguir subsídios (descontos) de até R$ 42.200, dependendo da renda familiar.

Também pelo programa habitacional, a Riviera Construtora está com ação válida para a segunda fase do Central Park Riviera, em Duque de Caxias, com 480 unidades e preços a partir de R$ 144 mil. Além da escritura e registro pagos pela empresa, quem optar pelo pagamento à vista terá 20% de desconto.

- Com renda de R$ 1.400 a 2.800 a família consegue sair do aluguel para a casa própria e realizar esse grande sonho. Este mês a Caixa vai chamar mais de 150 compradores para assinarem o contrato - comenta Ari Ferraz, diretor-geral da Riviera Construtora.

Prontos para morar

Para quem deseja entrar e morar, a Avanço Realizações Imobiliárias promove durante o mês de agosto a campanha "Só o Melhor", com imóveis na Zona Norte e na Freguesia (Jacarepaguá).

Quem fechar negócio durante o período da ação vai receber a unidade com armários nos quartos, nos banheiros e na cozinha. Estão em oferta imóveis de dois e três quartos, com valores a partir de R$ 279 mil, no condomínio Melody Club Residences, em Olaria.

De acordo com Sanderson Fernandes, diretor da construtora, além dos armários, o cliente poderá parcelar a entrada em até três vezes, usar o carro na negociação (até 90% da tabela Fipe) e o FGTS para pagar parte ou todo o valor da entrada.

- Esse pacote é bem completo, dando ao interessado mais fôlego na compra. Receber o imóvel já com os armários, por exemplo, é um grande diferencial, pois o cliente não terá este custo, podendo reservar o dinheiro que seria investido nos armários para a compra de outros móveis e para a mudança - comenta Fernandes.

Já a Tao está com oferta em imóveis residenciais e comerciais. No Highline, residencial em Vila Isabel que será entregue este ano, as unidades promocionais têm preços partir de R$ 445 mil e o cliente poderá usar o FGTS. Para quem procura por uma sala comercial, a empresa tem o Faces Office, na Penha, com salas a partir de R$ 150 mil, entrada de R$ 2.500 e ITBI e registro por conta da Tao.

Outra opção é o Boulevard 28 Offices, em Vila Isabel, com salas a partir de R$ 199 mil e entrada de R$ 2.500. O financiamento é direto com a Tao, com taxa de juros de 10.9%a.a. A sala é entregue pronta.



Extra online, Pollyanna Brêtas, 13/ago

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte no condomínio Alfa Barra na Barra da Tijuca - R$ 980.000,00




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Fundos imobiliários vêm atraindo mais investidores


Se fosse necessário usar um número para resumir o bom momento dos fundos imobiliários, seria o de investidores que adquiriram pelo menos uma cota desses produtos em bolsa. Entre o último momento de euforia do mercado, registrado em 2012, e o ano passado, o número de investidores oscilou ao redor de 150 mil. No fim do primeiro semestre deste ano, a estimativa do mercado é que essa cifra havia mais do que duplicado, para cerca de 350 mil pessoas. 

Segundo Rossano Nonino, diretor da Ourinvest Real Estate, empresa do Grupo Ourinvest, parte dessa migração deveu-se aos bons resultados dos últimos três anos. "Um investidor que tivesse montado uma carteira de fundos em meados de 2016 e resgatasse esses investimentos agora teria tido um rendimento médio de 30% ao ano", diz Nonino. "Seria um retorno de 100%." Na tentativa de repetir essa façanha, novos investidores chegam ao mercado.

No entanto, essa não é a única causa. Há uma diferença entre o cenário atual e o de três anos atrás. Entre 2016 e 2019, os fundos premiaram regiamente seus cotistas, apesar de o mercado imobiliário ter apresentado um desempenho anêmico. A justificativa foi macroeconômica. Nesse período, o Banco Central (BC) reduziu os juros de 14,5% para 6,5% ao ano. Isso fez subir o preço das cotas dos fundos imobiliários, que pagam rentabilidades mais ou menos previsíveis e acopladas a índices de inflação. Agora, diz o especialista, a possível nova queda dos juros será menos ampla. Ainda assim, uma tendência de recuperação do mercado imobiliário deverá sustentar uma nova onda de valorização das cotas.

Isso aguça o apetite das gestoras. A Rio Bravo Investimentos comprou vários imóveis no Rio de Janeiro e em São Paulo nos últimos meses. Segundo Anita Scal, gestora da empresa, a expectativa é captar até R$ 500 milhões ainda este ano, com o a emissão de cotas de fundos já existentes. Scal diz que não teme falta de demanda. "Se o ritmo atual se mantiver, devemos fechar o ano acima dos 500 mil investidores", afirma.

