sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Casa 3 Quartos em Vargem Pequena - R$ 495.000,00




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Carro na negociação de imóveis reduz custo


Na hora de realizar o sonho da casa própria, quem possui veículo quitado pode optar por usar o bem como forma de pagamento. E o consumidor carioca pode aproveitar algumas opções de imobiliárias e construtoras que disponibilizam a mediação entre comprador e vendedor para que este faça a transação. Economia na compra pode chegar 10% do valor que seria pago em dinheiro sem o uso do veículo.
Na Sawala Imobiliária, por exemplo, houve uma alta de 30% nas vendas após a empresa adotar o carro na negociação. "Com a facilidade dos aplicativos de transporte, o automóvel está ficando em segundo plano", conta Marcio Cardoso, presidente da empresa. O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) também é um recurso usado na compra de imóvel.
Para quem deseja comprar um imóvel em Olaria, utilizando o carro na negociação, a Avanço Realizações Imobiliárias está com campanha para as últimas unidades do Seleto Residencial. Além do carro (avaliação de até 90% da tabela FIPE), as condições ficam em: entrada em três vezes e uso do FGTS. As mesmas ofertas estão disponíveis para unidades na Vila da Penha.
A Azul Construções também adota a estratégia. Há opções em Campo Grande, no Residencial Nova Califórnia, que fica próximo ao WestShopping, com unidades custando em torno de R$ 300 mil. Os interessados podem utilizar o carro e FGTS na compra.
Para Gilberto Braga, professor da Ibmec e da Fundação D. Cabral, a economia pode valer a pena. "No caso de abatimento do valor do carro (R$ 50 mil), e um imóvel avaliado em R$ 500 mil, a primeiro prestação seria de R$ 4.666,4, e a última, de R$ 1.259,66, com valor total pago ao longo dos anos R$ 1.066.660. No caso de não usar o veículo, o valor sobe para R$ 1.185.178, com a primeira parcela sendo R$ 4.666,40, e a última de R$ 1.259,66. A diferença é de mais R$ 178 mil", calcula.


O Dia, Economia, 15/fev

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Casa 3 Quartos em Vargem Pequena - R$ 480.000,00




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Inovação para atrair público


Apartamento com duas entradas, hotel e prédio comercial ficam no mesmo local
Construtoras investem em projetos que incluem apartamentos e casas no mesmo condomínio e utilizam o conceito de trabalhar, morar e se divertir no mesmo local. A Rossi acaba de lançar o Rossi Multi em Duque de Caxias, que terá hotel, prédio comercial, rua de compras e condomínio residencial. Já a construtora Labes Melo reuniu 128 unidades divididas em casas tríplex e apartamentos de três andares, que têm a opção de fazer um como se fossem dois e com entrada independente, batizado de double family.
O modelo é ideal para adolescentes ou pais mais idosos, que precisam morar com os filhos, mas desejam privacidade. A Calper também levou para Campo Grande o conceito de casas e de apartamentos em um mesmo condomínio. Em todos os casos, a área de lazer é generosa.
Para se ter ideia do potencial destes empreendimentos, a Rossi vendeu 80% das salas e lojas do empreendimento apenas no fim de semana de lançamento. O Valor Geral de Vendas (VGV) foi de R$ 70 milhões. Após o lançamento da parte comercial, a empresa se prepara para lançar o hotel.
"É um marco na cidade. Há muito tempo Caxias não recebia um empreendimento deste porte, para atender à demanda interna e externa do município", diz Rafael Cardoso, diretor regional.
A Calper está lançando a fase das casas do Contemporâneo Design Resort, na Estrada da Cachamorra 2.011, em Campo Grande. O empreendimento misto será construído em uma área com mais de 84 mil metros quadrados e vai abrigar 640 apartamentos, distribuídos em 20 prédios, e 179 casas (819 unidades), todas com vagas de garagem.
Itaguaí vai ganhar 1.036 novas unidades
A João Fortes Engenharia foi pioneira em levar este conceito para Itaguaí, na Costa Verde, com o complexo imobiliário Fusion Work& Live. O projeto, que reúne lazer, trabalho e moradia, oferece modernidade, conforto e facilidade e tem 1.036 unidades.
"Levamos para Itaguaí um conceito bem sucedido, por acreditar que atende perfeitamente à expansão da região e à expectativa dos investidores", diz Luiz Henrique Rimes, diretor Nacional de Negócios.
O complexo está sendo construído em frente à rodoviária de Itaguaí e próximo às principais indústrias da região. Vai ocupar terreno de mais de 15 mil metros quadrados. Serão erguidos cinco blocos, divididos entre lojas (24), salas comerciais (288), residencial com serviços (202), apart-hotel (288) e residencial de dois e três quartos (234).
Recreio dos Bandeirantes terá condomínio sofisticado
A Labes Melo prepara o lançamento das casas tríplex que complementam os prédios de três andares do condomínio Enjoy Recreio Residences. Há os apartamentos no térreo, chamados de Garden House. Segundo o diretor da Labes Melo Construtora, Eric Labes, o condomínio oferece opções de projetos a todos os perfis de compradores.
"Temos apartamentos de um quarto, que podem funcionar como loft, além de dois e três quartos, e as casas tríplex. Há unidades com três ou quatro suítes. Conseguimos reunir tudo o que as mansões da Barra da Tijuca têm, mas em uma metragem mais acessível pensando nos custos para manter uma casa muito grande. Este projeto foi pensado em cada detalhe para que o comprador possa escolher a unidade que se adequa a sua realidade", explica Eric.
Ele adianta que todas as casas terão churrasqueira a gás e piscina aquecida, além de parque aquático da área de lazer do condomínio. O sistema de segurança é outro diferencial, já que a tecnologia será de ponta no empreendimento. O metro quadrado das casas é de R$ 6.500 e o pagamento é facilitado. A construtora exige 30% durante a obra e os 70% restantes, quando o condomínio estiver pronto, pode ser financiado.

