terça-feira, 7 de julho de 2020

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte em São Conrado - R$ 1.150.000,00 - R$ 3.100,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/9224/apartamento-2-quartos,-1-su%C3%ADte/apartamento,-2-quartos-%281-su%C3%ADte%29,-s%C3%A3o-conrado,-venda-e-aluguel/s%C3%A3o-conrado

Preço de venda residencial encerra primeiro semestre com alta


O Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades, apresentou alta nominal de 0,18% em junho, ante avanço de 0,23% em maio. Comparativamente, a variação mensal do índice ficou abaixo do comportamento esperado do IPCA/IBGE para o mês (+0,24%), segundo expectativa publicada no último Boletim Focus do Banco Central do Brasil. 

Uma vez confirmada essa variação dos preços ao consumidor, calcula-se que o preço médio de venda de imóveis residenciais encerrará o referido mês com ligeira queda real de 0,06%. Individualmente, dentre as 16 capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, aquelas que apresentaram maior elevação de preço médio no último mês foram: Brasília (+0,63%), Manaus (+0,61%) e Maceió (+0,59%). Em contraste, Recife exibiu novamente maior recuo no preço médio entre as capitais monitoradas (-1,38%), sendo acompanhada por ligeira queda no Rio de Janeiro (-0,08%) e Vitória (-0,06%). No tocante à cidade com maior representatividade na composição do Índice FipeZap, São Paulo encerrou junho com alta de 0,30% no preço médio de venda residencial.

Ao final do primeiro semestre, o Índice FipeZap acumula alta nominal de 1,11%, ante variação de +0,08 % esperada para o IPCA no período*. Na comparação entre a variação acumulada do Índice FipeZap e a inflação esperada no mesmo período, a expectativa é que o preço médio de venda dos imóveis residenciais encerre o período com alta real de 1,03%. Na ótica por cidade, a maior parte das capitais monitoradas apresentou avanço no preço médio de venda de imóveis residenciais no período, com destaque para: Florianópolis (+4,16%), Curitiba (+3,24%) e Campo Grande (+2,98%). Em contraste, apenas 3 das capitais monitoradas exibiram queda nominal no preço médio dos imóveis: Recife (-3,88 %), Fortaleza (-1,35%) e João Pessoa (-0,38%).

Últimos 12 meses: nesse horizonte temporal, o Índice FipeZap de Venda Residencial acumula um avanço nominal de 0,81%. Comparando-se com a inflação acumulada nos últimos 12 meses (+2,11%), de acordo com o IPCA (IBGE)*, o índice exibe queda real de 1,27%. Entre as 16 capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, Florianópolis registra o maior aumento nominal no preço médio (+4,76%), seguida por Vitória (+3,72%) e Salvador (+3,58%). Em contraste, Fortaleza acumula a maior queda no preço médio de venda residencial entre as capitais (-8,44%), sendo acompanhada por Recife (-4,02%) e Brasília (-2,19%).

Preço médio de venda residencial: tendo como base a amostra de imóveis residenciais anunciados para venda em junho de 2020, o preço médio calculado foi de R$ 7.294/m² entre as 50 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap. Dentre elas, Rio de Janeiro se manteve como a capital monitorada com o preço do m² mais elevado (R$ 9.323/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.132/m²) e Brasília (R$ 7.491/m²). Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por m², figuraram: Campo Grande (R$ 4.256/m²), Goiânia (R$ 4.309/m²) e João Pessoa (R$ 4.313/m²).



Investimento e Notícia, Notícias, 07/jul

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Apartamento 4 Quartos, 2 Suítes na Barra da Tijuca - R$ 2.400.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/9125/apartamento-4-quartos,-2-su%C3%ADtes/apartamento,-4-quartos-%282-su%C3%ADtes%29,-barra,-venda/barra-da-tijuca

Venda de terrenos aumenta mesmo durante a pandemia


Juros baixos para financiamento, busca por uma moradia com mais espaço e baixo retorno nas aplicações financeiras fizeram disparar a procura  por terrenos durante a pandemia.

Uma pesquisa do portal Imovelweb mostra que a procura de terrenos no Rio teve um expressivo aumento de 284% em junho, ante o mesmo mês do ano passado. No Brasil, a busca cresceu 202%.

