segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Apartamento 3 Quartos no Recreio dos Bandeirantes - R$ 610.000,00




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Bancos têm ao menos 90 mil imóveis retomados por dívida, o que atrasa recuperação da construção


Os cinco principais bancos do país - Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander - detêm entre 90 mil e cem mil imóveis retomados em pagamento a dívidas, segundo levantamento da ReSale, plataforma especializada na venda desses imóveis e cujo controle foi comprado pelo BTG Pactual em maio. Este total equivale a 74% dos 121,5 mil imóveis novos e prontos para venda no país, de acordo com dados da Abrainc, entidade que reúne as incorporadoras. O inchaço da carteira de imóveis nas mãos dos bancos é mais um entrave à retomada da construção civil pelo aumento da oferta ou pelo crédito mais restrito.

Os cinco bancos fecharam o primeiro semestre do ano com R$ 18,14 bilhões em bens retomados por inadimplência, a maioria imóveis, um avanço de 14,4% em um ano. A Caixa, sozinha, detém 61% do total, com R$ 11 bilhões. No fim de 2018, o banco estatal somava perto de 63 mil imóveis na carteira. Eles estavam avaliados em R$ 11,5 bilhões.

- Estimamos até cem mil imóveis (retomados), mas, se os bancos seguissem à risca a régua de cobrança desse bens, esse número seria até três vezes maior. E eles não o fazem justamente pela dificuldade que encontram para vendê-los - diz Marcelo Prata, fundador e diretor executivo da ReSale. - Banco não é imobiliária. Ele não sabe vender, e custa caro para manter esses imóveis no balanço. Ele tem que arcar com custos como IPTU e condomínio e até com o risco de invasão. Logo, apesar de o imaginário popular dizer o contrário, tomar imóvel é um péssimo negócio para ele.

Setor foi destaque no PIB

O comportamento da construção civil foi um dos destaques da alta de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano. O setor cresceu 2% no período frente a 2018, primeira expansão depois de 20 trimestres de queda. O avanço foi impulsionado pelo aumento de 10,7% no crédito para financiamento habitacional, o que acabou ampliando a abertura de vagas.

Representantes do setor, porém, avaliam que o número elevado de imóveis nas mãos dos bancos pode afetar os avanços do setor:

- Com a retomada subindo, os bancos tendem a ser mais criteriosos na concessão de financiamento para o setor produtivo. Isso pode frear projetos na construção, o que afeta diretamente a geração de emprego e renda do setor, que tem alta importância no PIB - comenta Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ, que reúne as construtoras cariocas.

Luis Santacreu, analista da Austin Rating, explica que os imóveis são "pesados" para os balanços dos bancos, pois consomem capital importante, diminuindo a liberdade que as instituições têm para emprestar.

Prata, da ReSale, também vê um impacto indireto:

- Não atrapalha a construção civil de maneira direta, já que são imóveis ainda ocupados e cujo comprador é, em geral, um investidor, não alguém que queira morar. Mas, se os bancos não conseguem se desfazer desse estoque, eles começam a ficar mais exigentes no financiamento imobiliário. Isso, sim, pode prejudicar a construção civil.

Há, porém, quem avalie essa carteira de imóveis retomados como uma via paralela: 

- É uma espécie de terceiro mercado para venda de imóveis, diferente dos de imóveis novos e de usados. O de retomados é composto, em sua maioria, por imóveis com problemas. Têm dívidas, processos na Justiça, estão ocupados e não têm as melhores localizações. A maior parte é de baixa renda, faixa mais sensível ao emprego - explica José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

Segundo Prata, até 2014, os leilões eram capazes de escoar o volume de imóveis retomados. Com a crise derrubando emprego e renda, porém, o estoque deu um salto e os bancos começaram a enfrentar dificuldades para se desfazer do passivo. O fundador da ReSale calcula que o volume venha dobrando a cada ano desde então.

- O volume de imóveis retomados reflete a situação da economia. Apesar de percebermos sinais de melhora no ambiente econômico, o desemprego continua alto, a classe média segue com a renda achatada e buscando solução na informalidade. E é um estoque que vai voltar para o mercado - alerta Hermolin.

