sexta-feira, 5 de junho de 2020

Terreno no Recreio dos Bandeirantes - R$ 600.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/6932/terreno/terreno,-condom%C3%ADnio-fechado,-recreio,-venda/recreio-dos-bandeirantes

A nova realidade da compra e venda de imóveis


Não é novidade para ninguém que a pandemia da covid-19 transformou o mundo como um todo, promovendo novos hábitos e ignorando outros. A sociedade dificilmente será a mesma no futuro - e isso tem provocado preocupações em diversos setores da economia. No caso do mercado imobiliário, algumas tendências já começam a ser observadas não só pelas empresas que atuam na área, mas pelos próprios consumidores. A partir de agora, é preciso oferecer oportunidades adequadas a este novo perfil, com agilidade no momento da busca e diversidade de ofertas.

Antes, é preciso voltar ao período pré-covid-19 e entender um fenômeno global que acontecia com o mercado imobiliário como um todo. Havia maior busca por imóveis menores e bem localizados, com maior proximidade a centros comerciais ou até mesmo ao local de trabalho do proprietário, sendo um dos fatores principais da busca a fácil mobilidade no local e opções para locar, uma vez que a casa própria (assim como o automóvel) não eram questões tão relevantes aos jovens adultos. Claro que para muita gente, isto continua sendo uma realidade, mas mesmo com o déficit habitacional e fator cultural brasileiro a favor da propriedade, o país acompanhava esse movimento.

A questão é que, com a pandemia do novo coronavírus, observa-se uma mudança de pensamento e de postura no mercado para muitas outras pessoas, que certamente vai movimentar bastante a procura por imóveis. O home office tende a ser o grande vetor dessa transformação, uma vez que esse regime de trabalho tende a se fortalecer por trazer economia de espaço e de dinheiro às empresas e de tempo às pessoas. Dessa forma, casas e apartamentos em regiões mais afastadas, com diferentes atributos (espaço em vez de localização), passam a ter a preferência dos consumidores.

Além disso, é importante ressaltar que a necessidade de ter uma casa própria ficou mais evidente com o isolamento social. Com a residência sendo o lugar em que a família convive, trabalha e se diverte, ser proprietário do imóvel não só se torna uma segurança patrimonial, mas amplia as possibilidades do dia a dia. Passa a ser mais vantajoso investir em pequenas reformas, por exemplo, e adaptar o imóvel à nova realidade, buscando o melhor conforto tanto na hora de trabalhar quanto nos momentos para descansar.

Embora com menor quantidade de ofertas como o mercado tradicional, mas com muito mais vantagens de preço, os leilões on-line são uma excelente oportunidade para aqueles que buscam um novo lar e querem aproveitar esse movimento de "redescoberta" do imóvel. Nessa modalidade, é possível encontrar propriedades com diversas especificidades e perfis (metragem, cômodos e áreas privadas para lazer), em diferentes regiões e localidades, com um preço vantajoso e processo totalmente on-line, respeitando as regras de isolamento social durante a pandemia. Pela internet, é possível se cadastrar, obter todas as informações no edital do imóvel, se habilitar e dar lances no lote escolhido.

O momento ainda é de grande preocupação com a pandemia da covid-19. Mesmo assim, aos poucos, empresas e sociedade civil conseguem vislumbrar tendências e hábitos que marcarão o "novo normal". Para o mercado imobiliário, o que era importante antes pode se tornar irrelevante. A meta tende a se tornar conforto e comodidade para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Crédito: André Zukerman é CEO da Zukerman Leilões



O Estado de S. Paulo online, André Zukerman, 05/jun

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Casa 4 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 2.500.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/6043/casa-4-su%C3%ADtes/casa-duplex,-4-quartos-%28su%C3%ADtes%29,-recreio,-venda/recreio-dos-bandeirantes

Financiamentos imobiliários somam R$ 6,7 bilhões em abril e crescem 27,9% no quadrimestre


Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 6,7 bilhões em abril de 2020, com queda de 0,4% em relação ao mês anterior e alta de 22,6% comparativamente ao mesmo mês do ano passado. O volume financiado em abril, o primeiro mês completo sob isolamento social, foi próximo ao dos dois meses anteriores, indicando assim, até então, ausência ou pequeno impacto da crise do novo coronavírus sobre o crédito imobiliário com recursos do SBPE.

Entre os primeiros quadrimestres de 2019 e de 2020, os empréstimos destinados à aquisição e construção de imóveis avançaram 27,9%, atingindo R$ 26,95 bilhões, de tal sorte que também nesse período de comparação foi pouco expressiva a influência do isolamento social sobre a atividade de crédito imobiliário.

No acumulado de 12 meses (maio de 2019 a abril de 2020), os empréstimos para aquisição e construção somaram R$ 84,59 bilhões, alta de 33,9% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores.

Financiamentos Imobiliários - Unidades

Foram financiados em abril de 2020, nas modalidades de aquisição e construção, 23,6 mil imóveis, resultado 7,8% inferior ao de março e 15,7% maior do que o apurado em abril de 2019.

Entre janeiro e abril de 2020, foram financiadas aquisições e construções de 102,72 mil unidades, resultado 22,2% maior que o de igual período de 2019.

Nos últimos 12 meses (maio de 2019 a abril de 2020), os financiamentos viabilizaram a aquisição e a construção de 316,6 mil imóveis, alta de 25,8% em relação aos 12 meses anteriores, quando 251,7 mil unidades foram beneficiadas pelo crédito imobiliário no âmbito do SBPE.