- A questão da compra de lotes é cultural do brasileiro, especialmente da geração mais velha, que se sente segura ao investir em um pedaço de terra - explica Paulo Porto, professor de Negócios Imobiliários da FGV.

Flavia Katz, gerente da construtora Fernandes Araujo, que tem terrenos à venda em Campo Grande, identifica dois perfis de compradores:

- Há o cliente final, que compra para construir a própria casa, dentro da sua capacidade financeira, e os pequenos construtores, que adquirem o terreno para transformá-lo em um produto, ou seja, numa casa que será posta à venda. Hoje, os pequenos construtores são os que mais compram.

Em setembro, a Start Investimentos lançará oficialmente o loteamento Riviera do Recreio. Dois meses antes, porém, o empreendimento já tem 200 reservas.

- Serão 1.200 terrenos a partir de 180m² com preços iniciais de R$ 360 mil e financiamento em 150 meses - diz o diretor Eric Labes.

A busca no interior do estado também teve crescimento desde março. Paulo Araujo, diretor da Concal, percebeu o aumento do interesse pelo loteamento Terras Altas, em Petrópolis, especialmente de cariocas que passaram o isolamento na Região Serrana:

- À medida em que o loteamento se consolida com casas, o terreno também vai ganhando valor.

André Barros, presidente da Morar Mais Imobiliária, vê o mesmo na Região dos Lagos:

- A demanda está no comprador final nas classes B e C, que buscam a compra da sua segunda moradia.



O Globo, Ana Carolina Diniz, 05/jul

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Casa 4 Quartos, 2 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 1.750.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/8958/casa-4-quartos,-2-su%C3%ADtes/casa-duplex,-4-quartos-%282-su%C3%ADtes%29,-recreio,-venda/recreio-dos-bandeirantes

Caixa já fez 15 medidas de estímulo ao setor imobiliário durante a pandemia


Desde que a pandemia do novo coronavírus deixou claro que iria debilitar a economia do país, a Caixa Econômica Federal vem tentando estimular a indústria da construção civil, um dos setores com maior capacidade de criar empregos e com rapidez.

O banco anunciou 15 medidas de incentivo à construção e venda de imóveis desde março. Do  início do ano para cá, foram 18 ações para estimular o setor, que deve ter retração de mais de 10% em 2020, segundo estimativas de analistas.

Para os compradores foram oferecidos redução nas taxas de juros, suspensão de cobrança das prestações, carência para início do pagamento de empréstimos, alongamento dos prazos.

Nesta quinta, o banco anunciou que vai incluir no financiamento imobiliário os custos com cartório e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). As duas despesas variam de 2% a 5% do valor do imóvel e precisavam ser pagas à vista pelo comprador.

As construtoras também foram beneficiadas com medidas semelhantes. Tiveram redução de juros, suspensão de mensalidades, reformulação no cronograma de obras, entre outras.

Nesta quinta, o governo anunciou mais duas facilidades: reduziu de 30% para 15% o percentual da obra executada e de unidades vendidas necessário para obter empréstimos e permitiu o o uso do dinheiro das vendas para pagamento das prestações do empréstimo.

Confira as medidas de estímulo ao setor:

Pessoa física

Fevereiro

Lançamento da linha de financiamento com juros fixos de 8% ao ano para clientes do banco e 9,75% (taxa de balcão), anunciada antes da pandemia

Março

Pausa no pagamento das prestações do financiamento por até 60 dias

Coronavírus: Inquilinos são despejados por desrespeito ao isolamento

Abril

Pausa no pagamento das prestações:  ampliação por mais 30 dias (totalizando 90 dias);  possibilidade para que clientes com até duas parcelas em atraso possam optar pelo pagamento parcial da prestação do financiamento, por 90 dias.

