sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Apartamento 3 Quartos em condomínio fechado na Barra da Tijuca - R$ 990.000,00




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Jardins de um discípulo de Burle Marx


Às vésperas da Olimpíada, faltava à Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon, dinheiro para qualquer melhoria, incluindo uma necessária repaginada no visual. Solidário, o paisagista niteroiense Alexandre Monteiro entrou em campo e presenteou a Deat com um novo jardim. A ação fez parte de uma força-tarefa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio para ajudar a delegacia.

Em Niterói, Alexandre assina diferentes trabalhos, como os belos jardins do Country Clube de Pendotiba e o paisagismo da Maternidade São Francisco e de muitas residências. O talento do niteroiense, com 22 anos de carreira, pode ser medido pelo jardim da casa de sua família, em Pendotiba, frequentemente solicitado como cenário para fotos de noivas e por editoriais de moda. Há também os curiosos que vez ou outra batem no portão atrás do "famoso jardim da Rua das Árvores".

Formado em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio, ele fez escola também no escritório Burle Marx, onde começou a trajetória como paisagista, em 1994. Hoje ele é o engenheiro agrônomo responsável técnico pelo escritório, comandado pelo maior discípulo de Burle Marx, Haruyoshi Ono. Como fazia o mestre, ele gosta de conhecer o local e acompanhar todo o processo de execução de um jardim.

- Para a realização de um bom trabalho é preciso bom senso, estar em sintonia com meio ambiente, entender as expectativas do cliente e proporcionar-lhe a oportunidade de participar do projeto - explica ele, dizendo que, em tempos de crise, uma alternativa ao projeto paisagístico tradicional é a contratação da consultoria de um profissional. - Na consultoria, o paisagista avalia aspectos como a topografia do terreno, a vegetação do entorno e a luminosidade.

Na cidade, ele compra plantas no Sítio Carvalho e na Florália. Alexandre também cultiva suas próprias plantas, em Pendotiba. O site do paisagista é emporiodasplantas.com.br.



O Globo, Ana Cláudia Guimarães, 26/ago

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Cobertura 4 Quartos no Jardim Oceânico na Barra da Tijuca - R$ 5.100.000,00




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Proposta do BNDES prevê 100% de esgoto tratado no Rio em 15 anos


O modelo de privatização do serviço de saneamento prestado pela Cedae que foi proposto pelo BNDES ao governo do Estado do Rio prevê a universalização da coleta e tratamento de esgoto em 15 anos e a de abastecimento de água em cinco anos, segundo fontes a par das negociações. Nas conversas mantidas entre o banco e o governo, a fórmula de subsídio cruzado das tarifas é um dos pontos que caminham para o consenso. Mas ainda há divergências quanto à cobertura geográfica de uma eventual concessão e dúvidas quanto à cobrança de outorga e ao futuro dos empregados da estatal.

Para cumprir as metas de universalização, trabalha-se com uma estimativa de R$ 21 bilhões de investimentos em um prazo de 30 anos, dos quais R$ 16 bilhões iriam para coleta e tratamento de esgoto, e R$ 5 bilhões, para o fornecimento de água. Segundo a Cedae, o índice de abastecimento de água nos 64 municípios atendidos por ela é de 93%. Já o de tratamento de esgoto é de apenas 30,7%, de acordo com o Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (Snis).

O modelo proposto pelo BNDES prevê a concessão do serviço de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto da Cedae à iniciativa privada. A Cedae continuaria a atuar na produção, tratamento e transporte de água até as adutoras. O estado seria dividido em quatro áreas geográficas, que seriam concedidas individualmente, abrangendo todos os municípios atendidos pela estatal. A ideia é que diferentes concessionários assumam cada área. Desde que o modelo foi apresentado, empresas privadas manifestaram interesse no projeto.

GOVERNO DO RIO QUER PRIORIDADE PARA 11 CIDADES

O governo do estado, porém, defende a concessão de 11 municípios, principalmente localizados no entorno da Baía de Guanabara. Na avaliação do governo, segundo fontes, essas cidades deveriam ter prioridade, porque a Baía ainda recebe enorme quantidade de esgoto in natura.

