segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 640.000,00

 


Ipanema tem valorização acima da média global e recoloca suas ruas no topo das Américas

 

Duas ruas comerciais do bairro ficaram entre as 30 mais caras das Américas, mesmo após anos de retração e saída de marcas de luxo.

O mercado imobiliário comercial do Rio, especialmente no bairro de Ipanema, voltou a ganhar destaque internacional. Segundo o estudo Main Streets Across the World, da consultoria Cushman & Wakefield, duas ruas do bairro ficaram entre as 30 mais caras das Américas, movimento que reforça a força comercial da região, mesmo após anos de retração e saída de marcas de luxo.

De acordo com o relatório, o aluguel na Rua Visconde de Pirajá registrou alta de 30% em 2025, alcançando o equivalente a € 821 por metro quadrado ao ano, o que garantiu ao endereço a 28ª colocação no ranking continental.

Logo atrás, na 29ª posição, aparece a badalada Garcia D’Ávila, que teve valorização de 20%, atingindo € 784 por metro quadrado ao ano. A rua, conhecida por reunir grifes internacionais e lojas de alto padrão, já chegou a esteve, inclusive, entre as mais caras do mundo, ocupando o topo de rankings globais há poucos anos.

Baixas recentes

Apesar do histórico, a Garcia D’Ávila passou por um período de esvaziamento. Diversas marcas de luxo deixaram o endereço, migrando para shoppings. O principal fator dessa debandada foi o custo elevado do aluguel.

Para se ter uma ideia, aluguéis de lojas desocupadas na rua podem ultrapassar os R$ 100 mil. A Louis Vuitton foi a primeira a deixar a via, encerrando as atividades em um imóvel onde pagava cerca de R$ 150 mil mensais, além de um IPTU superior a R$ 18 mil e luvas de R$ 1,5 milhão para contratos longos. Após a saída da marca francesa, outras lojas seguiram o mesmo caminho.

Diário do Rio, Mercado Imobiliário, 08/dez

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte em Jacarepaguá - R$ 810.000,00 - R$ 4.200,00


Quitinetes de R$ 1 milhão: 5 bairros com o metro quadrado mais caro do Brasil


Levantamento revela que pequenas quitinetes em bairros de luxo podem custar quase R$ 1 milhão, enquanto imóveis maiores superam R$ 10 milhões.

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de contrastes que chama a atenção de especialistas e compradores: enquanto o país ainda debate a acessibilidade à moradia, os bairros mais valorizados do Brasil registram valores que impressionam até investidores experientes.

Um novo levantamento da Loft, baseado em 450 mil anúncios residenciais ativos entre agosto e outubro de 2025, revela que, nas regiões mais exclusivas, tanto imóveis compactos quanto residências de alto padrão alcançam cifras que ultrapassam qualquer expectativa.

A pesquisa confirma a existência de bolsões de luxo em grandes centros urbanos, onde o preço do metro quadrado atinge patamares recordes, chegando facilmente aos R$ 32 mil em unidades de 30 m², avaliadas em quase R$ 1 milhão.

Nos imóveis de maior metragem, esse valor dispara: casas e apartamentos ultrapassam R$ 10 milhões, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú.

Quitinetes de R$ 1 milhão: o metro quadrado mais caro do país

O segmento de imóveis compactos, entre 25 m² e 30 m², registra algumas das maiores valorizações do mercado imobiliário brasileiro.

No topo do ranking aparece o Itaim Bibi (São Paulo), onde uma unidade de menos de 30 m² tem preço médio de R$ 914 mil, resultado de um valor por metro quadrado que ultrapassa R$ 32 mil.

Logo em seguida vem a Gávea (Rio de Janeiro), com preço médio de R$ 834 mil, seguida por bairros como Vila Nova Conceição, Três Figueiras, Jardim Paulistano, Pinheiros e Vila Olímpia.

Esses locais têm algo em comum: alta demanda, escassez de oferta e um público que prioriza localização estratégica, serviços ao redor, segurança e mobilidade.

Segundo a Loft, essa combinação torna os compactos extremamente líquidos, ou seja, vendem-se rapidamente, o que impulsiona ainda mais o preço do metro quadrado.

Profissionais solteiros, executivos, investidores e pessoas que passam pouco tempo em casa estão entre os principais compradores.

Onde o metro quadrado explode: 5 bairros com maior valor em imóveis compactos

Entre os destaques do ranking nacional estão:

1. Itaim Bibi (SP): R$ 914.669 por unidade, R$ 32.740/m²

2. Gávea (RJ): R$ 834.914 por unidade, R$ 28.836/m²

3. Vila Nova Conceição (SP): R$ 696.183 por unidade, R$ 27.183/m²

4. Três Figueiras (RS): R$ 696.157 por unidade, R$ 27.040/m²

5. Jardim Paulistano (SP): R$ 682.900 por unidade, R$ 25.451/m²

São Paulo domina o ranking, com 16 dos 30 bairros mais caros para imóveis compactos, seguida por Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Imóveis acima de R$ 10 milhões: o alto padrão que redefine o luxo no Brasil

No outro extremo da lista, os imóveis de grande porte revelam um cenário igualmente impressionante. Três bairros ultrapassam a faixa dos R$ 10 milhões em média.