Ademi, 14/fev

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Loja Comercial no centro empresarial O2 Corporate & Office na Barra da Tijuca - R$ 6.000,00




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Reforma faz diferença


Com o crescimento das ofertas no mercado imobiliário, alugar ou vender uma unidade se torna uma tarefa ainda mais complicada. Por isso, ter um diferencial no empreendimento pode fazer a diferença na hora de se desfazer do imóvel. Nesse cenário, pequenas reformas nas unidades podem fazer a diferença.
Para o arquiteto Fernando Santos, o primeiro passo é identificar possíveis problemas nas estruturas elétrica e hidráulica. "Muitos apartamentos, especialmente conjugados, ainda têm alimentação elétrica monofásica, o que restringe a utilização de equipamentos comuns, como ar-condicionado, micro-ondas e aparatos de entretenimento, como TV a cabo e wi-fi", orienta o especialista.
Além dos conjugados, os proprietários de apartamentos antigos também devem vistoriar a parte elétrica, que pode estar ultrapassada, com risco de acidentes e sobrecargas da rede interna. "O Rio tem prédios muito antigos, especialmente na Zona Sul, que podem estar com instalações velhas. Mas, para facilitar a negociação, o imóvel tem que estar em condições de habitação imediata", avalia Santos.
Investir no quadro elétrico
Para que esse tipo de problema seja resolvido, investir em um maior número de tomadas para casa e em uma nova configuração no quadro elétrico é essencial. Dessa forma, o futuro inquilino ou proprietário vai ter um problema a menos com a segurança, já que vai dispensar o uso de réguas ou benjamins para ligar todos os aparelhos.
Também é preciso focar na parte estética. "É necessário uma boa apresentação, com pintura, manutenção nos acabamentos e limpeza que tornam o imóvel mais convidativo a locação e venda", recomenda Daniele Souza, gerente de Locação de uma imobiliária.
Cuidados com janelas
Como há um grande desgaste no banheiro devido ao tempo de uso, o proprietário também deve prestar a atenção em possíveis reparos no ambiente. É o caso da manutenção das torneiras, reparos na descarga, limpeza de ralos e manutenção do box, por exemplo.
Também é importante conferir o estado das janelas. "Muitas ainda são originais, de madeira, e podem estar deterioradas. Substituí-las por novas de alumínio é uma grande medida", explica o arquiteto Fernando Santos. Além disso, imóveis antigos, geralmente, não têm buraco para ar-condicionado. Com a troca da janela, é possível buscar por um modelo em que possa encaixar um aparelho, sem a necessidade de obra de alvenaria que interfira na fachada do prédio.


Meia Hora, Imóveis, 09/fev

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Sala Comercial na Barra da Tijuca - R$ 15.000,00




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Novi, com foco em home equity, amplia aposta em grandes empresas


Do lado financeiro, a concorrência também cresce. A Novi, especializada em crédito com garantia de imóvel - o antigo home equity - passou a olhar também para as empresas de porte maior. Antes, seu foco estava mais centrado na pessoa física e em pequenos e médios grupos. Para os grandes, aposta na oferta de empréstimo com o imóvel em garantia com valores entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões.
Ataque
Ao expandir seu público-alvo, a Novi entra numa arena mais restrita aos grandes bancos de varejo no País. O antigo home equity ainda é pouco difundido no Brasil. No ano passado, o saldo da carteira atingiu R$ 11,5 bilhões, R$ 1 bilhão a menos do visto em 2017, segundo o Banco Central. Neste contexto, a Novi, que nasceu em 2012 na época ainda dentro da XP, espera dobrar sua originação de negócios em 2019. O novo segmento deve contribuir com 30% do volume.


