quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte no Recreio dos Bandeirantes - R$ 460.000,00

 


Desemprego cai a 7,9% no trimestre terminado em julho, diz IBGE

Desocupação ainda afeta 8,5 milhões de trabalhadores. Número de pessoas ocupadas voltou a crescer após dois trimestres em queda.

A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,9% no trimestre móvel terminado em julho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre fevereiro e abril, o período traz redução de 0,6 ponto percentual (8,5%) na taxa de desocupação. No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 9,1%.

Para um trimestre encerrado em julho, essa é a menor taxa desde 2014, quando foi de 7%. O IBGE chegou a informar que esta seria a menor taxa desde fevereiro de 2015, mas corrigiu a informação: no trimestre de outubro a dezembro de 2022 a taxa também chegou a 7,9%.

Com os resultados deste trimestre, o número absoluto de desocupados teve baixa de 6,3% contra o trimestre anterior, chegando a 8,5 milhões de pessoas. São 573 mil pessoas a menos no contingente de desocupados, comparado também ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2022, o recuo é de 13,8%, ou 1,36 milhão de trabalhadores.

Já o total de pessoas ocupadas cresceu 1,3% contra o trimestre anterior, passando para 99,3 milhões de brasileiros. Na comparação anual, houve crescimento de 0,7%, somando 669 mil pessoas ao grupo.

Na comparação trimestral, o número de pessoas ocupadas voltou a crescer após dois trimestres em queda, segundo o IBGE.

Entre os grupos que puxaram a alta de pessoas ocupadas estão a Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

Veja os destaques da pesquisa

- Taxa de desocupação: 7,9%

- População desocupada: 8,5 milhões de pessoas

- População ocupada: 99,3 milhões

- População fora da força de trabalho: 66,9 milhões

- População desalentada: 3,7 milhões

- Empregados com carteira assinada: 37 milhões

- Empregados sem carteira assinada: 13,2 milhões

- Trabalhadores por conta própria: 25,2 milhões

- Trabalhadores domésticos: 5,9 milhões

- Trabalhadores informais: 38,9 milhões

- Taxa de informalidade: 39,1%

Informalidade ainda pressiona

O aumento da população ocupada também foi puxado pelo trabalho informal. De um total de 1,3 milhão de pessoas que passaram a trabalhar no trimestre, 793 mil estão em postos informais de trabalho.

Ao todo, o total de informais chegou a 38,9 milhões de pessoas. É uma leve subida em relação aos 38 milhões do trimestre anterior, mas ainda menor do que o recorde da série histórica, de 39,2 milhões de maio a julho de 2022.

Neste trimestre também houve queda da população fora da força de trabalho — aquelas que não estão ocupadas junto com as que não estão procurando trabalho. São 66,9 milhões de pessoas, com queda de 0,5 no trimestre e de 3,4% na comparação anual.

Por fim, a taxa de subutilização — que faz a relação entre desocupados, quem poderia trabalhar mais e quem não quer trabalhar com toda a força de trabalho — voltou a registrar queda. São 20,3 milhões de pessoas subutilizadas no país, o que gera uma taxa de 17,8% de subutilização.

Esse número é equivalente a 2015 (17,7%), com queda nas duas comparações: 0,7 p.p. no trimestre e 3,1 p.p. no ano.

Rendimento segue estável

O rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior em R$ 2.935. No ano, o crescimento foi de 5,1%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 286,9 bilhões, recorde da série histórica do IBGE. O resultado subiu 2% frente ao trimestre anterior, e cresceu 6,2% na comparação anual.

Raphael Martins, g1, 31/ago

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte no Recreio dos Bandeirantes - R$ 440.000,00



TCU aprova renegociação de contratos de três usinas da crise hídrica, com economia de R$ 224 mi para consumidores

Termelétricas foram contratadas em outubro de 2021, a preços altos. Processo de conciliação entre empresas e governo passou a ser mediado pelo TCU.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (30) a renegociação dos contratos de três usinas termelétricas contratadas pelo governo na crise hídrica de 2021.

Segundo a Corte de Contas, a economia será de R$ 224 milhões para os consumidores de energia no período de vigência dos contratos.

As térmicas são do grupo BTG Pactual: Linhas Linhares, Povoação e Viana. Foram contratadas no Procedimento de Contratação Simplificada (PCS), em outubro de 2021.

O leilão foi realizado às pressas, quando as chuvas escassas reduziram o nível de geração hidrelétrica e colocaram em risco o suprimento de energia elétrica. O governo queria evitar racionamento no ano seguinte.