A proposta do BNDES prevê ainda um sistema de subsídio cruzado, no qual a tarifa de água que a concessionária pagará para a Cedae seria mais alta que nos demais municípios. Esse sistema foi a forma encontrada pelo BNDES para viabilizar o avanço da infraestrutura de saneamento no interior do estado, onde os índices de cobertura do serviço são menores que na capital e que, por isso, demandará mais investimentos. O governo estadual já acena com a concordância da fórmula, mas ainda estão em discussão quais seriam os valores cobrados.

Em nota, o governo estadual confirmou que pediu a inclusão dos estudos sobre os serviços de distribuição de água e saneamento no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), mas disse que "o formato ainda não foi definido e as discussões com o BNDES estão em curso". O objetivo, segundo o governo, "é fortalecer a Cedae e ampliar os investimentos em saneamento. O BNDES, por sua vez, diz que "proporá a inclusão da Cedae no PPI na reunião do dia 12 de setembro" e que, "aprovada a inclusão, o banco vai trabalhar com o governo do Rio no detalhamento da modelagem das concessões".

Um dos pontos que ainda serão discutidos é a cobrança de outorga. O banco defende que não seja cobrada, mas, no setor, há uma avaliação de que o governo estadual poderia fazer alguma pressão nesse sentido, devido à crítica situação fiscal do estado. Outra preocupação do governo é com o futuro dos empregados da Cedae. Uma das possibilidades aventadas seria permitir a migração desses trabalhadores para a nova concessionária, a exemplo do que foi feito nos aeroportos privatizados.

COM CONCESSÃO, RECEITA DA CEDAE DOBRARIA

Um dos desafios de um eventual novo operador será combater a inadimplência. Hoje, boa parte dos municípios atendidos pela Cedae recebe a água de forma intermitente, o que acaba estimulando a postergação do pagamento da conta, na avaliação de especialistas. Além de melhorar a qualidade do fornecimento hídrico, a concessionária também terá que investir na instalação de hidrômetros. Muitas residências são desprovidas desse equipamento, o que faz com que nem a Cedae saiba com precisão qual o consumo de água.

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- Quase todos os municípios atendidos pela Cedae convivem com fornecimento de água intermitente. A rede tem muitos vazamentos, o que leva a uma grande perda de água. E, como a Cedae não entrega (a água) mesmo, não adiantar cortar a água quando uma pessoa não paga a conta - diz Dora Negreiros, membro do conselho da ONG Instituto Guanabara, que acompanha a situação da Baía e do saneamento dos municípios a seu redor.

Segundo fontes, com a melhoria do serviço e e o combate à inadimplência, o faturamento da Cedae - hoje de R$ 4 bilhões por ano - poderia mais que dobrar após 15 anos de concessão.

A Cedae disse que "não há interrupção do abastecimento em qualquer localidade, mas, como parte da Baixada Fluminense é abastecida por mananciais, pode haver flutuação no fornecimento de água quando há escassez de chuvas, o que reduz os níveis dos mananciais e o volume de água captado". Segundo a Cedae, nesses períodos são tomadas medidas para manter o abastecimento, "como a realização de manobras na rede de distribuição". A empresa informa ainda que já iniciou um pacote de obras, orçado em R$ 3,4 bilhões, para "eliminar as flutuações no abastecimento".



O Globo, Danielle Nogueira, 25/ago

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Cobertura 4 Quartos no Americas Park na Barra da Tijuca - R$ 2.800.000,00




O mundo redescobriu o Brasil


Os Jogos Olímpicos foram um absoluto sucesso. Resultado do trabalho de cada operário que construiu os estádios, o metrô, a Vila Olímpica; de cada carioca que informou corretamente o destino aos turistas; de cada garçom que serviu com toda presteza e boa vontade; de cada motorista que não alongou o trajeto para seu passageiro; de cada atleta que teve fair-play; da dedicação dos voluntários e dos profissionais de todas as áreas envolvidas em cada detalhe para receber a maior competição esportiva do mundo. O Brasil fez um extraordinário evento e essa obra é toda ela do povo brasileiro.