O Estado de S. Paulo, Coluna do Broadcast, 12/fev

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Cobertura Duplex, 4 Quartos, 2 Suítes na Avenida Sernambetiba na Barra da Tijuca - R$ 3.200.000,00




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A Zona Sul está aquecida


O início do ano costuma ser morno para a compra e a venda de imóveis. Mas, em 2019, está superando as expectativas do mercado imobiliário. O retorno da confiança do comprador e o medo de que os preços voltem a subir são alguns dos principais motivos deste aquecimento.
Enquanto nas Zonas Norte e Oeste ainda há um grande estoque de unidades, na Zona Sul esta leve melhora da confiança para a aquisição de um imóvel leva as construtoras a tirar seus projetos do papel. Até dezembro, já estão confirmados 12 lançamentos na Zona Sul, a região mais cobiçada por quem constrói e por quem compra.
Este número deve aumentar na região e em toda a cidade. Isso porque, com a aprovação do novo Código de Obras da capital, em janeiro, algumas regras de construção estão mais flexíveis e atraentes para as incorporadoras, como a permissão de unidades com metragem menor e menos vagas de garagem quando o empreendimento for próximo a uma estação de metrô.
Segundo Claudio Hermolin, CEO da Brasil Brokers e presidente da Ademi-RJ, o número de novos empreendimentos será maior do que em 2018 e haverá novidade em praticamente todos os bairros na Zona Sul: Botafogo, Laranjeiras, Jardim Botânico, Gávea, Ipanema e Leblon. Porém, ele ressalta que os desdobramentos desse aquecimento vão depender do cenário macro da economia no país e no estado.
- Os lançamentos não acontecerão na mesma quantidade de quando houve o boom imobiliário, até porque são bairros com perfis próprios, são consolidados, sem fartura de terrenos e com um custo médio alto. Em relação ao ano passado, vai ter um número maior de lançamentos e de Valor Geral de Vendas (VGV) - explica Hermolin.
OS MAIS VISADOS
Leblon, Ipanema e, principalmente, Botafogo, são os que mais devem receber empreendimentos novos na Zona Sul. O crescimento da região e o metro quadrado são os principais motivos. Já no Leblon e em Ipanema é a altíssima liquidez, devido à grande escassez de endereços ainda disponíveis e adequados para novos prédios, que faz cada área viável se tornar foco de briga das construtoras.
No Leblon, a Mozak vai lançar no próximo mês um empreendimento misto, com 21 lojas e 79 apartamentos, entre as ruas Juquiá e Bartolomeu Mitre. A gerente comercial da empresa, Carolina Lindner, explica que será um residencial com serviços de pay per use, com previsão de entrega para 2022.
- Temos uma demanda muito grande no Leblon. A Zona Sul não sentiu tanto a crise e vendemos rapidamente os últimos lançamentos. As pessoas estão correndo para comprar com medo que os preços subam mais à frente - destaca Lindner. Em janeiro, a empresa lançou também o Bartô144, com 10 unidades, a uma quadra da praia. Já vendeu 50% do total.
A RJZ Cyrela tem dois lançamentos para este ano. Segundo o gerente-geral de incorporação e produto da RJZ Cyrela, Marcelo Parreira, o projeto em Laranjeiras está previsto para ser lançado no final do primeiro semestre e terá dois blocos com quatro pavimentos e 44 unidades. Fica próximo ao Largo do Machado e ao Parque Guinle.
Outro será na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo. Será misto, com três lojas e 123 unidades, de dois e três quartos, e área de lazer.
- Botafogo é um bairro bem localizado, tem atrativos de lazer, boa mobilidade e atrai um público mais jovem - diz Parreira. Ele acrescenta que a RJZ Cyrela estuda ainda outros terrenos e tipologias, especialmente após a nova legislação.
- A Zona Sul tem um perfil de rápida absorção e comporta imóveis menores para outro público - completa.
Já a Inti Empreendimentos Imobiliários tem confirmados quatro lançamentos na Zona Sul, sendo pelo menos dois ainda para este ano. Os locais não foram revelados, mas o diretor Andre Kiffer conta que dois terrenos já foram comprados e os outros estão em negociação. Segundo ele, os imóveis residenciais serão nos modelos tradicionais, fora do padrão de micro apartamentos liberados pelo novo Código.
- Estes lançamentos foram decididos de outubro para cá. Janeiro já mexeu bastante com o mercado, apesar de geralmente ser parado. Viremos com três a quatro empreendimentos. Dois no primeiro semestre e outro no segundo. E estou buscando mais um. Todos com grande porte e na Zona Sul - afirma.
GLÓRIA E COPACABANA
Na Glória, a Iteen está com um lançamento programado para o segundo semestre e outro projeto para o Leblon. Neste, a data não está definida, porque ainda depende das etapas de aprovação que estão em andamento.
E, entre as novidades, segundo Elcilio Britto, presidente da Lopes BSJ, há o Meet Botafogo, da Pixel/Bait, na rua da Passagem, 151; e o Quadrilátero Botafogo, na Avenida Lauro Sodré. Em Copacabana, nascerá o Paradiso, da Razão Engenharia, na Rua Maracanaú, 5.
Projetos mais versáteis e mercado de micros aquecido
O empreendimento da Iteen na Glória terá 70 unidades e já se encaixa nas novas regras do Código de Obras da cidade. São imóveis de 35m² e 45m², e como será próximo ao metrô, o número de vagas do prédio também é pequeno.
- Essa mudança é muito positiva, pois há muitos terrenos interessantes na Zona Sul nos quais não era possível fazer novas construções. Há algum tempo descartamos um projeto em Botafogo por causa das vagas exigidas. Era um retrofit e não tinha como encaixar - destaca o sócio Eduardo Cruz.
MAIS LANÇAMENTOS
Segundo Elcilio Britto, presidente da Lopes BSJ, há 45 projetos, entre confirmados e previstos, que somam mais de R$ 5 bilhões em lançamentos previstos para 2019 no Rio.
- A região que mais deve receber novidades será a Zona Sul, principalmente Botafogo, que tem a previsão de nove lançamentos - explica Britto.
Ele destaca ainda que os modelos de pequena metragem devem ganhar força.
- Com o novo Código de Obras aprovado na Câmara, há uma grande movimentação entre os construtores para lançamentos de lofts neste perfil. Já existem projetos em fase de aprovação para os bairros de São Conrado, Botafogo, Copacabana e Centro. Por esse motivo, a Lopes tem marcada para março a inauguração de sua loja no Leblon, que terá como foco principal o mercado primário.
O Novo Código de Obras permite apartamentos a partir de 25 m² (menos na Barra, Recreio, Vargem Grande e Ilha do Governador). Até agora, as unidades novas construídas não podiam ter menos de 55m².


