segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Apartamento 1 Quarto na praia da Barra da Tijuca - R$ 700.000,00




Companhias desistem do home office em tempo integral


Empresas brasileiras esboçam planos para receber um maior número de funcionários nos escritórios em 2021. O retorno tem sido considerado necessário para preservar a saúde mental de funcionários e a cultura das empresas. Mas, quando as medidas de combate à pandemia forem eliminadas, modelos mais flexíveis de trabalho irão prevalecer.

Na sede da holding Votorantim S.A., na zona Sul de São Paulo, cerca de 40% dos cerca de 80 funcionários estão executando suas atividades presencialmente. Com alguma flexibilidade, explicou o diretor financeiro, Sérgio Malacrida, pois elas podem trabalhar uma parte do dia e ir para casa ou até não comparecer em um dia da semana. Mas o plano é que o trabalho presencial, com a disponibilidade da vacina e todos já seguros frente à pandemia, retorne aos 100%. “Os ganhos de produtividade e qualidade são enormes, pois permite maior interação e manter a cultura da empresa nas discussões”, diz Malacrida.

Na Unipar, maior fabricante de cloro-soda e segunda maior produtora de PVC na América do Sul, o home office em tempo integral deve ser uma realidade em 2021 apenas para a área de serviços ao cliente. No administrativo, o presidente Maurício Russomanno diz que a experiência de trabalho remoto na pandemia mostrou que esse sistema funciona adequadamente, mas tem tempo de validade. “Se a empresa já tem processos estabelecidos, uma cultura consolidada, as coisas acontecem na inércia em um primeiro momento. Mas a partir de determinado ponto, há perda de qualidade”, afirma.

“A decisão de voltar ao escritório denota uma preocupação das empresas de estarem perdendo o que é subjetivo, o que não é possível conseguir de forma remota e que faz diferença”, avalia a consultora Betania Tanure, da BTA.

Antonio Salvador, diretor-executivo da Mercer, considera que há muitos aspectos de cocriação que estão funcionando bem no remoto, como análise de dados, squads de desenvolvimento e preparação para reuniões. “Mas o presencial é fundamental para as conexões, para o debate de ideias e de novas estratégicas. E, mudar uma cultura remotamente, é muito mais difícil”, diz Salvador. A questão da cultura, onde o presencial ajuda na cocriação e no engajamento, também pesa para a incorporadora MRV. O plano do copresidente Rafael Menin é manter um modelo de trabalho pós-pandemia, onde o presencial envolva mais de 85% da força de trabalho administrativa.

A Evoltz, que atua em linha de transmissão de energia, diz que o trabalho no escritório funciona como um “indutor de crescimento” e é mais eficiente para o negócio. Para o retorno seguro de 95% dos cerca de 100 funcionários, a partir de setembro, investiu R$ 2 milhões. Entram na conta a readequação dos escritórios no Rio e Brasília e o custeio de táxi para funcionários que não vêm de carro. “Quando mantivemos todo mundo em casa, o trabalho funcionou bem. Mas nós sentíamos as pessoas mais cansadas e angustiadas estando distantes. O desejo da maioria era voltar”, diz João Batista Nogueira, CEO da Evoltz.

Na construtora Tecnisa, 15% dos funcionários estão dando expediente no escritório. A empresa abriu as portas há um mês e meio ao perceber, segundo o presidente Joseph Nigri, que as pessoas estavam esgotadas de trabalhar em casa e nem todas se acostumaram ao home office. Voltou quem quis e mais gente gostaria de ir, diz Nigri, não fosse o fato de morarem com familiares do grupo de risco ou depender do transporte público. Para 2021, o plano é deixar apenas um dia de home office. Na concessionária de rodovias, CCR, o retorno começou há mais tempo, mas se deu pelo mesmo motivo. “A relação pessoal é muito importante. Eu mesmo me surpreendi com pessoas que, de início, gostaram do home office e hoje querem voltar ao escritório”, diz Marcus Macedo, superintendente de relações com investidores da CCR.