Outra gestora animada é a Apex Capital, que recrutou o analista Luiz Mauricio de Garcia, antes no Bradesco BBI. Ele diz acreditar que esse segmento vai tornar-se mais representativo se os juros se mantiverem em baixa. E há muito espaço para ser ocupado. O patrimônio dos fundos imobiliários é de cerca de R$ 60 bilhões, 1,2% do total da indústria de fundos, que tem R$ 5 trilhões.

ONDE INVESTIR? 

O segmento é amplo. Os fundos mais comuns são os voltados a escritórios, mas também há carteiras dedicadas a shopping centers e logística, e fundos especializados em títulos. Garcia aponta os nichos de shoppings centers, de escritórios (em São Paulo) e de logística, impulsionado pelo crescimento do e-commerce, como os mais promissores em seu radar. "No entanto, é preciso ressaltar que em todos esses segmentos há oportunidades boas e ruins", diz ele.
 
Para os especialistas, a rentabilidade média esperada do segmento é de 7% ao ano, o que representa um ganho de 110% dos juros de mercado medidos pelo CDI. Esse desempenho é amplificado pelo fato de que, até agora, os rendimentos dos fundos imobiliários são isentos de imposto de renda. Nessa média, os fundos dedicados a lajes corporativas deverão apresentar retornos maiores, mas mais voláteis, ao passo que os fundos que investem em shopping centers, especialmente os estabelecimentos já maduros, rendem menos, mas com oscilações menores. Os shoppings são muito dependentes do nível de atividade econômica, que deve permanecer fraco, mas sem grandes sustos.

Já a expectativa para os edifícios de escritórios é melhor. Os profissionais esperam uma recuperação dos preços de locação das lajes corporativas de alto padrão nas grandes cidades. Um bom exemplo é a capital paulista. A taxa de vacância, que chegou a superar 35% no auge da crise, reduziu-se para 15% a 20%, dependendo da região. Isso permite que os administradores elevem os aluguéis na renegociação dos contratos, algo que não vinha acontecendo. 

Por medo de perder o inquilino, o senhorio mantinha o aluguel inalterado. Agora, isso vai mudar. "O mercado está entrando em um círculo virtuoso, com a confluência de juros em queda e preços dos aluguéis se recuperando, mas sem sinais de bolha", diz Nonino. "Os preços dos aluguéis comerciais serão corrigidos 30% acima da inflação."



IstoÉ Dinheiro, Cláudio Gradilone e Lucas Bombana, 13/ago

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Cobertura Duplex, 3 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 1.450.000,00




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Caixa quer novo modelo de crédito imobiliário com taxa menor que a cobrada em habitação popular


A Caixa Econômica Federal vai anunciar, na semana que vem, uma nova modalidade de financiamento habitacional, que altera a estrutura do crédito imobiliário no país, cuja base é a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada. Na nova modalidade, a TR será substituída pelo índice oficial de inflação, o IPCA, mais uma taxa que deve ficar entre 3% e 4% ao ano, conforme antecipado pela Folha de S. Paulo. Além disso, os recursos virão do mercado.

Como a inflação hoje é de 3,37% (dado de junho, em 12 meses), a taxa para o tomador poderá ficar entre 6,4% e 7,4% ao ano. São percentuais inferiores aos cobrados no programa Minha Casa Minha Vida, nas faixas de maior renda.

Os detalhes ainda estão sendo fechados, mas o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, defende que a nova modalidade trará o menor percentual possível para os mutuários. 

Atualmente, as taxas mais em conta do empréstimo da casa própria variam entre 8,5% e 9,75% ao ano. No Minha Casa Minha Vida, variam entre 5% a 8,47% ao ano.

Sem recursos públicos

Não haverá dinheiro público nas novas operações. Os recursos virão do mercado, via emissão de Letra Imobiliária Garantida (LIG). Isento de imposto, este papel rende o equivalente a um título do Tesouro Direto (NTN-B) de longo prazo, também corrigido pela inflação mais juros semestrais, algo em torno de 3%. A Caixa quer usar a liderança no setor para captar recursos com um custo menor e, assim, reduzir um pouco mais suas taxas.

O objetivo é ser uma alternativa às fontes tradicionais de financiamento, como a poupança e o FGTS, com a vantagem de que os recursos são ilimitados e poderão ser acessados por todos os tipos de tomadores. Além disso, a Caixa teria a possibilidade de securitizar, isto é, oferecer ao mercado, as novas carteiras. Hoje, com a TR, não há interesse dos investidores.