O certame determinava que as usinas entrassem em operação até 1º de maio de 2022, mas nenhuma das 14 termelétricas a gás natural conseguiu cumprir o prazo. Como resultado, acumularam multas milionárias.

Em dezembro do ano passado, o governo publicou diretrizes para a rescisão amigável desses contratos. No entanto, as empresas não demonstraram interesse em encerrar os acordos.

O processo passou então a ser mediado pela Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso) do TCU.

O acordo desta quarta-feira (30) é o segundo mediado pela Corte, depois da resolução de outro impasse do PCS: as térmicas flutuantes da empresa turca KPS.

Lais Carregosa, g1, 30/ago

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Cobertura Duplex, 3 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 3.500,00



Entenda o que são os fundos exclusivos que o governo vai tributar

 

Medida Provisória com a decisão foi assinada por Lula na segunda-feira (28); estimativa do governo é arrecadar R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (28) a medida provisória (MP) para taxar fundos exclusivos.

O texto prevê uma cobrança de 15% a 20% sobre os rendimentos desses fundos, que deve acontecer duas vezes por ano, por meio do chamado "come-cotas" — modelo de tributação adotado na maioria das carteiras abertas existentes no mercado, com uma cobrança periódica semestral.

A taxação dos fundos exclusivos já havia sido anunciada pelo governo, como uma forma de compensar as perdas de arrecadação diante do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, aprovada pelo Congresso e também sancionada por Lula nesta segunda. Com a medida, a previsão do governo é de arrecadar R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026.

O que são fundos exclusivos?

Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos exclusivos são carteiras destinadas a investidores qualificados (entenda abaixo) e constituídas para receber aplicações de um único cotista.

Investidores qualificados são aqueles que tenham pelo menos R$ 1 milhão alocados em aplicações financeiras ou que tenham alguma certificação aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os fundos exclusivos ainda exigem um investimento mínimo de R$ 10 milhões e têm um custo de manutenção estimado de até R$ 150 mil por ano. O gestor desses fundos pode alocar o dinheiro em produtos como ações, multimercado ou renda fixa.

De acordo com estimativas do governo federal, há 2,5 mil brasileiros com recursos aplicados nesses fundos, que acumulam R$ 756,8 bilhões e respondem por 12,3% dos fundos no País.

Segundo um levantamento feito pelo TradeMap, no entanto, esse dado inclui fundos exclusivos que são gerados por fundos previdenciários. Sem essa contagem, os números chegam a um total de 1.650 fundos exclusivos com um único cotista, com patrimônio de mais de R$ 250 bilhões.

O que muda na tributação dessas carteiras?

Apesar de os fundos exclusivos pagarem imposto de renda sobre os rendimentos, essa cobrança acontece apenas no momento do resgate.

A incidência do IR no fundo, por sua vez, acontece pela tabela regressiva — o que significa que quanto maior o tempo em que os recursos ficam alocados na carteira, menor é a alíquota paga pelos investidores, até chegar a um piso.

Com a Medida Provisória, a ideia é que esses fundos exclusivos sejam tributados no mesmo modelo que a maioria das carteiras abertas existentes no mercado, por meio de uma cobrança periódica semestral — também conhecida como “come-cotas”.

Normalmente, essa cobrança acontece sempre no último dia útil de maio e de novembro e o valor incide em 15% para os fundos de longo prazo e 20% para os de curto prazo. Nesse caso, o investidor só paga no resgate a diferença do valor do imposto devido e ainda não cobrado.

A MP ainda prevê que o cotista que decidir iniciar a contribuição ainda neste ano será tributado com alíquota de 10%.

Vale lembrar que a proposta de mudar a tributação dos fundos exclusivos não é nova: a discussão vem desde 2017, ainda no governo de Michel Temer, e foi incluída pelo ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, no projeto de reforma tributária enviado ao Congresso em 2021. O tema, no entanto, não havia avançado até o momento.

Quem são os investidores desses fundos?

Apesar de os dados sobre quem exatamente são esses investidores serem restritos, especialistas indicam que há um perfil que predomina entre aqueles que alocam recursos nessas carteiras.

“[As carteiras] podem ter mais ou menos risco, mas certamente esse fundo tem características exclusivas de prazo, liquidez e rentabilidade, que são estruturadas com um objetivo específico e feitas justamente para aqueles investidores que têm uma capacidade financeira maior”, afirma o professor da FIA Business School Carlos Honorato.

O especialista destaca, ainda, que o principal motivo pelo qual esses investidores optam por fundos exclusivos está relacionado à proteção de ativos e rentabilidade.

“A alocação desses recursos visa basicamente a formação de uma carteira de preservação do valor [investido] e até de ganhos acima da inflação”, diz o professor.