A satisfação dos brasileiros com o home office caiu de 71,3% em fevereiro, antes da pandemia, para 57% em março. Foi para 45% em junho, quando o trabalho remoto se tornou permanente, segundo levantamento da Orbit Data Science. Nos meses seguintes, houve uma adaptação de muitos profissionais, mas o percentual dos insatisfeitos foi de 43% em outubro. Essa percepção foi capturada com uma análise de 5 mil comentários sobre o tema em três redes sociais (Twitter, Facebook e Instagram) e portais de notícias. Do lado de quem critica o home office, há justificativas envolvendo a sobrecarga de trabalho, adaptação ruim (ocasionando dores nas costas e estresse), distrações e saudades dos colegas. Quem elogia fala em flexibilidade e em aconchego. “Observamos uma crise de imagem do home office e, em outubro, há uma polarização entre quem deseja voltar e quem deseja ficar”, diz Caio Simi, CEO da Orbit Data Science.

Encontrar um formato de trabalho que atenda a esses dois lados é o desafio atual das companhias que esboçam planos para um modelo de trabalho “híbrido” em 2021. “O formato 100% em “home office” está desgastado, e o modelo 100% presencial está esgotado”, diz Nigri, da Tecnisa. O que irá variar daqui para frente, dependendo do negócio e da cultura, é para qual lado esse pêndulo irá, avalia José Cláudio Securato, CEO da escola de negócios Saint Paul.

O que é consenso nesse movimento é que, quem voltará, não encontrará os escritórios da mesma maneira ou tamanho. A Marisa, rede varejista especializada em moda feminina, entregou 30% dos escritórios para seguir um formato que prevê o trabalho duas vezes presencial e três dias em casa. “Vimos melhorias com o home office, como qualidade de vida para nossos colaboradores, redução de custos de transporte e despesas de alimentação, mas acreditamos que deve haver equilíbrio, com atividades presenciais que permitam haver interação entre as pessoas”, diz o presidente Marcelo Pimentel.

A subsidiária brasileira da farmacêutica francesa Aspen Pharma estuda reduzir a metragem do seu escritório nos próximos 12 meses e trabalhar um times dez dias presencial e o restante do mês em casa, segundo Alexandre França, presidente da operação no país. Enquanto na Hidrovias, que atua em logística com foco em cabotagem, o escritório está em obras para poder receber parte dos funcionários de volta e, na EDP Brasil, que atua em transmissão, comercialização e serviços de energia e tem 10 mil funcionários, uma nova sede está sendo montada.

Na visão de executivos e CEOs, embora a cultura presencial seja desejada quando o retorno completo for possível, há uma percepção de que “uma solução única não funciona para todos” e que é preciso flexibilizar formatos para atrair e reter talentos diversos.

Nesse movimento, há também grandes empresas que olham para 2021 com flexibilidade total. A agência de publicidade África diz que no pós-pandemia irá vigorar o modelo “Home e Studios”, onde as pessoas poderão trabalhar de qualquer lugar, inclusive no exterior. Mas o escritório continuará disponível porque, no fim, “nada substitui estar ao lado da pessoa, tomar aquele cafezinho para saber como estão as coisas e conversar ‘olho no olho’”. A PepsiCo, dona de 23 marcas em alimentos e bebidas como Toddy, Doritos e Gatorade, também investe em um programa no qual 1. 000 funcionários do administrativo terão a escolha entre trabalhar de onde quiserem ou do escritório, assim que ele for reaberto. “O objetivo é respeitar a individualidade de cada um”, diz Fabio Barbagli, VP de RH da PepsiCo Brasil.

Valor Enconômico, 23/nov

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Apartamento 4 Quartos, 2 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 1.900,00




Gestão de SST na Indústria 4.0


Com as inovações tecnológicas que vêm transformando o cenário profissional, o campo da Saúde e Segurança no Trabalho (SST) não pode deixar de acompanhar essas mudanças. Nesse sentido, a situação da SST na Indústria 4.0 é um aspecto que merece atenção por parte dos gestores.

Para uma boa gestão de SST, é importante entender quais são os impactos dessa nova revolução industrial para o trabalhador, principalmente no que se refere aos riscos a que eles estão expostos. A partir disso, podem ser tomadas as medidas necessárias para prevenir e minimizar esses riscos.

Como a tecnologia influencia a atuação do trabalhador?

As novas tecnologias estão cada vez mais presentes na indústria. Inovações como drones, robótica e inteligência artificial, entre várias outras, trazem uma série de vantagens que não devem ser desconsideradas. Ao mesmo tempo, é natural que surja receio, por parte dos trabalhadores, de que eles possam ser substituídos.