O Rio de Janeiro é um cenário inigualável. As praias, a Baía de Guanabara, as montanhas mergulhando no mar, a paisagem natural e as plantas escolhidas por Burle Marx compõem uma beleza de tirar o fôlego de Michael Phelps. Os pessimistas, entretanto, sempre colocaram nas previsões um "MAS" para retirar dos brasileiros a capacidade de organização para receber a Rio 2016. Mas... erraram.

As instalações esportivas foram excepcionais. Os atletas brilharam. Bateram 27 recordes mundiais e 92 olímpicos. O Brasil conquistou 19 medalhas, com o melhor resultado em toda história. Foi um passo para melhorar ainda mais nos próximos Jogos. É importante competir, porque só quem disputa vence. E colocamos vários atletas em novas modalidades, além de melhorar o resultado programado em várias delas, o que demonstra grande evolução. Saltaremos no futuro inspirados no exemplo de Thiago Braz, nosso recordista olímpico do salto com vara. Ou em Isaquias Queiroz, nosso herói da canoagem com sua coleção de três medalhas numa mesma competição. No exemplo de superação incontestável da judoca Rafaela Silva, que venceu a pobreza e o preconceito com um golpe de decência e paixão pelo esporte.

Os exemplos de superação foram muitos. A Seleção Brasileira de Futebol finalmente conquistou o único título que nos faltava na nossa imensa galeria de vitórias. Temos enfim um ouro olímpico recebido no gramado sagrado do Maracanã. Um time que se superou, foi do descrédito ao olimpo abrindo um caminho que o Brasil deve seguir também em outros campos.

Mostramos a fibra de que somos feitos quando o líbero Serginho entrou em quadra novamente carregando o orgulho de vestir as cores da Seleção Brasileira de Voleibol. Garra, vigor, entusiasmo, companheirismo, talento e lealdade são atributos da trajetória desse exemplo para várias gerações de brasileiros. Os jogadores venceram não só os adversários, mas também as dores, contusões e os seus limites. Formaram um conjunto espetacular.

Esse espírito de trabalho conjunto é que nos dá um exemplo de como trabalhar pelo Brasil. Vamos continuar a manter os grandes projetos no Ministério do Esporte e será mantida nossa política esportiva para nos tornamos no futuro uma potência olímpica. O Brasil investiu R$ 4 bilhões numa rede nacional de treinamento que continuará formando novos esportistas em várias modalidades. Vamos buscar parceiros na iniciativa privada para avançar ainda mais. Além disso, continuaremos com o trabalho de nossas Forças Armadas, que dão condições para o treino e para a evolução de vários medalhistas olímpicos. Exército, Marinha e Aeronáutica são os maiores celeiros de vencedores desta competição. Foram 12 os atletas militares a subir no pódio na Rio 2016.

Foi uma grande vitória. E muito além das arenas de competição. No Boulevard Olímpico, caminhando ou no VLT, uma multidão circulou numa área recuperada para a cidade. Muitos turistas estrangeiros felizes passaram por Ipanema, Copacabana, Barra da Tijuca... E 87% deles querem voltar. Foram 98,7% a dizer que a viagem atendeu todas as suas expectativas. A hospitalidade foi elogiada por 92% dos brasileiros e 98% dos estrangeiros. Nossa segurança foi muito bem avaliada, assim como os serviços de hotelaria e nossa culinária mostrou toda sua riqueza e sabor.

A festa de encerramento foi exatamente isso: uma festa alegre, celebração de povos e todos juntos sambando sob a chuva que lavou a alma dos brasileiros nestes Jogos Olímpicos inesquecíveis. O Rio de Janeiro mostrou ao mundo que o Brasil sabe fazer de forma competente, organizada e eficiente o maior evento do mundo. O Rio conquistou o mundo.

A partir de agora, todos os esforços do governo federal serão para que o Brasil reconquiste sua posição merecida no cenário econômico e na diplomacia internacional. Vamos trabalhar para superar todos os desafios e limites impostos nos últimos anos. Temos somente uma certeza: vamos vencer. Um imenso agradecimento ao Rio de Janeiro e a todos brasileiros por fazerem do Rio 2016 um evento maravilhoso. Vamos continuar nosso trabalho em harmonia e paz.



O Globo, Opinião, Michel Temer, 23/ago