- Quando a economia começar a reagir, o mercado não ficará preso às piscinas tradicionais, como poupança e FGTS, que têm orçamento limitado - diz o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França.

Ele lembra que, há alguns anos, houve escassez de recursos para o crédito imobiliário porque os saques da poupança cresceram muito. Foi preciso criar uma linha especial no FGTS, a fim de não paralisar os empréstimos para a classe média.

Para o consultor José Urbano Duarte, a nova modalidade tem potencial para mudar a estrutura do mercado de crédito imobiliário. Segundo ele, isso permitiria ciclos de retorno de financiamento mais curtos para os bancos. Além disso, a investida da Caixa poderá estimular outras instituições financeiras a fazerem o mesmo.

Duarte explica que o mercado tem apetite pelo recebível atrelado ao IPCA e, com a venda das carteiras, será possível antecipar o fluxo de 20 anos para dois ou três, retornando então para novos empréstimos. Em 2018, foram financiadas 670 mil unidades, somando R$ 104 bilhões. A estimativa do setor é que, com a nova modalidade, será possível dobrar a quantidade de moradias, sobretudo nos grandes centros urbanos.

Sérgio Cano, professor do MBA de gestão de negócios e incorporação imobiliária da FGV, defende a substituição da TR por uma taxa de mercado, como a inflação:

- Usar a TR restringe o crédito no mercado imobiliário, porque muitas empresas e fundos que poderiam estar injetando recursos neste setor não o fazem. O momento é propício, com a inflação sob controle e tendência de queda das taxas de juros. A medida pode aumentar a concorrência e ampliar a oferta de crédito, o que pode baixar os juros.

Risco da inflação

Há o risco, no entanto, de que um salto na inflação pressione o saldo devedor, sobretudo nos primeiros anos. Mesmo assim, a princípio, não se estuda criar um mecanismo de ajuste dos contratos para contornar esse problema, com o argumento de que os salários dos trabalhadores costumam ser corrigidos pela inflação.

Para Cano, da FGV, um pico inflacionário provocará "aumento significativo do custo do dinheiro para todos, e a TR também subirá."

Outra justificativa é que não existe nenhuma trava em outros países com economia estável e que buscam dinheiro no mercado por meio de papéis corrigidos pela inflação.



O Globo online, Geralda Doca, 19/jul

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Apartamento 4 Quartos no condomínio Santa Mônica Jardins na Barra da Tijuca - R$ 2.635.000,00




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Governo promete compensar construção civil por liberação do FGTS


A liberação de recursos das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS ), medida que será anunciada nesta quinta-feira pelo governo Jair Bolsonaro , não deve afetar o volume de dinheiro do Fundo de Garantia usado para financiar a casa própria. O compromisso foi dado por integrantes do governo federal segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

- Eles disseram que vão liberar recursos de um lado, mas compensar de outro. Ainda não sei detalhes, mas tivemos o compromisso de que os recursos para financiamento da casa própria não serão afetados - disse Martins ao GLOBO.

O executivo da CBIC lembra que do total de R$ 78 bilhões do orçamento do FGTS em 2019, cerca de R$ 69 bilhões serão destinados à habitação.

- Já é um número 5% inferior ao que foi destinado ano passado. Se considerarmos a inflação, em valores reais, a queda é um pouco maior. Não tem sentido descapitalizar o FGTS - afirmou o presidente da CBIC.

Para Martins, um governo que lutou para incluir a capitalização na proposta de reforma da Previdência, como uma nova forma de poupança para a aposentadoria, não pode abrir mão dos recursos do FGTS, uma das poucas fontes de poupança do país.

- O FGTS é uma das poucas fontes de poupança do país. Não acredito que este governo vá abrir mão dela, já que o próprio governo queria a capitalização como uma nova forma de poupança para a aposentadoria - disse Martins.
 
O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta quarta-feira na Argentina, a liberação de recursos do FGTS. Segundo ele, a medida é uma "pequena injeção na economia".
Ceticismo

Daniele Akamine, advogada especialista em economia da construção civil, é cética em relação a uma possível compensação do governo ao esvaziamento do FGTS. Para ela, no atual quadro de crise fiscal, isso dificilmente vai acontecer, já que não há recursos.

- Se o governo tem recursos para compensar os saques do FGTS, poderia injetar esse dinheiro diretamente na economia para estimulá-la sem mexer com o FGTS - disse a advogada. 

A advogada observa que nos últimos três anos, 44% dos lançamentos do programa Minha Casa, Minha Vida foram financiadas com os recursos do FGTS. Akamine afirma que mesmo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), nos imóveis de até R$ 1,5 milhão, também são usados recursos do FGTS para financiamento.
 