Poupança SBPE: Captação Líquida

A captação líquida das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiu R$ 24,6 bilhões em abril, estabelecendo novo recorde mensal na série histórica iniciada em julho de 1994. O melhor resultado anterior havia sido registrado em dezembro de 2017, mês em que a captação líquida alcançou R$ 14,96 bilhões e que, sazonalmente, exibe bom desempenho.

Alguns fatores se combinaram para explicar, ao menos em parte, o excelente resultado: redução do consumo devido ao isolamento social, maior preocupação financeira com o futuro próximo, queda da rentabilidade das demais aplicações e perdas no mercado acionário. Esses fatores podem estar levando pessoas a se refugiar na simplicidade e segurança da "boa e velha" caderneta .

A captação líquida positiva e o crédito de rendimentos elevaram o saldo das cadernetas do SBPE para R$ 685,7 bilhões no final de abril, com variação positiva de 4% em relação ao mês anterior e de 11,7% em relação a igual período de 2019.



Informativo Abecip, Notícias, 04/jun

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 570.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/5978/apartamento-2-quartos,-1-su%C3%ADte/apartamento,-2-quartos-%281-su%C3%ADte%29,-barra,-venda/barra-da-tijuca

Enfim, uma revolução de verdade no mercado imobiliário


Há mais de uma década, observo diariamente as movimentações do mercado imobiliário mundial. Desde então, o mundo esteve em transformação constante, mas o real estate tem sido um dos mercados menos impactados por tecnologias e mudanças da sociedade, mesmo após a onda "co" (coworking, coliving).

Porém o mundo que já começa a emergir após a chegada da Covid-19 será fortemente disruptivo para o setor. Mudanças que já vinham ocorrendo lentamente se somarão a uma nova configuração de mundo e aqueles que se atentarem agora aos sinais do fenômeno certamente sairão na frente.

Tenho a convicção de que um dos principais fatores da iminente revolução no mercado imobiliário será o trabalho remoto. Se bem conduzido, o home office pode significar ganho de produtividade, redução de gastos e qualidade de vida maior. Poderemos ver modelos híbridos, com parte do trabalho em casa e no escritório, mas acredito que, em geral, a redução na demanda por espaços físicos em ambientes corporativos não será marginal.

Como consequência, me parece improvável imaginar que o número de pessoas em trânsito nas grandes metrópoles não vá diminuir em, pelo menos, 25%. Somem-se as melhorias para gestão de trânsito proporcionadas pelo uso da inteligência artificial e poderemos ter, finalmente, um tráfego menor nas metrópoles!

Ainda nos escritórios, a necessidade de flexibilidade aliada a capacidade de expansão e diminuição das posições de trabalho serão ainda mais valorizadas, e por isso o conceito de coworking pode se consolidar como tendência dominante.

Com isso, os proprietários de laje corporativa podem se ver forçados a migrar de vez para a condição de prestadores de serviço. Significa dizer que inquilinos passarão a contratar a posição no prédio ao invés do metro quadrado, consumindo a experiência oferecida em um ambiente inspirador e deixando de lado o foco em acesso à internet, limpeza e gestão de escritório.

Para agradar os novos consumidores do mercado residencial, sairão na frente as incorporadoras que projetarem residências com um escritório que vá além de um quarto adaptado, que tenha qualidade, boa iluminação e silêncio para concentração.

Mas a mudança não se verá somente dentro da residência. Conforme o deslocamento diário para grandes centros seja dispensável, talvez as pessoas aceitem morar em zonas mais afastadas, com um preço por metro quadrado mais acessível. Esta será uma oportunidade para incorporadores buscarem por áreas nas quais o desenvolvimento de bairros planejados seja viável.

E para o mercado de hospedagem executiva, a capacidade de adaptação será vital para a sobrevivência. Imaginemos como será o turismo de negócios: por que alguém pegaria um avião para uma reunião que pode ser resolvida pela internet? Os hotéis para executivos deverão acompanhar a queda no movimento, o que pode levar a investidores a repensarem com criatividade a gestão de ativos no setor.

Já no comércio, shopping centers também devem sentir um impacto intenso. Provisoriamente, espaços disponíveis poderão ser utilizados por empresas de estoque de curto prazo, que realizem a entrega de produtos ligados ao e-commerce. No futuro, com o retorno dos consumidores, devemos ver uma aceleração na tendência do lazer se sobrepondo ao consumo.

O próprio ato do consumo também deve sofrer alterações, com um reforço ainda maior da compra online. Pessoas poderão ir aos shoppings para testarem produtos, mas o ato será finalizado por meio de um computador ou celular. Isso pode levar até mesmo os setores industrial e logístico a acelerarem a tendência de se adequarem para estarem mais próximos aos consumidores, já que entregas no mesmo dia ou no próximo serão cada vez mais comuns.

Escritórios, residências, loteamentos, hotéis, shoppings até galpões industriais: não haverá um único elemento da cadeia imobiliária a passar incólume pela pandemia. Caberá aos empreendedores aproveitar a onda com inteligência e antever as tendências. Enfim, teremos uma revolução de verdade no setor.

Crédito: Gustavo Favaron é CEO e Managing Partner do GRI Group



O Estado de S. Paulo online, Artigo, Gustavo Favoron, 02/jun