Construção individual: liberação antecipada de duas prestações, sem a vistoria

Carência: prazo de 180 dias para o inicio do pagamento da primeira prestação em novos contratos

Maio

Pausa no pagamento: ampliação por mais 30 dias (totalizando 120 dias)

Estratégia: Drones e visitas com 'live' ajudam a encontrar a casa própria durante a pandemia

Julho

Custos com cartório e ITBI: inclusão dessas custos extras nos novos financiamentos

Pessoa Jurídica

Fevereiro

Lançamento da linha de crédito atrelada à inflação com juros de 3,79% ao ano para clientes e 7,80% (taxa de balcão), anunciada antes da pandemia

Redução dos juros na linha tradicional, atrelada à Taxa Referencial (TR) para 6,50% (clientes) e 11,75%  (taxa de balcão), lançada antes da crise do coronavírus

Abril

Antecipação de recursos: de até 20% do financiamento para dar início às obras e  liberação antecipada de recursos correspondentes a até três meses para obras em andamento e sem atrasos no cronograma

Pausa no pagamento: suspensão de pagamento do empréstimo à produção por até 90 dias, para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra

Pagamento parcial: da prestação do financiamento, por até 90 dias, para os clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso

Carência: inclusão ou prorrogação de carência por até 180 dias para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização

Prorrogação de obras: possibilidade de prorrogação do início das obras por até 180 dias e  reformulação do cronograma de obra, nos casos de contingências na execução por questões decorrentes da pandemia.

Pandemia: 79% das construtoras devem adiar lançamentos imobiliários, aponta pesquisa

Julho

Registro eletrônico de contratos, o que vai permitir redução do tempo médio do registro de 45 dias para 05 dias

Possibilidade de utilizar recursos obtidos com a venda de unidades para pagar juros do financiamento do empreendimento

Flexibilização da exigência mínima de 30% a execução da obra e da venda de unidades para 15% para liberação do financiamento



Agência Brasil, Economia, 02/jul

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Casa 3 Suítes em Natal - R$ 950.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/8754/casa-3-su%C3%ADtes/casa-duplex,-3-quartos-%28su%C3%ADtes%29,-natal-%28rn%29,-venda/outros-bairros

Dona do Fasano compra terreno em frente à Ponte Estaiada para construir R$ 1,5 bi em apartamentos


A JHSF Participações, dona do Fasano e do shopping Cidade Jardim, fechou contrato para comprar terreno de 34,5  mil  metros quadrados em São Paulo, em frente à Ponte Estaiada. O objetivo é construir no local torres residenciais de alto padrão, com valor de venda estimado pela empresa em R$ 1,5 bilhão, além de um shopping center. Segunda a companhia, o contrato prevê desembolso de R$ 157 milhões em 2023.



O Globo, Capital, 02/jul

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Casa 4 Suítes na Barra da Tijuca - R$ 3.300.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/8574/casa-4-su%C3%ADtes/casa,-4-quartos-%28su%C3%ADtes%29,-barra,-venda/barra-da-tijuca

Com a pandemia, o supermercado vai para dentro de condomínios


Em tempos de pandemia, a casa ganhou outras funcionalidades. Virou escritório, academia, cinema, por exemplo. A transformação foi rápida para que todos, mesmo confinados, pudessem manter a vida dentro de uma certa normalidade. Agora a casa pode ser também a própria loja física do supermercado.

Em meados do mês, a rede de supermercados Hirota inaugura duas lojas em áreas comuns de dois condomínios residenciais em São Paulo. Totalmente automatizada e sem a presença de gente, a loja vai funcionar dentro de um contêiner adaptado, inclusive com uma parte refrigerada e vitrine. A intenção é fazer dessa pequena loja uma espécie de despensa, o lugar da casa onde os antigos guardavam os mantimentos.

"Com a pandemia, percebemos que muitos não queriam ir ao supermercado, principalmente os idosos, que começaram a pedir as compras por WhatsApp. Daí, surgiu a ideia de montarmos pequenas lojas dentro de condomínios", diz o diretor da rede, Hélio Freddi.

Batizado de Hirota Express em Casa, o modelo de loja terá dois tamanhos: 15 e 30 metros quadrados. Em média, serão oferecidos 500 itens, entre alimentos, bebidas, artigos de higiene e limpeza, frutas, verdura, legumes e itens refrigerados, como carnes e pratos prontos.