O Globo, Raphaela Ribas, 10/fev

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Sala Comercial no empreendimento Le Monde na Barra da Tijuca - R$ 1.100.000,00




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As grandes inovações da lei das incorporações imobiliárias e do condomínio em edificações


A Lei 4.591, de 16 de dezembro de 1964, dispõe no:
• Título I sobre o condomínio em edificações e no
• Título II sobre as incorporações imobiliárias.
Desde então, a mencionada lei foi objeto de uma ou outra alteração, buscando adaptar-se às realidades constatadas no curso do tempo e/ou motivadas por outras leis correlatas a ela.
Observe-se, no entanto, que a partir de praticamente 40 (quarenta) anos de sua vigência, surgiram na referida Lei 4.591/64 significativas e substanciais inovações, introduzidas no seu contexto, as quais vieram a complementá-la e a aprimorá-la, com novos e atualizados institutos jurídicos.
Dentre as inovações ocorridas destacamos como principais e mais importantes estas sobre as quais, abreviadamente e por assunto, discorreremos a seguir, deixando uma explanação mais detalhada e individualizada para outra oportunidade:
PATRIMÔNIO DE AFETAÇAO - Lei 10.931, de 02.08.2004
Esta Lei, além de estabelecer o regime especial tributário do Patrimônio de Afetação, introduz na Lei de Incorporações os Art. 31-A a 31-F e seus diversos parágrafos, facultando ao incorporador submeter a incorporação ao regime da afetação, pelo qual: o terreno e as acessões objeto da incorporação não se comunicam com os demais bens, direitos e obrigações do patrimônio do incorporador que fica responsável pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação; a possibilidade de se estabelecer garantia real sobre os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação, cujos recursos financeiros se destinam ao pagamento ou reembolso das despesas inerentes à incorporação, permanecendo o incorporador responsável pelo financiamento e pelas garantias constituídas, que não podem ser imputadas aos adquirentes.
Cada uma das referidas letras e parágrafos do referido artigo 31 da Lei 4.591/64 detalha e desenvolve aspectos pertinentes ao patrimônio de afetação, tais como, principalmente: a sua forma e ocasião de sua constituição; a sua fiscalização e o seu acompanhamento; as obrigações que incumbem ao incorporador; a sua forma de extinção; os seus efeitos em caso de decretação de falência ou insolvência civil do incorporador.
RESOLUÇÃO DO CONTRATO POR INADIMPLEMENTO - Lei 13.786, de 27.12.2018
Esta Lei introduz na Lei de Incorporações os Art. 35-A, 43-A e 67-A e seus diversos incisos e parágrafos para estabelecer:
Art. 35-A: Os itens necessários e indispensáveis que devem figurar no QUADRO RESUMO dos contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária, cuja omissão caracteriza justa causa para rescisão contratual por parte do adquirente.
Art. 43- A: Previsão do prazo de tolerância para entrega do imóvel em até 180 dias da data contratualmente prevista e, ultrapassado esse prazo, rescisão do contrato com devolução da integralidade de todos os valores pagos e da multa estabelecida, em até 60 dias da data de resolução.
Art. 67 - A: Em caso de distrato ou resolução por inadimplemento do adquirente este fará jus a restituição das quantias pagas ao incorporador, atualizadas, deduzidas: a integralidade da comissão de corretagem e a pena convencional não excedente a 25% da quantia paga. E ainda: impostos incidentes sobre o imóvel, cotas condominiais, fruição do imóvel equivalente a 0,5% sobre o valor atualizado do contrato, demais encargos incidentes sobre o imóvel.
Disciplina ainda o referido Art. 67 - A:
(i) a restituição de valores: quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos os valores acima descritos e atualizados pelo índice do contrato, no prazo máximo de 30 dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal, hipótese em que a pena convencional fica estabelecida até o limite de 50% da quantia paga; quando a incorporação não estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, valerão as regras supra aplicáveis em caso de distrato ou resolução do contrato, assinalado para a devolução o prazo de 180 dias contados da data do desfazimento do contrato. Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorridos os prazos acima fixados para a devolução o valor remanescente devido ao adquirente será pago em até 30 dias da revenda;
(ii) o direito de arrependimento no prazo de 07 dias quanto aos contratos firmados em estandes de venda ou fora da sede do incorporador e
(iii) a restituição nas hipóteses de leilão judicial ou extrajudicial.
CONDOMÍNIO EDILÍCIO - Lei 10.406, de 10.01.2002
Essa Lei que institui o novo Código Civil tipifica as diversas modalidades de condomínio, a saber: Condomínio Voluntário, Condomínio Necessário, Condomínio Edilício.
A estruturação jurídica do Condomínio Edilício pela Lei 4.591/64 está alicerçada nos dispositivos relativos à Convenção de Condomínio, ao Rateio das Despesas Condominiais, ao Seguro, à Administração do Condomínio e à Assembleia Geral, estruturação esta que é ampliada, modernizada, ratificada e mais detalhadamente disciplinada pela Lei 10.406/2002 - Novo Código Civil - ao dispor sobre (i) as Disposições Gerais do Condomínio Edilício, sua forma de instituição e o quórum de subscrição, os direitos e deveres dos condôminos, as despesas relativas às partes comuns, as condições para a realização de obras no condomínio; (ii) a Administração do Condomínio pelo Síndico escolhido em Assembleia Geral e suas respectivas atribuições; (iii) as Assembleias Ordinárias e Extraordinárias, sua forma de convocação e o quórum exigido para as suas deliberações; (iii) a extinção do condomínio no caso da edificação ser total ou parcialmente destruída.
Observe-se, apenas de passagem, que a recente Lei 13.465, de 11.07.2017, acrescentou ao Código Civil o Art. 1.358-A, dispondo sobre o CONDOMÍNIO DE LOTES ao qual aplicam-se, no que couber, as disposições pertinentes ao Condomínio Edilício.
CONDOMÍNIO EM MULTIPROPRIEDADE - LEI 13.786, de 27 de dezembro de 2018
Por sua vez a Lei 13.786, de 27 de dezembro de 2018 criou o CONDOMÍNIO EM MULTIPROPRIEDADE, regime pelo qual cada um dos proprietários de um mesmo imóvel é titular de uma fração de tempo, à qual corresponde a faculdade de uso e gozo, com exclusividade, da totalidade do imóvel, a ser exercida pelos proprietários de forma alternada.
Aplicam-se ao Condomínio em Multipropriedade, de forma supletiva e subsidiária, não só as disposições do Código Civil como também aquelas da Lei 4.591/64 - Lei das Incorporações Imobiliárias - e da Lei 8.078/1990 - Código de Defesa do Consumidor.
A referida Lei acrescentou ao Art. 1.358 do Código Civil as Letras "B" a "U", alterando inclusive parte dos Artigos 176 e 178 da Lei de Registros Públicos.
A par das Disposições Gerais que lhe são próprias a mencionada lei versa sobre a instituição da multipropriedade, os direitos e obrigações do multiproprietário, a transferência da multipropriedade e sua administração, as disposições específicas relativas às unidades autônomas de Condomínios Edilícios.
Quanto a estes poderão eles adotar o regime de multipropriedade, em parte ou na sua totalidade de suas unidades autônomas, mediante: (i) previsão no instrumento de instituição e (ii) deliberação da maioria absoluta dos condôminos.
Nessa hipótese esta lei, nos artigos 1.358-P e 1.358-Q, elenca uma série de requisitos que a Convenção de Condomínio Edilício e que o Regimento Interno devem prever, respectivamente nos seus incisos I a IX e I a XI.
Estabelece mais a referida lei, no artigo 1.358-R que o condomínio edilício em que tenha sido instituído o regime de multipropriedade em parte ou na totalidade de suas unidades autônomas terá necessariamente um administrador profissional.
Importante salientar como inovação da mencionada Lei a dispensa da oferta de preferência aos demais condôminos e a impossibilidade da extinção de condomínio relativamente ao imóvel objeto da multipropriedade.