“Em uma certa medida, esses fundos são feitos não só para [o investidor] repassar uma herança necessariamente, mas também criam uma forma de aquela riqueza, herança ou valor atribuído ao fundo em geral ter uma rentabilidade maior do que a média”, completa Honorato.

Quando a mudança deve acontecer?

Apesar de as medidas provisórias terem força de lei assim que são editadas, elas ainda precisam do aval do Congresso Nacional para virarem uma legislação permanente.

O prazo para que o Congresso avalie é de 120 dias.

Isabela Bolzani e Artur Nicoceli, g1, 29/ago

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Sala Comercial no Recreio dos Bandeirantes - R$ 300.000,00 - R$ 700,00



Ação da Evergrande, grupo imobiliário chinês, desaba 80% no dia de retorno à bolsa de valores

Empresa já foi a maior do setor imobiliário da China, mas anunciou um default (suspensão de pagamentos) em 2021 e tem mais de US$ 300 bilhões em passivos.

As ações do grupo imobiliário chinês Evergrande desabaram quase 80% na Bolsa de Hong Kong nesta segunda-feira (28), dia que marcou o retorno dos títulos ao mercado após uma suspensão de 17 meses.

A retomada das operações aconteceu depois que a empresa anunciou, na sexta-feira (25), que cumpriu as exigências da Bolsa, incluindo a publicação dos resultados financeiros e outras regras para permitir a cotação.

A Evergrande, que já foi a maior empresa do setor imobiliário da China, anunciou um default (suspensão de pagamentos) em 2021 e tem mais de US$ 300 bilhões em passivos, o que a transforma em um símbolo da crise imobiliária chinesa que muitos temem que possa ter consequências para a economia mundial.

As ações do grupo registraram queda de até 87% durante a sessão na bolsa, o que reduziu seu valor de mercado a menos de US$ 600 milhões de dólares — em 2017 o grupo era avaliado em US$ 50 bilhões. O título da Evergrande encerrou o dia em baixa de 79,4%

No domingo, a Evergrande anunciou prejuízo no primeiro semestre do ano de 33 bilhões de yuanes (US$ 4,53 bilhões), um resultado melhor que as perdas de 66,4 bilhões de yuanes nos primeiros seis meses de 2022. Mas os ativos disponíveis caíram de US$ 2 bilhões no ano passado para US$ 556 milhões, reflexo de sua liquidez cada vez menor.

O mercado imobiliário da China "esfriou significativamente" nos primeiros seis meses do ano por várias falências no setor, "o que exacerbou ainda mais a volatilidade no mercado", afirmou a Evergrande. A empresa destacou ainda o trabalho "constante para a reestruturação das suas dívidas no exterior".

Reuniões de credores adiadas

Em março de 2022, a bolsa de Hong Kong suspendeu a negociação das ações da Evergrande, depois que o grupo imobiliário não divulgou os resultados financeiros de 2021. Os resultados de 2021 e 2022 foram divulgados no mês passado, com um prejuízo líquido de mais de US$ 113 bilhões no período de dois anos.

A empresa corria o risco de ser retirada da bolsa se as ações fossem suspensas durante 18 meses, de acordo com as regras da Bolsa de Valores de Hong Kong.

A Evergrande deveria organizar reuniões com os credores nesta segunda-feira para abordar uma proposta de reestruturação da dívida no exterior, mas o grupo informou que os encontros foram adiados. Segundo a empresa, o adiamento de quase um mês permitirá aos credores "considerar, compreender e avaliar" o plano de reestruturação.

As reuniões estão agendadas para 25 e 26 de setembro, de acordo com o cronograma esperado pelos credores, segundo a Evergrande. O plano da Evergrande é oferecer aos credores a opção de trocar a dívida por uma nova dívida emitida pela empresa e por ações de duas subsidiárias, o Evergrande Property Services Group e o Evergrande New Energy Vehicle Group.

No início de agosto, a empresa pediu proteção contra a falência nos Estados Unidos, uma medida para proteger seus ativos americanos durante a reestruturação. O setor imobiliário da China virou um obstáculo nos esforços da segunda maior economia do mundo de superar as dificuldades após a pandemia de Covid-19.

France Presse, 28/ago

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte no Leblon - R$ 5.300.000,00



Em resposta à guerra na Ucrânia, Heineken vende toda operação na Rússia por 1 euro

A cervejaria espera ter uma perda total de € 300 milhões (R$ 1,58 bilhão) com o negócio. O Grupo Arnest assumiu a responsabilidade pelos 1.800 funcionários da Heineken na Rússia, e garantiu que manterá os empregados nos próximos três anos.