Por meio de um aplicativo, o cliente cadastra a biometria ou QRCode. Essas serão as chaves para abrir a porta da loja. Dentro, escolhe os produtos e paga no cartão, após passar as compras pelo self check-out. Todo o ambiente é filmado. "Não há contato humano", diz Freddi. Duas vezes na semana, o funcionário repõe itens e limpa a loja.

Eduardo Terra, presidente do Sociedade Brasileira de Varejo, diz que o modelo de negócio é inovador. "A pandemia criou uma jornada de consumo diferente: ao invés de as pessoas irem à loja, a loja vai até elas." Isso funcionou inicialmente com a aceleração do e-commerce e da venda por meio de aplicativos de entrega. Agora a loja dentro de condomínios faz todo sentido, argumenta. "Aquela jornada do consumidor saindo de casa, pegando elevador e ônibus, virou a vilã da contaminação no momento."

O projeto só é viável, segundo Terra, por causa da tecnologia, que eliminou o maior custo: o gasto com a mão de obra. O desafio é acertar no mix de produtos e no preço, alerta.

Concorrência. "Há três supermercados de rede na vizinhança e essa loja não pode ter preços muito altos", diz Roberto Aielo Strovieri, síndico de um dos condomínios.

Com três torres, o condomínio de classe média que fica no Tatuapé tem 350 apartamentos e mil moradores, dos quais 30% são idosos. Pelo contrato, o supermercado vai pagar ao condomínio 2% da venda mensal da loja, estimada em R$ 50 mil. O síndico diz que a receita extra vai ajudar nas despesas.

A loja ficará num "espaço morto" entre as três torres e dentro de um contêiner adaptado. A ideia de usar um contêiner nasceu porque os condomínios não querem um projeto de alvenaria que interfira no layout. Outra razão é o custo baixo: cada contêiner sai por R$ 140 mil.

A expectativa até o final deste ano é ter 20 lojas nesse formato, com investimento total de R$ 2,8 milhões. A meta da companhia é chegar a 100 lojas até o final de 2021. "O modelo só funciona se tivermos uma grande rede montada", diz Freddi. Ele conta que tem 40 lojas apalavradas com uma grande administradora de condomínios de São Paulo.

Com vendas de R$ 500 milhões previstas para 2020, o Hirota viu a receita saltar com a pandemia. Até fevereiro, o comércio online respondia por 0,6%. Hoje está em 8%. Nas lojas físicas de supermercados, a venda avançou 18%. Mas nas lojas Express, voltadas para o público de escritórios, despencou. A rede tem 38 lojas: 16 supermercados e 22 lojas Express.



O Estado de S. Paulo, Márcia De Chiara, 01/jul

terça-feira, 30 de junho de 2020

Casa 6 Quartos na Barra da Tijuca - R$ 3.200.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/8546/casa-6-quartos/casa-triplex,-6-quartos-%284-su%C3%ADtes%29,-barrinha,-venda/barra-da-tijuca

Imóveis usados mostram recuperação com alta de 50% nas transações


O mercado imobiliário de usados começa a ganhar fôlego, depois de quase cem dias de isolamento social. O levantamento do Painel do Mercado Imobiliário (PMI), desenvolvido pela Proptech inGaia, aponta crescimento de 50% entre 1º de maio e 15 de junho nas etapas de vendas de imóveis usados no país. A plataforma acompanha o impacto da pandemia no mercado imobiliário por meio de sua base de dados que atualmente possui mais de 6,3 imobiliárias e 38 mil corretores.

Em comparação com os primeiros 45 dias (de 15 de março a 30 de abril) de isolamento social nos estados, o PMI registrou recuperação nas três últimas etapas do funil de vendas de imóveis: 72% em visitas concluídas, 38% nas propostas realizadas e 16% no fechamento de negócios. "Isto demonstra que o período de isolamento criou uma demanda reprimida de pessoas em busca por imóveis. Para este momento de retomada gradual, vemos que o mercado de usados deve voltar a ter crescimento acentuado, impulsionado por fatores como a redução dos preços e a queda da taxa básica de juros", explica o CEO da inGaia, José Eduardo Andrade Junior.