Marcus Flávio Silva Reis - Advogado

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Sala Comercial na Barra da Tijuca - R$ 6.800,00




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Cresce aos poucos a confiança dos construtores


As tendências de evolução da construção civil seguem, aos poucos, para o campo positivo. Há otimismo de grandes incorporadoras com mercados residenciais, como o paulistano, o que vem acompanhado do aumento do valor das cotações das ações negociadas em Bolsa. Pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram mais confiança, mas constatam que a situação presente ainda não é satisfatória.
A Sondagem Indústria da Construção da CNI mostra que a produção deixa a desejar, mas as expectativas são favoráveis. O Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV revela estabilidade entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 e percepção melhor quanto ao futuro.
A Sondagem da CNI indica que no último trimestre de 2018 registrou-se queda do nível de atividade e do emprego, bem como aumento da capacidade ociosa, que chegou a níveis inferiores aos do último trimestre de 2017. A margem de lucro operacional melhorou, mas ainda está bem abaixo da média histórica, o mesmo ocorrendo com o acesso ao crédito. O maior problema é a carga tributária, seguida de demanda interna insuficiente, burocracia excessiva, juros elevados e falta de capital de giro.
Já as expectativas são muito favoráveis, tanto em relação ao nível de atividade como a novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas e número de empregados. As grandes empresas são as mais otimistas.
No ICST da FGV, a prudência marca a análise da coordenadora de Projetos da Construção da FGV, economista Ana Maria Castelo: "As expectativas empresariais retornaram ao patamar de janeiro do ano passado, indicando uma posição cautelosa dos empresários em relação à evolução da demanda nos próximos meses". Em contraste com a cautela, houve melhora da carteira de contratos das companhias ao longo do ano passado, justificando a expectativa de "números positivos para o setor ao longo de 2019", segundo a economista.
A FGV constatou um crescimento nos lançamentos e nas vendas nos últimos meses, "mas nada que possa ser comparado ao boom do período 2007 a 2012", diz Ana Maria.
Se a reação do mercado imobiliário é lenta, como se vê nos indicadores de evolução de preços de imóveis, espera-se que seja sustentável.