No entanto, a verdade é que a mão de obra humana não vai se tornar desnecessária, o que muda é a forma como ela atua na era da Indústria 4.0. Assim, os profissionais precisam se adaptar às inovações para trabalhar em conjunto com elas.

Quais são os riscos para os trabalhadores?

Essas adaptações, que precisam ocorrer nas empresas que pretendem se manter atualizadas, transformam a lista de riscos aos quais os trabalhadores são expostos. Embora as novas tecnologias tenham o potencial de facilitar certas funções, contribuindo para a saúde do trabalhador, elas também podem ser a causa de alguns problemas.

Os fatores psicossociais, por exemplo, são um dos principais motivos de afastamento do trabalho na Indústria 4.0. Isso, porque os profissionais que já estão no mercado há vários anos têm mais dificuldade em se adaptar à nova forma de exercer suas funções, o que resulta em um conflito homem-máquina.

A interação com as novas tecnologias pode ainda provocar acidentes e lesões por esforço repetitivo, entre outras patologias. Por isso, a implementação desses recursos precisa ser acompanhada por um plano de ação para reduzir os riscos à saúde e segurança do trabalhador.

Como as empresas podem cuidar da SST na Indústria 4.0?

Uma das medidas que as empresas devem tomar é a conscientização do trabalhador. O profissional deve ser preparado, por meio de treinamentos, para lidar com as tecnologias no ambiente de trabalho. Com as devidas orientações, é possível evitar o impacto negativo no aspecto emocional, diminuindo o nível de estresse e contornando os maiores desafios de SST na Indústria 4.0.

Outra providência fundamental é cuidar da prevenção de acidentes. Nesse quesito, a tecnologia é uma aliada importante. Um exemplo são os sensores que podem ser instalados para controlar o acesso de pessoal em áreas de risco. Além disso, existe a possibilidade de monitorar os ambientes de forma mais eficaz, prevendo e reduzindo os riscos.

Portanto, fica evidente a importância de realizar uma boa gestão de SST na Indústria 4.0, especialmente enquanto a empresa passa pelo período de transição com a implementação de novas tecnologias. Assim, a segurança e a saúde dos trabalhadores serão preservadas para que todos, tanto eles quanto a corporação, sejam beneficiados.

B2B, 19/nov

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Sala Comercial no centro empresarial Barra Prime Office na Barra da Tijuca - R$ 2.400,00




NR 35: a importância dos treinamentos na prevenção de acidentes


Quando se trata de trabalho em altura, a atenção precisa ser redobrada, pois, há muitos metros do chão, qualquer imprevisto ou acidente com o trabalhador tende a ser grave e prejudicial e o risco de queda pode ter consequências  fatais. Daí a importância do cumprimento das determinações da NR 35 na prevenção de acidentes, uma vez que traz responsabilidades tanto para os empregadores, que precisam garantir a aplicação das medidas de proteção estabelecidas pela Norma, quanto para os empregados, que devem colaborar com a implementação das disposições contidas na NR 35.

Entre as exigências da Norma, está a realização da Análise de Risco, antes da realização de atividades em altura, assim como a necessidade de observação das atividades a serem cumpridas e de como estão as condições do ambiente do trabalho, como, por exemplo, a possibilidade de exposição a ventanias e chuvas. Também é preciso garantir a implementação das medidas de proteção adequadas, sendo que a seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual devem atender às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda.

Aliado a isso, o empregador deve promover a capacitação dos trabalhadores quanto à realização de trabalho em altura, que deve ser realizado a cada 2 anos ou em casos de: mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho; evento que indique a necessidade de novo treinamento; retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias; e mudança de empresa. Os treinamentos são fundamentais para promover conhecimento, conscientização e a segurança no ambiente de trabalho, evitando acidentes.

Capacitação no CPCC

O Seconci-Rio oferece, semanalmente, o curso completo sobre NR35, com aulas práticas e teóricas, envolvendo normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura, análise de risco e condições impeditivas, riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura, medidas de prevenção e controle, sistemas de proteção, condutas em situação de emergência e outros conteúdos. As aulas acontecem no Centro Profissional da Construção Civil, em Jacarepaguá.

A próxima turma acontece na quinta-feira (19) e está com inscrições abertas.

SECONCI, 18/nov