- O governo vai apagar um incêndio na economia, mas cria um problema na habitação. Como os empresários vão investir nesse setor se os recursos para financiamento da casa própria estão sendo esvaziados?

A professora de economia do Insper, Juliana Inhasz, observa que o FGTS é uma espécie de poupança compulsória para a compra da casa própria. Ela afirma que, com os recursos do fundo, muitas famílias que não têm ideia de planejamento ou educação financeira conseguem dar uma boa entrada no imóvel próprio.

- O risco é de as pessoas resgatem seus recursos do fundo e gastarem sem qualquer planejamento. Mesmo com rendimento baixo, o FGTS acaba sendo usado para um objetivo importante na vida das pessoas, especialmente as de renda mais baixa, que é a compra da casa própria. É um jeito compulsório de o brasileiro, que não tem educação financeira, fazer uma poupança - diz.

Recursos ociosos

Para o economista Pedro França, da consultoria GO Associados, dificilmente o governo poderá fazer algum tipo de compensação aos saques do FGTS com recursos do Tesouro. Ele avalia que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, poderia ser utilizado para isso.

França observa que ao limitar os saques das contas ativas do FGTS em até 35% o governo evita que faltem recursos para financiar habitação no curto prazo. O economista ressalta que os últimos dados disponíveis do FGTS mostram que havia sobra de recursos que não estavam empenhados em financiar habitação.

-No fim de 2017, os últimos dados disponíveis do FGTS, mostram que havia R$ 24 bilhões que não estavam empenhados em financiamento habitacional.  Portanto, há recursos ociosos e por isso o governo está fazendo a liberação do FGTS de forma parcimoniosa - afirma França.



O Globo online, João Sorima Neto, 17/jul

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Apartamento 4 Quartos na Barra da Tijuca - R$ 2.200.000,00




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Preço de imóveis próximos de shoppings aumenta na capital


Imóveis próximos de pontos de lazer, como shoppings, são mais caros na cidade de São Paulo. Em alguns casos, os valores são até 65% superiores. O preço acompanha uma tendência de comportamento dos paulistanos, que têm dado preferência à localização das propriedades.

Segundo o coordenador de inteligência de mercado do Grupo Zap, portal de informações sobre o mercado imobiliário e de classificados, Coriolano Lacerda, a localização está sendo um diferencial na procura por imóveis. "As pessoas estão saindo de grandes propriedades para morarem no centro", diz.

Essa mudança no comportamento dos cidadãos tem refletido nos preços de casas próximas de centros comerciais. Exemplo disso é que casas distantes em até 1km de shoppings podem ter um custo até 65% maior em comparação com a média da cidade. O dado é de um levantamento feito pelo Grupo Zap na última semana.

A pesquisa considerou as regiões ao entorno de alguns centros comerciais de São Paulo. A valorização mais expressiva foi para as propriedades próximas ao shopping Vila Olímpia, na zona Sul. Enquanto a média da Capital é de R$ 8.797 por m², a região registra R$ 14.565.

De acordo com a pesquisa do Grupo Zap, as casas ao entorno do Shopping Eldorado são 38% mais valorizadas, média de R$ 12.181/m². Nas proximidades dos shoppings Ibirapuera e Morumbi, chegam a custar 31% e 9% a mais, respectivamente.

O coordenador do Grupo Zap explica que essa valorização não tem tanto peso nas decisões de quem quer comprar ou alugar um imóvel. "As pessoas que buscam propriedades melhor localizadas já entenderam que os preços tendem a ser maiores."

Locomoção - Embora a pesquisa tenha considerado somente os centros comerciais, Lacerda considera que a proximidade com as estações do Metrô ou com outros pontos estratégicos de locomoção na cidade também estão na lista de preferências dos paulistanos na hora de escolher um imóvel. "A localização faz parte dos itens que o imóvel oferece", explica ele.

A administradora e imobiliária Lello também percebeu que os moradores da capital estão considerando mais a localidade na decisão de compra de uma residência. Principalmente, aquelas próximas do Metrô ou de linhas de ônibus. A empresa lançou, em dezembro, um buscador online que pesquisa propriedades com distância de até 1 km das estações. Ou seja, o interessado escolhe uma linha e a partir daí a plataforma mostra as residências ao entorno.

A ideia surgiu após a Lello fazer uma pesquisa que indicava que a maior parte das pessoas que acessavam sua plataforma buscava estar nas proximidades dos transportes públicos.
Segundo Lacerda, do Grupo Zap, outro fator que tem mudado para o mercado imobiliário é o tamanho das construções e dos lançamentos.