O grupo holandês de cerveja Heineken anunciou nesta sexta-feira (25) a conclusão da venda de suas operações na Rússia ao Grupo Arnest. A empresa vendeu toda sua operação por apenas 1 euro.

O anúncio da saída ocorreu em 28 de março de 2022. À época, a empresa disse que estava muito chocada e triste ao "observar que a guerra na Ucrânia continua e está se intensificando". O conflito na Ucrânia acontece há aproximadamente 1 ano e meio.

A cervejaria espera ter em uma perda total de € 300 milhões (R$ 1,58 bilhão) com o negócio. Vale destacar que segundo a agência de notícias holandesa ANP, o mercado russo respondia por menos de 2% das vendas mundiais da Heineken, quando decidiram sair do país.

O Grupo Arnest assumiu a responsabilidade pelos 1.800 funcionários da Heineken na Rússia, e garantiu que manterá os empregados nos próximos três anos. Além disso, a produção da Amstel será descontinuada dentro de 6 meses na Rússia.

Centenas de empresas ocidentais fecharam suas lojas e escritórios na Rússia desde o início da guerra.

Em nota, a Heineken disse que: o Grupo Arnest possui um importante negócio de embalagens de latas e é o maior fabricante russo de cosméticos, utensílios domésticos e embalagens metálicas para o setor de bens de consumo rápidos.

Artur Nicoceli, g1

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Apartamento 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 4.200.000,00 - R$ 20.000,00



Juros americanos sobem e ameaçam inflação e retomada econômica do Brasil; entenda os efeitos

Treasuries americanas voltam ao mesmo patamar pré-crise de 2008 e fortalecem a percepção de que a maior economia do mundo pode passar por um período de recessão econômica importante em 2024.

As taxas de juros de 10 anos dos Estados Unidos atingiram, nesta semana, um patamar de 4,32% ao ano. Trata-se do mesmo nível de 2007, pré-crise econômica que atingiu o país e boa parte do mundo no ano seguinte.

Esse número não era visto há 16 anos e fortalece a percepção de que a maior economia do mundo pode passar por um período de recessão econômica importante em 2024. Embora essa notícia pareça muito distante da realidade brasileira, com juros mais altos lá fora e essas projeções econômicas negativas, os impactos também podem ser sentidos no Brasil.

O primeiro e mais esperado desses impactos é o aumento da taxa de câmbio, que já está acontecendo: mesmo que o dólar esteja operando em queda no pregão desta quarta-feira, a moeda americana (que estava vivendo um período de baixa nos últimos meses) já avançou 3,35% em agosto, até aqui.

Mas a desvalorização do real frente ao dólar é só a ponta do iceberg. Esse é, na verdade, o fator que pode desencadear uma série de outros desafios econômicos para o Brasil, com destaque para:

- Uma nova alta mais forte da inflação;

- Juros demorando para cair ou até voltando a subir;

- Consumo mais fraco dos brasileiros;

- Empresas com dificuldade de atrair investimento estrangeiro;

- Economia, como um todo, crescendo menos.

Entenda mais detalhes abaixo.

Juros altos nos EUA significam migração de investidores

Com taxas maiores, os títulos públicos dos Estados Unidos passam a entregar um retorno maior para os investidores. Esses títulos — as Treasuries americanas — são considerados os investimentos mais seguros do mundo. Então, quando eles passam a render mais, é normal que haja uma saída dos investidores de outros países, sobretudo os emergentes, como o Brasil.

A situação se intensifica, ainda, pelo próprio cenário interno do país. O novo arcabouço fiscal só foi aprovado nesta terça-feira (22) e a percepção de especialistas é de que os gastos do governo continuam elevados, na contramão da arrecadação federal, que vem desacelerando.

Esse conjunto de fatores eleva a preocupação e afasta os investidores do Brasil, com a dúvida de como fica a trajetória da dívida pública e a credibilidade das iniciativas do governo para aumentar a arrecadação.

De volta aos Estados Unidos, o responsável por determinar o valor dos juros no país é o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e, assim como no Brasil, a regra básica da instituição é subir os juros quando a inflação está alta.

É esse o momento atual. O processo de combate à inflação nos EUA vem desde que a pandemia e a guerra entre Rússia e Ucrânia fizeram os preços avançar no país para os maiores patamares em mais de 40 anos.

Para controlar esse forte avanço nos preços, o Fed passou por um ciclo de elevação das suas taxas de juros, tornando os processos de financiamento e tomada de crédito mais caros a fim de reduzir os níveis de consumo da população — o que tende a diminuir a inflação.

