quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

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Quem são os milionários que querem pagar mais impostos

Para um grupo com mais de cem pessoas entre as mais ricas do mundo, os sistemas tributários não são justos.

Um grupo com mais de cem pessoas que estão entre as mais ricas do mundo cobrou governos a ampliar os impostos cobrados sobre eles próprios.

O grupo, batizado de Milionários Patriotas, disse que os mais ricos não estavam sendo obrigados a colaborar com a sua parcela na recuperação econômica global da pandemia do coronavírus.

"Enquanto milionários, sabemos que o sistema atual de impostos não é justo", eles afirmaram em uma carta aberta.

Os signatários incluem a herdeira da Disney Abigail Disney e Nick Hanauer, empresário americano e um dos primeiros investidores da gigante de vendas Amazon. Não há brasileiros na lista.

No fórum, que está sendo realizado vitualmente por causa da Covid, a ONG Oxfam disse que a pandemia fez com que os mais ricos ficassem ainda mais ricos, enquanto ampliou o número de pobres.

O relatório da ONG diz que a redução da renda dos mais pobres tem contribuído com 21 mil mortes todos os dias, mas acrescentou que as dez pessoas mais ricas do mundo dobraram suas fortunas desde março de 2020.

Uma pesquisa do banco Credit Suisse revelou que, em 2020, 5,2 milhões de pessoas se tornaram milionárias, elevando o número total de milionários no mundo para 56,1 milhões.

O braço britânico da Milionários Patriotas disse que uma análise da Fight Inequality Alliance, da Oxfam e do Institute for Policy Studies revelou que um imposto anual de 2% sobre pessoas com mais de US$ 5 milhões (R$ 27,3 milhões), 3% para pessoas com mais de US$ 50 milhões (R$ 273 milhões), e 5% para bilionários geraria US$ 2,52 trilhões (R$ 13,78 trilhões) por ano.

O grupo afirma que taxar os 119 mil britânicos mais ricos com esses valores geraria 43,71 bilhões de libras esterlinas (R$ 325,75 bilhões) adicionais ao ano.

Eles disseram que o valor poderia ser usado para evitar o plano de aumentar impostos para financiar serviços sociais na Inglaterra, pagar os salários de 50 mil enfermeiros e ampliar o crédito disponível no país.

O grupo afirmou que, globalmente, US$ 2,52 trilhões poderiam tirar 2,3 bilhões de pessoas da pobreza e produzir vacinas para todo o mundo.

Gemma McGough, empresária britânica e fundadora do Milionários Patriotas no Reino Unido, disse: "Para o bem estar de todos - tanto ricos quanto pobres - é hora de corrigirmos os erros de um mundo desigual. É hora de taxarmos os ricos."

Na carta aberta, os signatários disseram que líderes empresariais e políticos "não encontrariam a resposta num fórum privado" e eram eles próprios são "parte do problema".

BBC, 20/jan

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

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Planalto articula para ter aval do TCU à venda da Eletrobras até março

Para reduzir o impacto do aumento da conta de luz em ano eleitoral, o Planalto intensificou a pressão para fechar a capitalização da Eletrobras até maio e, assim, diluir os encargos que impactam a tarifa aos consumidores.

Aprovada pelo Congresso, a privatização da Eletrobras acontecerá pelo modelo capitalização. Mas o processo empacou no Tribunal de Contas da União (TCU), que precisa dar aval em duas etapas de análise.

O Planalto tem mantido conversas com os ministros do TCU para garantir que, em março, o pedido de vista feito pelo ministro Vital do Rego, que paralisou a análise do processo relacionado à privatização da Eletrobras no tribunal, seja resolvido junto com as pendências levantadas por outros integrantes da corte.

O TCU liberou o governo a dar prosseguimento às etapas necessárias para viabilizar a privatização da Eletrobras, mas condicionou a operação ao aval dos ministros, o que não vai acontecer antes de março.

Uma oferta primária de ações da empresa para que a União deixe de ter 72,33% do capital votante e passe a ter 45%, deixando assim de ser acionista majoritária, precisaria ocorrer até maio para que parte do bônus de outorga possa diluir os encargos do sistema, que são cobrados dos consumidores residenciais e pequenos negócios.

Uma assembleia geral com os acionistas da Eletrobras foi marcada para fevereiro. Eles têm de aprovar o modelo de privatização.

O impacto dos encargos gerados pela conta Covid e pela crise hídrica levaram a um aumento na conta de luz que pesa no bolso dos consumidores. Em alguns casos, a tarifa subiu mais de 25%.

Ana Flor, 19/jan

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

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Barril de petróleo Brent atinge preço mais alto desde 2014

Cotação atingiu US$ 88 nesta terça-feira (18). Brent deve quebrar barreira de US$100 com demanda firme, avalia Goldman Sachs.

O barril de petróleo Brent atingiu, nesta terça-feira (18), seu preço mais alto em mais de 7 anos, alimentado por tensões geopolíticas, perturbações na oferta e demanda crescente, apesar da preocupação com a variante ômicron.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte atingiu US$ 88 em Londres, um recorde desde 30 de outubro de 2014, quando atingiu US$ 86,74, segundo a agência France Presse. Na véspera, fechou em alta de 0,5%, a US$ 86,48 o barril.

Já preço do barril WTI atingiu era negociado nos EUA acima de US$ 85, também alcançando o maior preço desde outubro de 2014.

Em 2021, o preço do petróleo Brent escalou mais de 50% e o de WTI mais de 55%, impulsionados pela reativação da demanda com o fim das restrições sanitárias no começo do ano.

A disparada do preço do petróleo tem provocado um aumento nos preços dos combustíveis em todo o mundo.

Brent deve quebrar barreira de US$ 100, diz Goldman Sachs

Os preços do petróleo Brent devem superar os US$ 100 por barril neste ano, afirmaram analistas do Goldman Sachs, acrescentando que o mercado de petróleo continua em um "déficit surpreendentemente grande" já que o golpe da variante Ômicron do coronavírus na demanda pela commodity é, até agora, menor do que o que era esperado.

O impacto da Ômicron na demanda provavelmente será compensado pela substituição do petróleo pelo gás, por aumentos nas interrupções de demanda, pela escassez do produto em países da Opep+, e pela produção abaixo do esperado no Brasil e na Noruega, apontaram analistas.

A demanda global por petróleo cresce 3,5 milhões de barris por dia em 2022, no comparativo anual, com a demanda no quarto trimestre atingindo 101,6 milhões de barris diários.

O Goldman espera que os balanços da OCDE caiam para o menor nível desde 2000 até o verão no hemisfério norte, e a capacidade sobressalente da Opep+ deve cair para níveis historicamente baixos, dada a diminuição da perfuração nos principais países da Opep e com as dificuldades da Rússia para aumentar a produção.

"Esperamos uma queda ainda maior na produção dos países da Opep+ para cotas ainda menores em 2022, com um aumento de apenas 2,5 milhões de barris por dia na produção esperada para as próximas nove altas".

Os preços mais altos vão permitir que a Opep diminua seu caminho mensal de alta para preservar a capacidade sobressalente, com a aceleração no crescimento da produção de xisto oferecendo um tampão necessário nos estoques, acrescentou o Goldman Sachs.

G1, 18/jan