1. Residencial Dois – Tamboré (Santana de Parnaíba, SP): R$ 12,7 milhões

2. Tamboré (Barueri, SP): R$ 11 milhões

3. Praia do Estaleiro (Balneário Camboriú, SC): R$ 10,6 milhões

A capital paulista também aparece como protagonista, com o prestigiado Jardim Europa, onde os preços superam R$ 10,4 milhões e o metro quadrado ultrapassa R$ 33 mil.

Essas regiões se caracterizam por terrenos amplos, projetos arquitetônicos exclusivos e infraestrutura que oferece privacidade, segurança e status.

Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, a valorização está diretamente ligada à localização privilegiada, ao potencial construtivo e ao perfil de compradores de alto padrão.

Mercado de luxo em expansão

O levantamento também mostra forte presença de bairros nobres em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro, consolidando um padrão nacional de valorização em áreas onde a exclusividade, segurança e qualidade de vida são fatores determinantes.

A partir desses dados, fica claro que o mercado imobiliário de luxo no Brasil segue em expansão tanto nos imóveis compactos ultravalorizados quanto nas megaresidências de altíssimo padrão.

Em ambos os casos, a combinação entre localização estratégica e demanda elevada continua sendo o motor dessa escalada de preços.

Capitalist, Economia, 05/dez

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Casa 3 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 3.000.000,00


Casa destombada pelo STF na Lagoa é demolida

 

Construída no início dos anos 30, o imóvel ganhou destaque noticiário em agosto, quando o DIÁRIO DO RIO revelou com exclusividade o cancelamento de seu tombamento municipal, decisão que abriu caminho para a derrubada definitiva da estrutura.

A famosa mansão da Lagoa destombada pelo STF e uma das últimas residências antigas à beira do espelho d’água, já não existe mais. Depois de quase duas décadas de disputa judicial, o imóvel que ocupava a esquina da Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Joana Angélica foi completamente demolido nesta sexta-feira (28/11). Construída no início dos anos 30, a casa ganhou destaque noticiário em agosto, quando o DIÁRIO DO RIO revelou com exclusividade o cancelamento de seu tombamento municipal, decisão que abriu caminho para a derrubada definitiva da estrutura.

Um dos últimos casarões da Lagoa

O processo que levou ao fim da Casa de Pedra começou ainda em 2007. A disputa opôs a Prefeitura do Rio e os herdeiros do empresário Ricardo Haddad, dono da antiga Fábrica Bangu e responsável por um extenso patrimônio familiar na cidade. Eles contestavam o tombamento decretado em 2002 pelo então prefeito César Maia, que colocou a residência e outras oito edificações baixas da orla da Lagoa sob proteção municipal.

A briga se arrastou por instâncias e recursos sucessivos. A Procuradoria Geral do Município ainda tentou reverter decisões favoráveis à família, porém em março deste ano os ministros do STF encerraram o curso do litígio ao rejeitar o último recurso da prefeitura. Com o caso devolvido à Justiça do Rio, a defesa dos proprietários solicitou formalmente que o imóvel fosse retirado da lista de bens tombados, e pouco depois entrou com o pedido de demolição.

Terreno avaliado em R$ 130 milhões

A queda da casa consolidou o destino do terreno, avaliado em cerca de R$ 130 milhões e localizado em uma das áreas mais valorizadas de Ipanema. O lote ao lado, que pertenceu ao restaurante Chico’s Bar, permanece vazio e integra e é de propriedade da mesma família.

Mesmo sem confirmação oficial de venda para alguma construtora, já circulam projetos estudados para ocupar o endereço. O mais avançado atende pelo nome L’Unique Lagoa e prevê apartamentos partindo de R$ 20,4 milhões, além de uma cobertura duplex que começaria em R$ 36 milhões. Caso vá adiante, o lançamento terá valor estimado de R$ 60 mil por metro quadrado — índice 170% acima da média atual de Ipanema, hoje por volta de R$ 22 mil/m². Seria, portanto, o empreendimento mais caro da Lagoa nos últimos anos, com preços semelhantes aos negociados na Delfim Moreira, no Leblon, considerado o metro quadrado mais valioso da América Latina.

Quem é a família Haddad

A família Haddad ganhou destaque no mapa econômico do Rio nos anos 1990, quando Ricardo Haddad adquiriu a Fábrica de Tecidos Bangu e herdou todo o conjunto patrimonial da antiga família Silveira, proprietária original do complexo. O espólio incluía mais de duzentas casas espalhadas por bairros inteiros da Zona Oeste, como Bangu, Padre Miguel, Realengo e Magalhães Bastos, formando um dos maiores domínios privados da região.

Anos mais tarde, ele tentou negociar a antiga mansão do Dr. Silveirinha, símbolo máximo daquele ciclo industrial. Primeiro para um grupo supermercadista, depois para uma igreja. Nenhuma das propostas avançou. Para que qualquer projeto saísse do papel, seria necessário suprimir árvores centenárias do terreno, e uma denúncia feita pelo movimento Casa do Dr. Silveirinha ao Ministério do Meio Ambiente barrou a autorização e congelou o negócio.

O empresário comandou a fábrica até 2004, ano em que o empreendimento que marcou gerações encerrou as operações. Apesar disso, a família permaneceu proprietária do conjunto imobiliário, hoje alugado para a Allos, sucessora da antiga Aliansce e administradora do Bangu Shopping. A herança industrial se mantém também fora da capital: ainda existem bens ligados ao setor têxtil sob domínio dos Haddad em Petrópolis.

Diário do Rio, 04/dez