quinta-feira, 18 de julho de 2019

Apartamento 4 Quartos no condomínio Santa Mônica Jardins na Barra da Tijuca - R$ 2.635.000,00




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Governo promete compensar construção civil por liberação do FGTS


A liberação de recursos das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS ), medida que será anunciada nesta quinta-feira pelo governo Jair Bolsonaro , não deve afetar o volume de dinheiro do Fundo de Garantia usado para financiar a casa própria. O compromisso foi dado por integrantes do governo federal segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

- Eles disseram que vão liberar recursos de um lado, mas compensar de outro. Ainda não sei detalhes, mas tivemos o compromisso de que os recursos para financiamento da casa própria não serão afetados - disse Martins ao GLOBO.

O executivo da CBIC lembra que do total de R$ 78 bilhões do orçamento do FGTS em 2019, cerca de R$ 69 bilhões serão destinados à habitação.

- Já é um número 5% inferior ao que foi destinado ano passado. Se considerarmos a inflação, em valores reais, a queda é um pouco maior. Não tem sentido descapitalizar o FGTS - afirmou o presidente da CBIC.

Para Martins, um governo que lutou para incluir a capitalização na proposta de reforma da Previdência, como uma nova forma de poupança para a aposentadoria, não pode abrir mão dos recursos do FGTS, uma das poucas fontes de poupança do país.

- O FGTS é uma das poucas fontes de poupança do país. Não acredito que este governo vá abrir mão dela, já que o próprio governo queria a capitalização como uma nova forma de poupança para a aposentadoria - disse Martins.
 
O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta quarta-feira na Argentina, a liberação de recursos do FGTS. Segundo ele, a medida é uma "pequena injeção na economia".
Ceticismo

Daniele Akamine, advogada especialista em economia da construção civil, é cética em relação a uma possível compensação do governo ao esvaziamento do FGTS. Para ela, no atual quadro de crise fiscal, isso dificilmente vai acontecer, já que não há recursos.

- Se o governo tem recursos para compensar os saques do FGTS, poderia injetar esse dinheiro diretamente na economia para estimulá-la sem mexer com o FGTS - disse a advogada. 

A advogada observa que nos últimos três anos, 44% dos lançamentos do programa Minha Casa, Minha Vida foram financiadas com os recursos do FGTS. Akamine afirma que mesmo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), nos imóveis de até R$ 1,5 milhão, também são usados recursos do FGTS para financiamento.
 
- O governo vai apagar um incêndio na economia, mas cria um problema na habitação. Como os empresários vão investir nesse setor se os recursos para financiamento da casa própria estão sendo esvaziados?

A professora de economia do Insper, Juliana Inhasz, observa que o FGTS é uma espécie de poupança compulsória para a compra da casa própria. Ela afirma que, com os recursos do fundo, muitas famílias que não têm ideia de planejamento ou educação financeira conseguem dar uma boa entrada no imóvel próprio.

- O risco é de as pessoas resgatem seus recursos do fundo e gastarem sem qualquer planejamento. Mesmo com rendimento baixo, o FGTS acaba sendo usado para um objetivo importante na vida das pessoas, especialmente as de renda mais baixa, que é a compra da casa própria. É um jeito compulsório de o brasileiro, que não tem educação financeira, fazer uma poupança - diz.

Recursos ociosos

Para o economista Pedro França, da consultoria GO Associados, dificilmente o governo poderá fazer algum tipo de compensação aos saques do FGTS com recursos do Tesouro. Ele avalia que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, poderia ser utilizado para isso.

França observa que ao limitar os saques das contas ativas do FGTS em até 35% o governo evita que faltem recursos para financiar habitação no curto prazo. O economista ressalta que os últimos dados disponíveis do FGTS mostram que havia sobra de recursos que não estavam empenhados em financiar habitação.

