segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Apartamento 3 Quartos no Recreio dos Bandeirantes - R$ 610.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/13413/apartamento-3-quartos/apartamento,-3-quartos-%281-su%C3%ADte%29,-recreio,-venda/recreio-dos-bandeirantes

Bancos têm ao menos 90 mil imóveis retomados por dívida, o que atrasa recuperação da construção


Os cinco principais bancos do país - Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander - detêm entre 90 mil e cem mil imóveis retomados em pagamento a dívidas, segundo levantamento da ReSale, plataforma especializada na venda desses imóveis e cujo controle foi comprado pelo BTG Pactual em maio. Este total equivale a 74% dos 121,5 mil imóveis novos e prontos para venda no país, de acordo com dados da Abrainc, entidade que reúne as incorporadoras. O inchaço da carteira de imóveis nas mãos dos bancos é mais um entrave à retomada da construção civil pelo aumento da oferta ou pelo crédito mais restrito.

Os cinco bancos fecharam o primeiro semestre do ano com R$ 18,14 bilhões em bens retomados por inadimplência, a maioria imóveis, um avanço de 14,4% em um ano. A Caixa, sozinha, detém 61% do total, com R$ 11 bilhões. No fim de 2018, o banco estatal somava perto de 63 mil imóveis na carteira. Eles estavam avaliados em R$ 11,5 bilhões.

- Estimamos até cem mil imóveis (retomados), mas, se os bancos seguissem à risca a régua de cobrança desse bens, esse número seria até três vezes maior. E eles não o fazem justamente pela dificuldade que encontram para vendê-los - diz Marcelo Prata, fundador e diretor executivo da ReSale. - Banco não é imobiliária. Ele não sabe vender, e custa caro para manter esses imóveis no balanço. Ele tem que arcar com custos como IPTU e condomínio e até com o risco de invasão. Logo, apesar de o imaginário popular dizer o contrário, tomar imóvel é um péssimo negócio para ele.

Setor foi destaque no PIB

O comportamento da construção civil foi um dos destaques da alta de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano. O setor cresceu 2% no período frente a 2018, primeira expansão depois de 20 trimestres de queda. O avanço foi impulsionado pelo aumento de 10,7% no crédito para financiamento habitacional, o que acabou ampliando a abertura de vagas.

Representantes do setor, porém, avaliam que o número elevado de imóveis nas mãos dos bancos pode afetar os avanços do setor:

- Com a retomada subindo, os bancos tendem a ser mais criteriosos na concessão de financiamento para o setor produtivo. Isso pode frear projetos na construção, o que afeta diretamente a geração de emprego e renda do setor, que tem alta importância no PIB - comenta Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ, que reúne as construtoras cariocas.

Luis Santacreu, analista da Austin Rating, explica que os imóveis são "pesados" para os balanços dos bancos, pois consomem capital importante, diminuindo a liberdade que as instituições têm para emprestar.

Prata, da ReSale, também vê um impacto indireto:

- Não atrapalha a construção civil de maneira direta, já que são imóveis ainda ocupados e cujo comprador é, em geral, um investidor, não alguém que queira morar. Mas, se os bancos não conseguem se desfazer desse estoque, eles começam a ficar mais exigentes no financiamento imobiliário. Isso, sim, pode prejudicar a construção civil.

Há, porém, quem avalie essa carteira de imóveis retomados como uma via paralela: 

- É uma espécie de terceiro mercado para venda de imóveis, diferente dos de imóveis novos e de usados. O de retomados é composto, em sua maioria, por imóveis com problemas. Têm dívidas, processos na Justiça, estão ocupados e não têm as melhores localizações. A maior parte é de baixa renda, faixa mais sensível ao emprego - explica José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

Segundo Prata, até 2014, os leilões eram capazes de escoar o volume de imóveis retomados. Com a crise derrubando emprego e renda, porém, o estoque deu um salto e os bancos começaram a enfrentar dificuldades para se desfazer do passivo. O fundador da ReSale calcula que o volume venha dobrando a cada ano desde então.

- O volume de imóveis retomados reflete a situação da economia. Apesar de percebermos sinais de melhora no ambiente econômico, o desemprego continua alto, a classe média segue com a renda achatada e buscando solução na informalidade. E é um estoque que vai voltar para o mercado - alerta Hermolin.

Ofertas e parcerias
No primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil retomou 1.045 imóveis, quase o equivalente ao total de 2018, que foi de 1.152 imóveis. Ao todo, o banco tem 2.900 dessas unidades em estoque, tendo vendido apenas 164 delas no ano passado.

Para frear a expansão no estoque de imóveis retomados, diz Hermolin, é preciso reativar a economia de forma a reduzir a inadimplência, gerar emprego e adotar ações práticas para a venda desses ativos.

Os bancos vêm buscando caminhos. Dado o tamanho do seu estoque, a Caixa vem tentando, sem sucesso, reduzi-lo por meio de soluções de atacado, segundo Prata. Ainda em 2017, o banco fechou parceria com os membros do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) para vender as unidades, oferecendo 5% de corretagem. Mas o problema continuou crescendo, e a Caixa passou a buscar soluções junto a fundos especializados na compra de ativos problemáticos, como a Enforce (também do BTG) e o fundo americano Cerberus. Os valores obtidos, contudo, não se mostraram relevantes. Há a expectativa de que a Caixa volte a estruturar uma oferta para grupos desse segmento ainda este ano.

Para Vinicius Costa, presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), a legislação que assegura ao banco o imóvel como garantia do empréstimo funciona, neste momento, como "um feitiço que virou contra o feiticeiro":

- O patrimônio imobilizado nesses bens retomados traz prejuízo. E tem forçado os bancos a flexibilizarem as negociações com mutuários. Um imóvel retomado vai a leilão primeiramente pelo valor da dívida. Se não for vendido, há um segundo leilão, pelo valor de avaliação. Mas não é o investimento mais vantajoso.