Com três milhões de imóveis listados em sua plataforma e base de dados que representa 25% do mercado secundário imobiliário, de janeiro a dezembro de 2019, a inGaia acompanhou o valor geral de R$ 13,5 bilhões nas transações de compra e venda e R$ 1,2 bilhão no valor geral das operações de locação.

Para acelerar a recuperação, os profissionais do setor têm buscado cada vez mais a digitalização e adequação dos serviços. "Muitas imobiliárias e corretores têm utilizado videoconferências e tour virtual para visitar imóveis, outras estão reforçando as medidas preventivas, oferecendo para os futuros compradores e locatários máscaras, álcool gel e proteção para os sapatos", conta o presidente da inGaia, Mickael Malka.

Segundo Malka, imobiliárias que se adaptaram ao digital e as novas normas de atendimento durante a pandemia estão tendo queda bem menor nos lucros. "Estamos assistindo uma mudança de hábitos que é imprescindível para a sobrevivência de grande parte dos negócios do setor. Entendemos que a oferta de serviços diferenciados, com menos burocracia e com segurança, irá impulsionar os profissionais a saírem vitoriosos nessa crise", conclui.

O Painel do Mercado Imobiliário (PMI) mostra os impactos da pandemia nas quatro etapas que compõem o funil de vendas de imóveis: o acesso aos sites de imobiliárias, visitas concluídas, propostas e o fechamento de transações, em comparativos semanais, mensais, anuais e, também, de acordo com a evolução da pandemia no Brasil. Os panoramas regionais de 13 estados também são apresentados.

Com a Covid-19 muitos proprietários e inquilinos estão renegociando e alguns deverão entregar seus imóveis - sobretudo em função dos efeitos na economia (recessão) e da dificuldade para manter em dia seus aluguéis. Para não levar à desocupação do imóvel, o que pode ser ainda mais prejudicial, os proprietários têm negociado a flexibilização nos contratos. 

"Em todas as negociações, o que dita o valor de mercado é a demanda - que deverá ser alterada com os efeitos da pandemia. Sob a ótica do avaliador, essas alterações sofridas afetam diretamente o valor dos aluguéis novos. Como as avaliações são feitas por comparação, e temos muitos tipos de imóveis e demandas diferenciadas, não há como estimar um percentual", explica Luiz Barcellos, vice-presidente de Avaliação Imobiliária do Conselho Federal de Corretores de Imóveis.

Como o que dita os valores dos imóveis é a lei da oferta e da procura, no momento a demanda está reprimida, as incertezas influenciam os compradores levando muitos deles a adiar a decisão de comprar. Se hoje o vendedor desejar liquidez, provavelmente, irá reduzir o preço ou conceder desconto para chegar ao fechamento da venda.

"Essa demanda reprimida será liberada assim que sairmos dos tempos de pandemia. Só há queda nos preços dos imóveis cujos proprietários desejam vender rapidamente. A tendência geral que se observa é de estabilidade", detalha Barcellos.



Monitor Mercantil, Notícias, 29/jun

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Cobertura 4 Quartos, 2 Suítes no Jardim Oceânico na Barra da Tijuca - R$ 5.990.000,00




http://www.mercadoimoveis.com/imovel/8545/cobertura-4-quartos,-2-su%C3%ADtes/cobertura-duplex,-4-quartos-%282-su%C3%ADtes%29,-jardim-oce%C3%A2nico,-venda/barra-da-tijuca

'Home office' vai ficar no cotidiano das empresas e mudar os imóveis corporativos


Uma parte relevante dos que estão trabalhando remotamente não deve retomar a rotina diária dividida entre escritório e casa. Muitos espaços ocupados por esses trabalhadores vão mudar ou deixarão de existir, afirmam especialistas.

Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, Sindicato da Habitação, diz que o conceito de escritório vai mudar e afetar a locação comercial, exatamente no momento em que o setor começava a se recuperar da última recessão de 2015 e 2016.

- Aquela tradição de trabalhar das 9h às 18h, de segunda a sexta, vai mudar. Vamos unir a vida pessoal com a profissional. A pandemia levará a novo layout de plantas e espaços. Salões em vez de espaços menores, onde cada um tem sua mesa.