-No fim de 2017, os últimos dados disponíveis do FGTS, mostram que havia R$ 24 bilhões que não estavam empenhados em financiamento habitacional.  Portanto, há recursos ociosos e por isso o governo está fazendo a liberação do FGTS de forma parcimoniosa - afirma França.



O Globo online, João Sorima Neto, 17/jul

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Apartamento 4 Quartos na Barra da Tijuca - R$ 2.200.000,00




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Preço de imóveis próximos de shoppings aumenta na capital


Imóveis próximos de pontos de lazer, como shoppings, são mais caros na cidade de São Paulo. Em alguns casos, os valores são até 65% superiores. O preço acompanha uma tendência de comportamento dos paulistanos, que têm dado preferência à localização das propriedades.

Segundo o coordenador de inteligência de mercado do Grupo Zap, portal de informações sobre o mercado imobiliário e de classificados, Coriolano Lacerda, a localização está sendo um diferencial na procura por imóveis. "As pessoas estão saindo de grandes propriedades para morarem no centro", diz.

Essa mudança no comportamento dos cidadãos tem refletido nos preços de casas próximas de centros comerciais. Exemplo disso é que casas distantes em até 1km de shoppings podem ter um custo até 65% maior em comparação com a média da cidade. O dado é de um levantamento feito pelo Grupo Zap na última semana.

A pesquisa considerou as regiões ao entorno de alguns centros comerciais de São Paulo. A valorização mais expressiva foi para as propriedades próximas ao shopping Vila Olímpia, na zona Sul. Enquanto a média da Capital é de R$ 8.797 por m², a região registra R$ 14.565.

De acordo com a pesquisa do Grupo Zap, as casas ao entorno do Shopping Eldorado são 38% mais valorizadas, média de R$ 12.181/m². Nas proximidades dos shoppings Ibirapuera e Morumbi, chegam a custar 31% e 9% a mais, respectivamente.

O coordenador do Grupo Zap explica que essa valorização não tem tanto peso nas decisões de quem quer comprar ou alugar um imóvel. "As pessoas que buscam propriedades melhor localizadas já entenderam que os preços tendem a ser maiores."

Locomoção - Embora a pesquisa tenha considerado somente os centros comerciais, Lacerda considera que a proximidade com as estações do Metrô ou com outros pontos estratégicos de locomoção na cidade também estão na lista de preferências dos paulistanos na hora de escolher um imóvel. "A localização faz parte dos itens que o imóvel oferece", explica ele.

A administradora e imobiliária Lello também percebeu que os moradores da capital estão considerando mais a localidade na decisão de compra de uma residência. Principalmente, aquelas próximas do Metrô ou de linhas de ônibus. A empresa lançou, em dezembro, um buscador online que pesquisa propriedades com distância de até 1 km das estações. Ou seja, o interessado escolhe uma linha e a partir daí a plataforma mostra as residências ao entorno.

A ideia surgiu após a Lello fazer uma pesquisa que indicava que a maior parte das pessoas que acessavam sua plataforma buscava estar nas proximidades dos transportes públicos.
Segundo Lacerda, do Grupo Zap, outro fator que tem mudado para o mercado imobiliário é o tamanho das construções e dos lançamentos.

"O mercado está focando em imóveis de primeira moradia, mais compactos. Estão reduzindo as metragens tanto para agradar a demanda quanto para não 'sangrarem' com os altos custos." Essas alterações, de acordo com ele, começaram a ser notadas a partir de 2014, quando a crise ainda não havia atingido tão fortemente o setor. Embora projete uma recuperação econômica, Lacerda considera que a tendência de imóveis menores deve continuar.



DCI, Rebecca Emy, 17/jul

terça-feira, 16 de julho de 2019

Apartamento 4 Quartos, 2 Suítes na ABM na Barra da Tijuca - R$ 2.100.000,00




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Incorporadoras têm aumento nas vendas

A safra de prévias de resultados operacionais das incorporadoras, iniciada na semana passada, indica melhora do desempenho das companhias no segundo trimestre. Cyrela, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, EZTec, MRV Engenharia e Tenda lançaram empreendimentos com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 5,11 bilhões, alta de 44,5% na comparação anual, e expansão de 50% frente ao primeiro trimestre.