O mercado imobiliário também vem experimentando crescimento. No segundo trimestre, registrou aumento de 16% nas vendas sobre igual período de 2018, segundo a Cbic.

- Há crescimento. Apenas nos mercados em situação econômica difícil é que esse estoque de retomados pode representar um problema - diz Martins.

Os bancos lançaram novas modelagens de crédito imobiliário. A Caixa saiu com o financiamento reajustado pelo IPCA, e o BB optou por descontos que variam conforme o prazo de pagamento.



O Globo online, Glauce Cavalcanti e Rennan Setti, 16/set

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte no Grajaú - R$ 740.000,00




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Alto padrão puxa retomada no Rio e anima construtoras


O mercado de alto padrão está puxando a recuperação do setor de construção civil na capital carioca, depois de ter atingido o fundo do poço em 2017. Construtoras que atuam no segmento estão tirando os projetos da gaveta, como no caso da Concal , que planeja lançar nove empreendimentos residenciais e comerciais no Rio nos próximos 12 meses, com um valor geral de vendas (VGV) estimado em mais de R$ 900 milhões.

Um dos lançamentos deste ano será no terreno onde funcionava o tradicional restaurante Antiquarius, frequentado pelo ex-governador Sérgio Cabral, no Leblon. O prédio, localizado a alguns metros da praia na rua Aristides Espíndola, tem um VGV de R$ 58,5 milhões. Para dar início à construção de um prédio de seis andares, teve que brigar na Justiça para destombar o imóvel. Em 2011, o então prefeito Eduardo Paes tornou o restaurante um bem tombado pela "excelência na gastronomia" e por ser ponto de encontro de políticos, artistas e intelectuais.

"Compramos o Antiquarius e demolimos. Das seis unidades já vendemos cinco", disse o fundador e presidente da Concal, José Conde Caldas, citando o pré-lançamento do imóvel. Segundo o executivo, que comanda a empresa ao lado dos filhos, há demanda por imóveis novos de alto padrão.

A briga na Justiça pelo destombamento do restaurante durou cinco anos. "Tombaram as panelas do Antiquarius. Para você ver como era a intervenção política. Ganhamos em primeira e segunda instância ", diz o vice-presidente da empresa, Rodrigo Conde Caldas.

De acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-Rio), a partir do último trimestre de 2018 e em 2019, os sinais de recuperação no mercado carioca ocorrem no segmento acima de R$ 1,5 milhão. "Essa camada da população já tinha recursos para fazer um investimento imobiliário, mas não tinha coragem de fazer o investimento", diz o presidente da entidade, Claudio Hermolin. A Ademi estima um crescimento de 50% das vendas e dos lançamentos no Rio neste ano.

No auge do mercado carioca, entre 2010 e 2013, a média anual de lançamentos foi de R$ 10 bilhões. Em 2019, deve chegar a R$ 3 bilhões, ante R$ 2,1 bilhões em 2018 e R$ 1,5 bilhão em 2017, estima Hermolin. "O mercado saudável deve ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões", afirma. Hoje, o metro quadrado médio no Rio é de R$ 9.364, segundo o índice FipeZap. No Leblon, o preço sobe para R$ 20.366.

Além do prédio onde funcionava o Antiquarius, a empresa tem mais outros dois lançamentos previstos para o Leblon, incluindo um edifício só com studios de 40 metros quadrados. 

Trata-se de uma novidade na história recente do Rio, que passou a ser permitida após mudança na legislação, para uma área útil média de 35 metros quadrados. A média anterior era de 50 metros quadrados.

"O Rio recebe muitos executivos e as pessoas têm apartamentos no Rio como lazer. E há uma mudança de comportamento de fato, temos metrô até a Barra, as pessoas não têm mais carro", diz o diretor de planejamento e arquitetura, Sergio Conde Caldas.

Entre os lançamentos previstos, o de maior VGV - de R$ 270 milhões - está localizado na Tijuca, na zona norte. No empreendimento avaliado em R$ 270 milhões, Caldas quer repetir o conceito do condomínio de luxo Parque Manjope, lançado pela Concal há quase 30 anos no Jardim Botânico, modelo muito comum na Barra da Tijuca, mas pouco usual na zona sul.

Na esteira de lançamentos de alto padrão, a incorporadora Marcus Cavalcanti lançou imóvel com VGV de R$ 200 milhões, também no Leblon. "Estamos otimistas que as coisas vão acontecer", diz o fundador da empresa, Marcus Cavalcanti.

O diretor de incorporação da RJZ Cyrela, Carlos Bandeira, diz que lançamentos recentes, a partir do segundo semestre de 2018, tiveram demanda elevada. "Temos procurado lançar imóveis que não temos dúvidas de que irão bem", afirma. Este ano, já lançou um empreendimentos de alto padrão em Botafogo e Laranjeiras e avalia outros dois na Lagoa e na Barra. Também vê demanda aquecida para o segmento econômico na cidade.



Valor Econômico, Juliana Schincariol, 13/set

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Cobertura 4 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 1.150.000,00




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Mas o Centro resiste...


A Shell deixou a Barra e está de volta ao Centro ocupando oito andares do Edifício Ventura, na Avenida Chile, perto da Petrobras. E mais: lança esta semana a campanha "O Rio tem essa energia", com o intuito de fortalecer a imagem e a autoestima do estado, ao contar histórias de cariocas e fluminenses que fazem a diferença na sociedade. Estão investindo cerca de R$ 20 milhões nesse projeto. Maravilha.



O Globo, Ancelmo Gois, 12/set