Atualmente, os juros estão entre 5,25% e 5,50% ao ano, o maior patamar em 22 anos. Mas o Fed tem dado pistas de que ainda será necessário promover novas altas nos próximos meses, já que a inflação continua acima da meta, que é de 2% nos Estados Unidos.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) chegou aos 3% na variação anual, mas voltou a subir em julho, para 3,2%. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho americano segue aquecido (o que coloca mais dinheiro na mão da população e aumenta a pressão de preços), reforçando a ideia de que a batalha contra a inflação elevada ainda não acabou.

Toda essa perspectiva torna cada vez mais distante o desejo do Fed de realizar um "pouso suave" da economia — ou seja, elevar os juros apenas o suficiente para que a inflação caía sem afetar muito a geração de empregos e sem promover uma recessão econômica.

Dólar sobe e pressiona a inflação

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, explica que, para que a moeda americana fique mais barata no Brasil, é necessário que o investidor estrangeiro venda o dólar dentro do país para comprar real e, então, investir com a moeda brasileira.

Entre os fatores que pode atrair estrangeiros está a taxa de juros. Como os títulos brasileiros são considerados menos seguros que os dos Estados Unidos, é ter uma rentabilidade atraente, bem maior que investimentos semelhantes, para chamar a atenção.

Com a taxa básica de juros brasileira, a Selic, a 13,75% ao ano, esse diferencial de juros garantiu alguma entrada de capital estrangeiro no país e controlou o câmbio. Entre o fim de julho do ano passado e deste ano, o dólar teve uma queda de 8,61%.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), no começo de agosto, o colegiado fez o primeiro corte na taxa Selic, de 0,5 ponto percentual. Além disso, o Copom já indicou novos cortes de mesma magnitude nos próximos meses, em sentido contrário ao que o Fed afirmou que vai fazer.

O comitê optou por começar essas reduções nos juros porque a inflação brasileira vinha dando sinais de desaceleração. Mas até mesmo essa dinâmica pode mudar.

Isso ocorre porque muitos produtos consumidos no Brasil são completamente importados ou, então, têm parte de suas matérias-primas importada. Assim, com o dólar em alta, fica mais caro de trazer esses produtos para dentro do país, gerando inflação.

Um exemplo claro são os combustíveis. Mesmo com o abandono da antiga política de preços, que priorizava a paridade internacional, a Petrobras precisou reajustar para cima os preços da gasolina e do diesel para não ter prejuízos operacionais. Nesse caso, tanto o dólar como o barril de petróleo tiveram altas consideráveis nos últimos meses.

O resultado é que o grupo de Transportes teve a maior alta do mês de julho no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil.

A gasolina, em específico, é o item que teve o maior peso na composição do indicador (0,23 p.p.) e registrou alta de 4,75% no mês. Sem a gasolina, o IPCA teria fechado o mês de julho com deflação de 0,11%. Mas o resultado foi de alta de 0,12%. Além disso, a elevação desses preços tem um impacto sobre toda a cadeia produtiva.

Com isso, as expectativas de que a inflação pudesse encerrar o ano dentro da meta da BC (que é de 3,25%, podendo oscilar entre 1,75% e 4,75%) foram por água abaixo. Os analistas do mercado financeiro já voltaram a subir suas projeções para o IPCA no fim deste ano, com o Boletim Focus mostrando uma previsão de 4,90%.

Recessão à frente?

Com a tendência de que os juros continuem subindo nos Estados Unidos (ou pelo menos continuem em patamar elevado por vários meses), diversos analistas já enxergam a possibilidade de o país enfrentar um período de recessão econômica no próximo ano.

Uma recessão na maior economia do mundo poderia trazer efeitos para todo o mundo, inclusive o Brasil. O principal e mais imediato desses efeitos é, justamente, uma fuga dos investidores daqui.

Pode parecer contraditório, mas com as perspectivas de crise nos Estados Unidos, os investidores ficam mais avessos a risco e migram direto para os ativos que são considerados os mais seguros — justamente as Treasuries americanas, que são tidos como "livre de riscos".

Dessa forma, além da alta do dólar e possíveis impactos sobre a inflação, a tendência é que a economia brasileira também encontre mais dificuldade para continuar crescendo, já que muitas empresas nacionais são bastante dependentes de investimento estrangeiro para crescer em infraestrutura e, consequentemente, geração de empregos.

O ambiente de aversão a risco do exterior, potencializado pelas indefinições fiscais do Brasil, afasta principalmente o investidor de bolsa, que prioriza os ativos seguros ante o mercado de ações. Afinal, os investimentos em bolsa vão bem quando os resultados das empresas vão bem. E, em cenário de recessão, entregar bons retornos fica mais desafiador — enquanto a remuneração de títulos seguros fica mais vantajosa.