"O mercado está focando em imóveis de primeira moradia, mais compactos. Estão reduzindo as metragens tanto para agradar a demanda quanto para não 'sangrarem' com os altos custos." Essas alterações, de acordo com ele, começaram a ser notadas a partir de 2014, quando a crise ainda não havia atingido tão fortemente o setor. Embora projete uma recuperação econômica, Lacerda considera que a tendência de imóveis menores deve continuar.



DCI, Rebecca Emy, 17/jul

terça-feira, 16 de julho de 2019

Apartamento 4 Quartos, 2 Suítes na ABM na Barra da Tijuca - R$ 2.100.000,00




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Incorporadoras têm aumento nas vendas

A safra de prévias de resultados operacionais das incorporadoras, iniciada na semana passada, indica melhora do desempenho das companhias no segundo trimestre. Cyrela, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, EZTec, MRV Engenharia e Tenda lançaram empreendimentos com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 5,11 bilhões, alta de 44,5% na comparação anual, e expansão de 50% frente ao primeiro trimestre.

De abril a junho, as vendas das seis incorporadoras somaram R$ 4,38 bilhões, com crescimento de 38,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. No semestre, as vendas aumentaram 30%, para R$ 7,76 bilhões. Foi considerada apenas a fatia das companhias nos empreendimentos.

MRV, Cyrela e EZTec trouxeram seus números ontem, que mostraram melhora do desempenho na comparação anual. Em entrevista ao Valor, o copresidente da MRV, Rafael Menin, e o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza, disseram que estão otimistas em relação ao mercado imobiliário.

No trimestre, os lançamentos da MRV subiram 5,8%, em base anual, para R$ 1,8 bilhão, maior VGV registrado pela companhia para o período de abril a junho. De acordo com Menin, os lançamentos do segundo semestre serão superiores aos da primeira metade do ano. A companhia mantém a expectativa de lançamentos, vendas e receita líquida em 2019 acima dos indicadores do ano passado.

As vendas líquidas da MRV aumentaram 2,7%, para R$ 1,32 bilhão. Os distratos caíram pela metade, para R$ 121 milhões. Em volume, as rescisões de vendas tiveram queda de 51,3%, para 816 unidades, menor nível em seis anos. A empresa registrou recorde de produção de 10.624 unidades, expansão de 18,9% ante um ano atrás.

De abril a junho, a incorporadora mineira gerou caixa de R$ 62 milhões. O valor poderia ter sido maior se não fosse a compra, em leilão, de terreno em Salvador, por R$ 30 milhões, pagos à vista. A área vai possibilitar lançamento de R$ 797 milhões, o maior empreendimento da MRV na Bahia. A incorporadora projeta gerar caixa no segundo semestre.

A EZTec apresentou ao mercado R$ 313 milhões no trimestre passado - R$ 707 milhões no acumulado do semestre. De acordo com Fugazza, a incorporadora vai lançar R$ 800 milhões no terceiro trimestre. No período, o principal empreendimento a ser apresentado, com VGV de R$ 550 milhões, será o projeto residencial do Parque da Cidade, comprado da OR Empreendimentos e Participações, incorporadora do grupo Odebrecht.

Até o fim de setembro, a EZTec pretende alcançar o teto da sua meta de lançamentos para 2019. A faixa projetada pela companhia para o ano vai de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão. "Vamos cumprir o 'guidance' com muita facilidade", afirma Fugazza.

No segundo trimestre, a EZTec registrou vendas líquidas de R$ 372 milhões, patamar não obtido desde o primeiro trimestre de 2011. "O ganho real de preços voltou a acontecer", conta o diretor de relações com investidores. Segundo Fugazza, tem havido expansão de vendas de lançamentos e estoques da incorporadora.

Considerando-se a participação dos sócios nos empreendimentos, a Cyrela lançou R$ 2,086 bilhão, de abril a junho, com crescimento de 112,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas líquidas tiveram expansão de 79,4%, para R$ 1,9 bilhão. A companhia teve participação de 84% nos lançamentos e de 75% das vendas.

Segundo o Secovi-SP, as vendas de imóveis residenciais novos, na cidade de São Paulo, cresceram 43,7% em maio, na comparação anual, para 3.100 unidades. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontam aumento de 50,7% dos lançamentos imobiliários, para 2.594 unidades.

Nos 12 meses encerrados em maio, o volume comercializado teve incremento 19,5%, para 32.642 unidades, na capital paulista, conforme o Secovi-SP. Os lançamentos cresceram 32%, na mesma base de comparação, para 30.689 unidades.



Valor Econômico, Chiara Quintão, 16/jul