O Estado de S. Paulo, Editorial Econômico, 01/fev

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Sala Comercial na Barra da Tijuca - R$ 27.000,00




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Crédito imobiliário vai acelerar em 2019, prevê Abecip


Os financiamentos imobiliários fecharam o ano passado com o primeiro crescimento desde 2014. O volume financeiro subiu 15% em 2018, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). E, para o presidente da organização, Gilberto Duarte de Abreu Filho, o ano de 2019 será ainda melhor. O dirigente destaca a perspectiva de ocorrer um aumento de velocidade da retomada do mercado imobiliário no ano diante de um cenário econômico mais favorável. "A macroeconomia claramente vive um momento de inflexão. Não podemos falar de economia acelerada, mas podemos falar que o PIB vai voltar a crescer e temos uma perspectiva para 2019 muito melhor." No ano passado, os sinais de retomada do crédito foram visíveis. O volume de financiamento imobiliário, quando considerados tanto os empréstimos com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) quanto os provenientes do FGTS, atingiu R$ 117 bilhões em 2018, um crescimento anual de 15%.



Valor Econômico, Sérgio Tauhata, 31/jan

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Sala Comercial no empreendimento CEO - Corporate Executive Offices - R$ 15.000,00




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Com juros baixos, alugar imóvel volta a ser opção atrativa


Investimento conservador que costuma fazer especialistas torcer o nariz, a aquisição de um imóvel para alugar ficou mais atrativa na comparação com outros ativos de renda fixa desde que as taxa de juros caíram para patamares mínimos históricos.
O mesmo não é dito quando o assunto é a poupança, que ainda domina as aplicações.
É uma questão matemática: com a Selic a 6,5%, o ganho bruto mensal de investimentos em renda fixa tradicional é de 0,47%. Na poupança, o rendimento é de 70% da Selic, ou 0,37%.
É percentual semelhante ao 0,4% a 0,5% obtido por um proprietário que deseja alugar um imóvel. O cálculo é feito com base no valor de avaliação da propriedade: um apartamento que vale R$ 300 mil poderia ter valor mensal de aluguel de R$ 1.500.
Segundo o professor William Eid, coordenador do Centro de Estudos de Finanças da FGV, o movimento de migração para imóveis é comum em economias desenvolvidas, como Europa e Estados Unidos, onde os juros muito baixos estimulam a diversificação em investimentos desse tipo.
"Imóvel compõe portfólio de investimentos no mundo todo. A gente passou por momentos de crise que deturparam a visão", afirma Daniel Varajão, planejador financeiro pela Planejar, associação de profissionais do setor.
Com juros elevados, como os 14,25% -ou 1% ao mês- que o Brasil viveu há poucos anos, ter dinheiro imobilizado em um imóvel e rendendo a metade do que o obtido em investimentos de pouco risco não fazia muito sentido, do ponto de vista financeiro.
Os riscos desse mercado, como vacância, custos de manutenção e a necessidade de manter o valor do bem imobilizado, no entanto, persistem.
Varajão se apropria de um conceito de contabilidade para alertar sobre os riscos do investimento mesmo no cenário de juros baixos.
"Ativo é aquilo que gera receita, não despesa." Portanto, não faz sentido entrar em um financiamento imobiliário e pagar juros para ter um imóvel para alugar no futuro.
Da mesma forma, o imóvel gera despesas -como custos de manutenção, que ficam sob responsabilidade do proprietário mesmo que esteja alugado- que precisam ser incluídas no cálculo de rentabilidade. Há ainda a baixa liquidez -a demora em vender o imóvel se precisar de dinheiro.
"As pessoas reaprenderam o que é uma reserva de capital. Não se torra esse dinheiro de uma hora para outra", diz o advogado Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP (sindicato que representa o setor imobiliário).
Eid, da FGV, lembra ainda que nada de concreto mudou no cenário econômico do país e que, por enquanto, juros e inflação em baixa refletem expectativas. Por isso, comprar imóveis agora em que a economia ainda se recupera lentamente pode ser arriscado.
Ele acrescenta que, apesar de haver uma percepção de que brasileiros estão mudando hábitos de investimento, isso não se reflete na massa de aplicações.
O Tesouro Direto divulgou que o número de investidores ativos na plataforma subiu 35% em 12 meses até novembro, para 752 mil pessoas.
Essa massa, porém, é uma fração dos mais de 100 milhões de poupanças do país e da estimativa de 8 milhões de investidores que aplicam via fundos.
O professor diz ainda que uma pesquisa feita na FGV mostrou que o brasileiro tem, em média, R$ 2.000 na poupança. O valor é equivalente à renda média mensal, o que significa que quase não há poupança. E esse valor não muda de aplicação.
"Essas pessoas estão muito bem enquadradas na base da pirâmide, e nesse patamar o investimento é de proteção contra a pobreza. Elas não estão preocupadas com rentabilidade, mas com a segurança", afirma Eid.
"Por isso ficam na poupança e imóvel com rendimento péssimo", complementa.
No caso dos imóveis, há ainda a segunda fonte de renda, que também funciona como uma garantia, lembra Varajão, da Planejar.
Eid questiona ainda o crescimento do número de investidores na Bolsa. Segundo a B3, o país tinha 813 mil investidores, mas o dado tem sobreposição de CPFs. Se um mesmo investidor tem conta em duas corretoras, ele é contado duas vezes.
"Em 2012 fizemos um estudo com declarações de Imposto de Renda dos candidatos. O percentual do patrimônio deles investido em Bolsa era de 0,29%", diz o professor da FGV.
Com esse exemplo, que tende a pegar uma fatia da população com renda mais elevada que a média, ele ilustra quão baixa é a disposição dos brasileiros à diversificação e ao risco.
Como planejador financeiro, Varajão é menos cético e vê entre investidores maior disposição à diversificação. Ele defende que aplicações em Bolsa deveriam levar em consideração a fase de vida e o apetite a risco, mais do que o valor que o investidor tem para aplicar.
"A gente veio de um histórico de juros altos. Quem vai fazer qualquer outro investimento se tem 1% ao mês de ganho com baixo risco? O juro alto reprime investimento nas outras classes de ativos. Quando o BC mantém juro baixo por período longo, mesmo quem não tem conceitos financeiros arraigados procura mais rentabilidade", afirma.