Além disso, Castro Alves, da Avenue, pontua que as companhias que optem por emitir títulos de dívidas também podem encontrar dificuldades, já que os títulos americanos estão com boas rentabilidades. Para atrair o investidor, o retorno oferecido pela empresa teria de ser bem maior.

Isso pode fazer com que as empresas adiem esses projetos de crescimento, enquanto esperam por uma situação mais favorável. É mais uma dinâmica que impacta diretamente o crescimento econômico.

Mas o cenário pode ficar ainda mais desafiador para o Brasil se esse período de recessão econômica atingisse a China, o principal parceiro comercial do país. Seria um impacto direto sobre as exportações, que têm sido um dos motores para evitar a desaceleração da atividade brasileira.

Mesmo com essas perspectivas negativas no radar, o cenário-base do mercado é de crescimento econômico no Brasil nos próximos anos, mesmo que mais modesto. As projeções do Boletim Focus para o Produto Interno Bruto (PIB) do país são de crescimento de 2,29% para 2023, 1,33% para 2024 e 1,90% para 2025.

Bruna Miato, g1, 24/ago

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Cobertura Comercial na Barra da Tijuca - R$ 425.000,00 - R$ 1.000,00

 


PIX: Banco Central permitirá acesso a dados de usuários sob investigação para autoridades

Segundo o BC, o objetivo é facilitar a identificação e eventual responsabilização de usuários que utilizaram o PIX para cometer crimes. A medida vale a partir do dia 1º de setembro.

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (23) que dará a autoridades o acesso livre a dados cadastrais de usuários do PIX, por meio das chaves utilizadas por suspeitos sob investigação. Vale para agentes de polícias, Ministérios Públicos e outros entes públicos com atribuições legais de persecução penal, de controle ou de apuração de irregularidades.

Segundo o BC, o objetivo é facilitar a identificação e eventual responsabilização de usuários que utilizaram o PIX para cometer crimes.

"Dados das transações do PIX, como transferências, compras e saques, protegidos pelo sigilo bancário, não serão abrangidos pela funcionalidade", disse em nota Breno Lobo, consultor no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central.

Entre os dados às quais as autoridades terão acesso estão:

- Nome do usuário;

- CPF/CNPJ;

- Chaves cadastradas;

- Instituição de relacionamento;

- Número da agência e da conta;

- Tipo da conta;

- Data de criação da chave; data de abertura da conta;

- Entre outros.

Hoje, o fornecimento dos dados é realizado de forma não automatizada, quando solicitado pelos agentes. Agora, será feito de forma instantânea.

O órgão afirma que os crimes relacionados aos meios de pagamento eletrônicos e a velocidade de movimentação dos recursos reforçam a "necessidade de maior tempestividade na troca de informações entre os Órgãos, visando maior efetividade das ações de combate e prevenção desses ilícitos".

A medida vale a partir do dia 1º de setembro.

Reforço para instituições financeiras

Em maio, o BC havia anunciou medidas para reforçar a segurança com as instituições financeiras das transações via PIX, para aperfeiçoar a notificação de infração e a consulta de informações vinculadas às chaves PIX.

A notificação de infração permite que as instituições financeiras identifiquem e façam uma marcação das chaves e dos usuários sempre que houver suspeita de fraude na transação.

Com a mudança prevista, esse registro passará a contar com novos campos de preenchimento. Isso irá possibilitar, segundo a instituição, a especificação das notificações que envolvam, por exemplo, golpe, estelionato, invasão da conta e coação.

A alteração dessa funcionalidade também deve permitir que as instituições identifiquem o tipo de fraude cometido, como um usuário que abriu uma conta sob falsidade ideológica ou emprestou indevidamente sua conta para alguma fraude, por exemplo – as chamadas "contas laranjas".

Já com a consulta de informações sobre chaves os dados disponibilizados às instituições financeiras para análises antifraude das transações via PIX permitem acesso a um conjunto "mais relevante de informações", o que inclui:

- Dados sobre a quantidade de infrações de uma conta laranja ou falsidade ideológica relacionada a um usuário ou uma chave PIX;

- Quantidade de participantes que aceitaram notificação de infração daquele usuário ou chave;

- Quantidade de contas vinculadas a determinado usuário;

- Além de serem apresentadas informações relacionadas a um maior período de tempo.

Atualmente, são disponibilizados dados de 6 meses, de acordo com a autoridade monetária. Agora, serão contemplados dados de até 5 anos.