De abril a junho, as vendas das seis incorporadoras somaram R$ 4,38 bilhões, com crescimento de 38,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. No semestre, as vendas aumentaram 30%, para R$ 7,76 bilhões. Foi considerada apenas a fatia das companhias nos empreendimentos.

MRV, Cyrela e EZTec trouxeram seus números ontem, que mostraram melhora do desempenho na comparação anual. Em entrevista ao Valor, o copresidente da MRV, Rafael Menin, e o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza, disseram que estão otimistas em relação ao mercado imobiliário.

No trimestre, os lançamentos da MRV subiram 5,8%, em base anual, para R$ 1,8 bilhão, maior VGV registrado pela companhia para o período de abril a junho. De acordo com Menin, os lançamentos do segundo semestre serão superiores aos da primeira metade do ano. A companhia mantém a expectativa de lançamentos, vendas e receita líquida em 2019 acima dos indicadores do ano passado.

As vendas líquidas da MRV aumentaram 2,7%, para R$ 1,32 bilhão. Os distratos caíram pela metade, para R$ 121 milhões. Em volume, as rescisões de vendas tiveram queda de 51,3%, para 816 unidades, menor nível em seis anos. A empresa registrou recorde de produção de 10.624 unidades, expansão de 18,9% ante um ano atrás.

De abril a junho, a incorporadora mineira gerou caixa de R$ 62 milhões. O valor poderia ter sido maior se não fosse a compra, em leilão, de terreno em Salvador, por R$ 30 milhões, pagos à vista. A área vai possibilitar lançamento de R$ 797 milhões, o maior empreendimento da MRV na Bahia. A incorporadora projeta gerar caixa no segundo semestre.

A EZTec apresentou ao mercado R$ 313 milhões no trimestre passado - R$ 707 milhões no acumulado do semestre. De acordo com Fugazza, a incorporadora vai lançar R$ 800 milhões no terceiro trimestre. No período, o principal empreendimento a ser apresentado, com VGV de R$ 550 milhões, será o projeto residencial do Parque da Cidade, comprado da OR Empreendimentos e Participações, incorporadora do grupo Odebrecht.

Até o fim de setembro, a EZTec pretende alcançar o teto da sua meta de lançamentos para 2019. A faixa projetada pela companhia para o ano vai de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão. "Vamos cumprir o 'guidance' com muita facilidade", afirma Fugazza.

No segundo trimestre, a EZTec registrou vendas líquidas de R$ 372 milhões, patamar não obtido desde o primeiro trimestre de 2011. "O ganho real de preços voltou a acontecer", conta o diretor de relações com investidores. Segundo Fugazza, tem havido expansão de vendas de lançamentos e estoques da incorporadora.

Considerando-se a participação dos sócios nos empreendimentos, a Cyrela lançou R$ 2,086 bilhão, de abril a junho, com crescimento de 112,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas líquidas tiveram expansão de 79,4%, para R$ 1,9 bilhão. A companhia teve participação de 84% nos lançamentos e de 75% das vendas.

Segundo o Secovi-SP, as vendas de imóveis residenciais novos, na cidade de São Paulo, cresceram 43,7% em maio, na comparação anual, para 3.100 unidades. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontam aumento de 50,7% dos lançamentos imobiliários, para 2.594 unidades.

Nos 12 meses encerrados em maio, o volume comercializado teve incremento 19,5%, para 32.642 unidades, na capital paulista, conforme o Secovi-SP. Os lançamentos cresceram 32%, na mesma base de comparação, para 30.689 unidades.



Valor Econômico, Chiara Quintão, 16/jul