Folha de São Paulo, Tássia Kastner, 28/jan

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Sala Comercial no empreendimento CEO - Corporate Executive Offices - R$ 10.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/11895/sala-comercial/ceo-office/barra-da-tijuca

'Habitação popular deve promover mobilidade social'


Fornecer moradia digna em ambiente que promova avanço social e econômico deve ser o objetivo de políticas públicas em habitação, diz o economista Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
"O ambiente no qual a pessoa cresce é determinante e tem um impacto que dura a vida toda. Não é só ter um teto decente, o teto deve ser um instrumento para a mobilidade social", declarou Zylberstajn no seminário Moradia e Expansão das Metrópoles Brasileiras, realizado pelo Instituto Escolhas e a Folha na terça-feira (22), em São Paulo.
A empreitada, porém, requer participação de níveis diferentes de governo, o que torna a questão mais complexa, segundo Luciana Royer, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Planejamento urbano e política de crédito foram fatores-chave no Minha Casa Minha Vida (MCMV). O primeiro é responsabilidade municipal; o segundo foi assumido pelo governo federal. Casos que demandam regularização de terras requerem a ação dos estados. A relação entre essas esferas faz com que os resultados não sejam iguais em todos os locais.
Sabe-se, no entanto, que a principal marca das experiências bem-sucedidas dentro do Minha Casa Minha Vida é a articulação intensa com programas de assistência social, que dão apoio e melhoram a qualidade de vida da população, afirmou a professora.
Segundo Renato Lomonaco, da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o déficit atual de moradias no Brasil beira os 8 milhões, número que, ele estima, deve crescer mais 9 milhões nos próximos dez anos, o que vai exigir do setor respostas rápidas e criativas.
"O Minha Casa Minha Vida atingiu cerca de 5 milhões de unidades, e talvez tenha sido o programa mais bem sucedido do governo. Mas ainda temos muito para construir."
Uma saída é adensar as regiões mais centrais das cidades, construindo prédios maiores em locais que já dispõem de boa infraestrutura.
Além de reduzir o preço dos imóveis, a ação pode promover melhor aproveitamento de serviços públicos, mas sua aplicação requer bom planejamento. "Problemas como a saturação das vias públicas e o aumento de temperatura, devido à maior quantidade de prédios, podem ser agravados", afirmou Tatiane Menezes, professora da Universidade Federal de Pernambuco.


Folha de São Paulo, Everton Lopes Batista, 23/jan

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Sala Comercial no empreendimento CEO - Corporate Executive Offices - R$ 9.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/11893/sala-comercial/ceo-office/barra-da-tijuca