De acordo com o BC, essas medidas entrarão em vigor em 5 de novembro porque vão demandar ajustes nos sistemas, tanto por parte da autoridade monetária como das instituições participantes do PIX.

g1, 23/ago

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Casa Duplex, 5 Suítes na Barra da Tijuca - R$ 4.200.000,00



Lucro das empresas brasileiras cresce quase 20% no 2º trimestre com o dólar mais barato, mas vendas caem

A queda da moeda norte-americana no segundo trimestre ajudou as empresas porque suas dívidas em dólar ficaram mais baratas, mas não foi o suficiente para elevar o número de vendas.

As empresas brasileiras com ações na B3, a bolsa de valores do país, tiveram um aumento expressivo em seus lucros no segundo trimestre de 2023: foram R$ 4,6 bilhões a mais do que no mesmo período do ano passado, ou uma alta de 19,5%, totalizando um valor agregado de R$ 34,2 bilhões.

Mas esse lucro maior se deve, sobretudo, a queda da cotação do dólar entre abril e junho deste ano. A taxa de câmbio encerrou esse período em R$ 4,82, enquanto no último pregão do segundo trimestre de 2022 a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,24 no Brasil.

Já as vendas dessas mesmas empresas tiveram recuo no trimestre. A queda agregada de R$ 11,9 bilhões em suas receitas equivale a uma baixa de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a um total de R$ 722 bilhões em vendas.

O levantamento foi feito por Einar Riveiro, da TradeMap, e analisou os resultados financeiros de 295 empresas não financeiras e exclui também os números da Petrobras, Vale e Marfrig, que são companhias muito pesadas no índice e que distorcem a avaliação.

Só o dólar não é suficiente para estimular as vendas

De acordo com Riveiro, a principal razão para que o lucro subisse no segundo trimestre foi a melhora na relação entre as receitas das empresas (que é tudo o que elas faturam) e a soma de todas as despesas.

Essa relação passou de um saldo negativo de R$ 53,8 bilhões no ano passado (ou seja, havia mais despesa do que faturamento) para um saldo positivo de R$ 35,8 bilhões neste ano, o que só foi possível por conta da redução na taxa de câmbio.

Porém, somente a queda no dólar não foi o suficiente para alavancar as vendas das empresas brasileiras nos últimos meses.

Embora a moeda americana mais barata também reduza o valor de diversos tipos de produtos dentro do Brasil — já que muitos itens são importados —, o consumo dentro do país passa por um período de desaquecimento por conta dos juros altos, que tornam a tomada de crédito e os financiamentos mais caros.

Atualmente, a Selic, taxa básica de juros, está em 13,25% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) iniciar seu ciclo de cortes nos juros em sua última reunião, com uma redução de 0,50 ponto percentual na taxa.

Novas baixas de mesma proporção já foram sinalizadas pelo Copom, mas o mercado doméstico pode demorar para começar a sentir os efeitos dos juros mais baixos. Isso, segundo especialistas, ocorre porque há um tempo de cerca de seis meses entre uma decisão do BC e seus impactos claros na economia real.

Bruna Miato, g1, 22/ago

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Cobertura Comercial na Barra da Tijuca - R$ 2.900.000,00



Após reajuste de combustíveis, mercado sobe estimativa de inflação para 4,9% em 2023

Estimativa de inflação para este ano ainda supera teto da meta definido pelo governo, que é de 4,75%. Números foram divulgados nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central.

Após o reajuste de combustíveis anunciado pela Petrobras na semana passada, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação deste ano de 4,84% para 4,9%.

A informação consta no relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.

De acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, o impacto total do reajuste na inflação desse ano deverá ser de 0,40 ponto percentual. Com isso, as projeções do mercado para o IPCA desse ano poderão sofrer novos aumentos nas próximas semanas.

- A estimativa dos analistas para a inflação de 2023 se distanciou na última semana do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

- A meta central de inflação é de 3,25% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,75% e 4,75% neste ano.

De acordo com a pesquisa do BC, o mercado financeiro manteve em 3,86% sua estimativa para a inflação do próximo ano. Para 2024, a meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem e no objetivo, em 12 meses, para o início de 2025.

Se a projeção do mercado financeiro se confirmar, este será o terceiro ano seguido de estouro da meta de inflação, ou seja, no qual o IPCA fica acima do teto fixado pelo governo. Em 2022, a inflação somou 5,79%.

Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso, porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Crescimento da economia

Para o crescimento do PIB deste ano, a projeção do mercado financeiro ficou estável em 2,29% na última semana.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Já para 2024, a previsão de crescimento do mercado financeiro avançou de 1,30% para 1,33%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano e de 2024.

- Para o fim de 2023, o mercado financeiro manteve a projeção para a taxa Selic em 11,75% ao ano.

- Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia seguiu 9% ao ano.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

- Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2023 subiu de R$ 4,93 para R$ 4,95. Para o fim de 2024, ficou estável em R$ 5.

- Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de US$ 70 bilhões para US$ 71,7 bilhões de superávit em 2023. Para 2024, a expectativa para o saldo positivo permaneceu em US$ 60 bilhões.

- Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 80 bilhões de ingresso. Para 2024, a estimativa de ingresso ficou estável também em US$ 80 bilhões.

Alexandro Martello, g1, 21/ago

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 1.000.000,00



Dólar inverte sinal e passa cair; China e Estados Unidos seguem no radar

No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,10%, vendida a R$ 4,9813.

O dólar inverteu o sinal e passou a cair nesta sexta-feira (18), depois de ter encostado nos R$ 5 durante a manhã. Investidores continuam repercutindo as últimas informações sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos e olhando com cautela para a economia chinesa.

Às 12h20, a moeda norte-americana caía 0,46%, cotada a R$ 4,9585. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0015. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar encerrou o pregão com leve baixa de 0,10%, vendido a R$ 4,9813. Com o resultado, a moeda passou a acumular:

- Altas de 1,59% na semana e de 5,34% no mês;

- Recuo de 5,62% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

No Brasil, não há grandes destaques na agenda econômica. Já no cenário político, a expectativa continua pela definição de quando o novo arcabouço fiscal, que traz regras para os gastos do governo, será votado na Câmara dos Deputados.

No exterior, o rendimento dos títulos públicos americanos recua neste pregão, depois de um dia de forte avanço na véspera, após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) dizer que pode continuar subindo os juros na ata de sua última reunião.

Cauê Ribeiro Valim, analista de Alocação e Inteligência da Avenue, destaca que as taxas do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em 10 anos chegaram ao seu maior ponto desde outubro de 2022, justamente porque o Fed "mostrou que continua preocupado com a inflação".

Os investidores também estão na expectativa pela edição de 2023 do Simpósio de Jackson Hole, que começa na próxima semana. Esse é um dos eventos de economia mais importantes do mundo, que acontece todo ano nos Estados Unidos e reúne diversas autoridades e figuras importantes para discutir sobre os rumos da maior economia do mundo.

Além disso, o que pesa sobre os mercados hoje ainda é a preocupação com a China, que vem dando sinais de maior fraqueza na atividade econômica, com uma sequência de indicadores abaixo do esperado pelos especialistas.

Em meio a essa perspectiva de desaceleração da segunda maior economia do mundo, diversas empresas têm sofrido no país, com destaque para o setor imobiliário.

g1, 18/ago

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte na Barra da Tijuca - R$ 640.000,00



Ibovespa inverte o sinal e passa a cair, de olho em juros e noticiário econômico

Ontem, o principal índice da bolsa de valores caiu 0,50%, aos 115.592 pontos, no menor patamar desde junho.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, inverteu o sinal positivo visto pela manhã e operava em queda nesta quinta-feira (17). Investidores seguem repercutindo a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na véspera, além de monitorarem o noticiário econômico doméstico.

Às 12h41, o índice recuava 0,16%, aos 115.409 pontos. Veja mais cotações.

No dia anterior, o Ibovespa fechou em queda de 0,50%, aos 115.592 pontos, na 12ª queda consecutiva. Com o resultado, passou a acumular:

- Quedas de 2,10% na semana e de 5,21% no mês;

- Ganhos de 5,34% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

A falta de indicadores econômicos mais relevantes na agenda brasileira fazia com que os investidores continuassem a repercutir a ata do Fed, divulgada na véspera.

Segundo o documento "a maioria dos participantes continuou a ver riscos significativos de alta para a inflação, o que pode exigir mais aperto da política monetária", sinalizando que os preços ainda estão em níveis elevados e que, para interromper o ciclo de altas, o comitê precisa enxergar sinais mais claros de desaceleração na inflação.

A ata também mostrou que as autoridades do Fed ficaram divididas em relação ao aumento estabelecido na última reunião, ocorrida em julho, que levou as taxas a um patamar entre 5,25% e 5,50%.

O documento ainda destacou que alguns membros da instituição começam a se preocupar com os impactos das altas dos juros na atividade econômica dos Estados Unidos e temem que isso cause danos aos empregos no país.

Essa divulgação fez os mercados globais encerrarem o dia no negativo ontem, por conta de uma maior aversão ao risco, além da migração para os títulos públicos americanos, que são considerados os mais seguros do mundo e, com juros mais altos, entregam rentabilidades maiores.

Ainda no exterior, os investidores seguem na expectativa por novas medidas do governo chinês para estimular a segunda maior economia do mundo.

g1, 17/ago