A Petrobras já comunicou que pretende pôr metade dos 20 mil funcionários de serviços administrativos em home office, pelo menos três vezes por semana. Bancos, gestoras de recursos e corretoras, como a XP Investimentos, também anunciaram planos de manter os empregados em casa.

O arquiteto Ronald Goulart percebeu essa tendência no atendimento aos clientes empresariais:

- As empresas descobriram que não precisam ter todas as pessoas no escritório. Isso diminui os custos, desde o cafezinho até o vale-transporte. Com a internet, seu escritório é o computador. Essa mudança é para sempre.

Guilherme Sant'Anna, responsável pela área de Gente & Gestão da XP, afirma que a nova sede campestre nos arredores de São Paulo - a chamada Villa XP -, que deve ficar pronta no fim de 2021, vai melhorar a qualidade de vida dos funcionários.

O modelo foi criticado por criar uma cidade exclusiva, de difícil acesso principalmente para os empregados que ganham menos:

- A crítica é infundada, a nova sede não é para as pessoas irem todo dia, é um escritório de apoio. Vamos ter poucos funcionários que vão todos os dias lá, e eles poderão morar na região. Isso até beneficia os trabalhadores mais humildes, que, em tese, poderão morar fora de São Paulo, onde o imóvel é mais barato. Vamos ter, no máximo, 20% dos funcionários frequentando diariamente o escritório - disse Sant'Anna, que afirma que a XP continuará com escritório na Avenida Faria Lima, onde haveria um bom ambiente de troca de ideias na metrópole.

Porto residencial

No Rio, a revitalização esperada na Zona Portuária, com o Porto Maravilha e seus altos edifícios comerciais, pode mudar de rumo se as transformações nas cidades se confirmarem. O arquiteto Sergio Conde Caldas, de um dos principais escritórios do Rio, vê na região uma oportunidade de dar cara mais residencial ao Centro:

- Para o Porto Maravilha, o residencial é a salvação. O Centro e a Lapa vivem de ciclos ligados ao petróleo. Hoje, o setor está com dificuldade. É uma oportunidade.

Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ, que reúne empresas do mercado imobiliário, lembra que já havia, desde o início, previsão de empreendimentos residenciais na Zona Portuária:

- Se não fosse a crise, já estaríamos vendo projetos residenciais no Porto.

O arquiteto Afonso Kuenerz vê também um encolhimento do espaço comercial nas cidades:

- Houve uma alavancada violentíssima (no home office). Eu imagino que uma das consequências será a redução do número de salas comerciais, escritórios com espaçamento maior e redução da metragem comercial. Esse movimento vai aliviar o trânsito e beneficiar o planejamento.

Kuenerz cita o próprio exemplo, ao fazer uma reunião com os dirigentes de uma empresa que tem escritório no Centro:

- Não gastei um minuto no deslocamento.

Escritório mais saudável

Jadson Andrade, chefe de Pesquisa e Inteligência de Mercado para América do Sul da consultoria Cushman & Wakefield, não vê mudanças bruscas em pouco tempo.

Os contratos de locação são de longo prazo, e as mudanças para permitir escritórios mais saudáveis impedirão reduções mais drásticas nas áreas dos escritórios. Pesquisa feita por ele com os clientes mostrou que 29% deles têm intenção de entregar áreas:

- Mesmo assim, há o movimento de escritórios mais espaçados, o que pode mudar essa lógica. O recomendado agora é ter dez metros quadrados por funcionário.

Segundo Andrade, hoje a média em São Paulo é de 7,5 metros quadrados. Em call center, são quatro metros quadrados por funcionário.

Daniele Guedes, proprietária da Nova Tamboré Imóveis, especializada em casas de condomínio na região de Alphaville, na Grande São Paulo, viu uma mudança nos clientes residenciais exatamente por essa nova disposição:

- Com a busca de escritórios fora de São Paulo, aumentou também a procura por casas em outras cidades da Região Metropolitana.

Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, diz que pode surgir uma cidade mais descentralizada, com mais focos de atração de emprego e moradia, mas que ainda será o motor da inovação.

- As metrópoles continuarão tendo espaço para todos, inclusive para os que querem morar em pequenos apartamentos em regiões muito densas.


O Globo, Cássia Almeida e Henrique Gomes Batista, 28/jun