Mercado do petróleo vai gerar 12 mil vagas em 2019; saiba como se qualificar


Após a tempestade que abalou a indústria do petróleo no país nos últimos anos, e especialmente no Estado do Rio, o céu começa a clarear, e a expectativa é que o setor volte a contratar este ano. Comércio, serviços e mercado imobiliário, que sofrem influência indireta do mercado de óleo e gás, também já começam a sentir essa melhora. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a perspectiva é que pelo menos 12 mil novos empregos sejam criados ainda em 2019.
Coordenador de Conteúdo Estratégico da Gerência de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Thiago Valejo Rodrigues explica que o número considera apenas os postos de trabalho que têm como indutores os empregos em exploração e produção. Isso porque cada emprego direto em plataformas gera duas vagas indiretas, em atividades de terra e de apoio, e oito vagas no chamado "efeito multiplicador", ou seja, toda a cadeia que é beneficiada pelo crescimento do setor, como prestadores de serviço e comércio.
- A gente usa o conceito de mercado de óleo e gás porque as atividades extrapolam a cadeia de produção, refino e distribuição - explicou Rodrigues, que aponta para uma tendência de crescimento nos próximos anos.
- A Petrobras espera dobrar a produção até 2030 e, para isso, os investimentos começam desde agora. O pré-sal também movimenta muito o mercado no país e no Rio de Janeiro. Há muita infraestrutura sendo construída não só para 2019, mas para os próximos cinco anos. Já é possível observar diversas vagas surgindo, tanto pelas operadoras, quanto pelos fornecedores que vão dar apoio a essas empresas - disse.
O impacto dessa retomada já é sentido por Faust Maurer, diretor executivo do curso Plan Idiomas, que oferece aulas a funcionários de empresas do setor de óleo e gás, entre outras áreas. Segundo ele, já houve neste ano um crescimento de 10% no número de clientes:
- Estamos muito otimistas. A procura certamente aumentou, notamos isso pelo volume de pedidos de propostas. Tivemos várias matrículas de funcionários de empresas da área de petróleo que estão custeando seu próprio desenvolvimento desde novembro do ano passado. O ano de 2018 foi muito melhor do que 2017, e acredito que neste ano de 2019 teremos uma retomada ainda maior.
A Shell Brasil informou ao EXTRA que também espera um aumento na atividade de exploração e produção no país, como resultado das novas áreas adquiridas nos leilões dos últimos dois anos.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou, em 2018, duas rodadas de leilão do pré-sal e duas rodadas de concessão. Em todas, foram leiloados blocos das bacias de Campos e Santos, das quais o Rio faz parte. Segundo a agência, essas áreas são responsáveis por cerca de 88% da produção nacional de petróleo.
Campos ficou fora dos leilões por cerca de dez anos, até 2017. Em 2018, a bacia produziu, em média, 1,2 milhão de barris de petróleo por dia, 13% menos do que no ano anterior. Mas um estudo do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) mostra que a área tem tudo para crescer em 2019, com promessa de destaque nas rodadas previstas para este ano.
Presidente do Clube de Dirigentes Lojistas (CDL) do município de Campos, Orlando Portugal comemora a retomada da indústria do petróleo na região:
- Esperamos que o investimento volte a acontecer. Os últimos anos foram difíceis, mas estamos otimistas de que as coisas vão melhorar.
Chances para todos os níveis de escolaridade
O momento é favorável para quem deseja investir na carreira no segmento de óleo e gás. Segundo Thiago Valejo Rodrigues, da Firjan, as áreas de exploração e produção são as que apresentam a maior demanda por profissionais neste ano:
- Há espaço tanto para técnicos de nível médio, quanto para profissionais do nível superior, inclusive nas áreas de Gestão e Administração. Nossa percepção é de uma concentração maior das vagas nas regiões de Macaé, Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis e Itaguaí.
Entre os atrativos das carreiras no setor do petróleo estão salários acima da média, mesmo para funções menos qualificadas, e a possibilidade de viagens ao exterior custeadas pelas empresas para realização de treinamentos e participação em congressos.
Porém, para Thiago Rodrigues, capacitação é fundamental para garantir uma vaga nesse mercado competitivo.
- A indústria está se modernizando e precisa de mão de obra cada vez mais qualificada e com resposta rápida para atender aos desafios com a digitalização. A tendência é que os trabalhos mais braçais sejam substituídos por máquinas. As empresas não vão precisar tanto de um ser humano para fazer algo que a máquina pode fazer, mas vão precisar de alguém para construir aquela máquina - explicou o porta-voz da Firjan.
De acordo com o último Anuário da Indústria do Petróleo no Rio de Janeiro, divulgado pela federação no ano passado, o encadeamento produtivo do petróleo no estado envolve mais de 80 mil trabalhadores.
- Existe demanda por profissionais experientes e qualificados, mas as empresas também têm um desejo por renovação, com pessoas recém-formadas. Há espaço para todos - apontou Rodrigues.
Mercado imobiliário é alavancado
Depois de anos de desaceleração no mercado imobiliário, a expectativa do setor é de melhora este ano, em grande parte influenciada pelo crescimento no setor de óleo e gás. Para Claudio Hermolin, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) e diretor executivo da Brasil Brokers, já é possível sentir um retorno dos investimentos:
- Nosso primeiro indicador de melhora é na procura, que já aumentou muito. A perspectiva para este ano é de melhora em relação ao ano passado, não apenas na cidade do Rio, mas também no estado, principalmente nos municípios de Niterói, Campos, Macaé, Itaboraí e Maricá.
Segundo Hermolim, a contratação de funcionários de outros estados e países (os chamados expatriados) para trabalhar nas empresas de óleo e gás também ajuda a aquecer o mercado de aluguéis, especialmente nos bairros da Zona Sul do Rio e Barra da Tijuca.


Extra online, Stephanie Tondo, 28/jan