Ofertas e parcerias
No primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil retomou 1.045 imóveis, quase o equivalente ao total de 2018, que foi de 1.152 imóveis. Ao todo, o banco tem 2.900 dessas unidades em estoque, tendo vendido apenas 164 delas no ano passado.

Para frear a expansão no estoque de imóveis retomados, diz Hermolin, é preciso reativar a economia de forma a reduzir a inadimplência, gerar emprego e adotar ações práticas para a venda desses ativos.

Os bancos vêm buscando caminhos. Dado o tamanho do seu estoque, a Caixa vem tentando, sem sucesso, reduzi-lo por meio de soluções de atacado, segundo Prata. Ainda em 2017, o banco fechou parceria com os membros do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) para vender as unidades, oferecendo 5% de corretagem. Mas o problema continuou crescendo, e a Caixa passou a buscar soluções junto a fundos especializados na compra de ativos problemáticos, como a Enforce (também do BTG) e o fundo americano Cerberus. Os valores obtidos, contudo, não se mostraram relevantes. Há a expectativa de que a Caixa volte a estruturar uma oferta para grupos desse segmento ainda este ano.

Para Vinicius Costa, presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), a legislação que assegura ao banco o imóvel como garantia do empréstimo funciona, neste momento, como "um feitiço que virou contra o feiticeiro":

- O patrimônio imobilizado nesses bens retomados traz prejuízo. E tem forçado os bancos a flexibilizarem as negociações com mutuários. Um imóvel retomado vai a leilão primeiramente pelo valor da dívida. Se não for vendido, há um segundo leilão, pelo valor de avaliação. Mas não é o investimento mais vantajoso.

O mercado imobiliário também vem experimentando crescimento. No segundo trimestre, registrou aumento de 16% nas vendas sobre igual período de 2018, segundo a Cbic.

- Há crescimento. Apenas nos mercados em situação econômica difícil é que esse estoque de retomados pode representar um problema - diz Martins.

Os bancos lançaram novas modelagens de crédito imobiliário. A Caixa saiu com o financiamento reajustado pelo IPCA, e o BB optou por descontos que variam conforme o prazo de pagamento.



O Globo online, Glauce Cavalcanti e Rennan Setti, 16/set

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Apartamento 2 Quartos, 1 Suíte no Grajaú - R$ 740.000,00




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Alto padrão puxa retomada no Rio e anima construtoras


O mercado de alto padrão está puxando a recuperação do setor de construção civil na capital carioca, depois de ter atingido o fundo do poço em 2017. Construtoras que atuam no segmento estão tirando os projetos da gaveta, como no caso da Concal , que planeja lançar nove empreendimentos residenciais e comerciais no Rio nos próximos 12 meses, com um valor geral de vendas (VGV) estimado em mais de R$ 900 milhões.

Um dos lançamentos deste ano será no terreno onde funcionava o tradicional restaurante Antiquarius, frequentado pelo ex-governador Sérgio Cabral, no Leblon. O prédio, localizado a alguns metros da praia na rua Aristides Espíndola, tem um VGV de R$ 58,5 milhões. Para dar início à construção de um prédio de seis andares, teve que brigar na Justiça para destombar o imóvel. Em 2011, o então prefeito Eduardo Paes tornou o restaurante um bem tombado pela "excelência na gastronomia" e por ser ponto de encontro de políticos, artistas e intelectuais.

"Compramos o Antiquarius e demolimos. Das seis unidades já vendemos cinco", disse o fundador e presidente da Concal, José Conde Caldas, citando o pré-lançamento do imóvel. Segundo o executivo, que comanda a empresa ao lado dos filhos, há demanda por imóveis novos de alto padrão.

A briga na Justiça pelo destombamento do restaurante durou cinco anos. "Tombaram as panelas do Antiquarius. Para você ver como era a intervenção política. Ganhamos em primeira e segunda instância ", diz o vice-presidente da empresa, Rodrigo Conde Caldas.

De acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-Rio), a partir do último trimestre de 2018 e em 2019, os sinais de recuperação no mercado carioca ocorrem no segmento acima de R$ 1,5 milhão. "Essa camada da população já tinha recursos para fazer um investimento imobiliário, mas não tinha coragem de fazer o investimento", diz o presidente da entidade, Claudio Hermolin. A Ademi estima um crescimento de 50% das vendas e dos lançamentos no Rio neste ano.

No auge do mercado carioca, entre 2010 e 2013, a média anual de lançamentos foi de R$ 10 bilhões. Em 2019, deve chegar a R$ 3 bilhões, ante R$ 2,1 bilhões em 2018 e R$ 1,5 bilhão em 2017, estima Hermolin. "O mercado saudável deve ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões", afirma. Hoje, o metro quadrado médio no Rio é de R$ 9.364, segundo o índice FipeZap. No Leblon, o preço sobe para R$ 20.366.

Além do prédio onde funcionava o Antiquarius, a empresa tem mais outros dois lançamentos previstos para o Leblon, incluindo um edifício só com studios de 40 metros quadrados. 

Trata-se de uma novidade na história recente do Rio, que passou a ser permitida após mudança na legislação, para uma área útil média de 35 metros quadrados. A média anterior era de 50 metros quadrados.

"O Rio recebe muitos executivos e as pessoas têm apartamentos no Rio como lazer. E há uma mudança de comportamento de fato, temos metrô até a Barra, as pessoas não têm mais carro", diz o diretor de planejamento e arquitetura, Sergio Conde Caldas.

Entre os lançamentos previstos, o de maior VGV - de R$ 270 milhões - está localizado na Tijuca, na zona norte. No empreendimento avaliado em R$ 270 milhões, Caldas quer repetir o conceito do condomínio de luxo Parque Manjope, lançado pela Concal há quase 30 anos no Jardim Botânico, modelo muito comum na Barra da Tijuca, mas pouco usual na zona sul.

Na esteira de lançamentos de alto padrão, a incorporadora Marcus Cavalcanti lançou imóvel com VGV de R$ 200 milhões, também no Leblon. "Estamos otimistas que as coisas vão acontecer", diz o fundador da empresa, Marcus Cavalcanti.

O diretor de incorporação da RJZ Cyrela, Carlos Bandeira, diz que lançamentos recentes, a partir do segundo semestre de 2018, tiveram demanda elevada. "Temos procurado lançar imóveis que não temos dúvidas de que irão bem", afirma. Este ano, já lançou um empreendimentos de alto padrão em Botafogo e Laranjeiras e avalia outros dois na Lagoa e na Barra. Também vê demanda aquecida para o segmento econômico na cidade.



Valor Econômico, Juliana Schincariol, 13/set

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Cobertura 4 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 1.150.000,00




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Mas o Centro resiste...


A Shell deixou a Barra e está de volta ao Centro ocupando oito andares do Edifício Ventura, na Avenida Chile, perto da Petrobras. E mais: lança esta semana a campanha "O Rio tem essa energia", com o intuito de fortalecer a imagem e a autoestima do estado, ao contar histórias de cariocas e fluminenses que fazem a diferença na sociedade. Estão investindo cerca de R$ 20 milhões nesse projeto. Maravilha.



O Globo, Ancelmo Gois, 12/set

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Sala Comercial na Glória - R$ 25.400,00




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Isentas de imposto, Letras Imobiliárias Garantidas chegam a R$ 9 bilhões


Opção para buscar maiores retornos na renda fixa, as Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs) ainda não estão disponíveis para a maior parte dos investidores. A primeira emissão foi feita em novembro e, desde então, são R$ 8,9 bilhões em LIGs na carteira de clientes de Bradesco, Inter, Itaú e Santander, únicas instituições que já oferecem o produto.

Segundo diretores desses bancos, praticamente todas as aplicações vieram do segmento private - pessoas com patrimônio superior a R$ 3 milhões, em geral. O volume negociado desses papéis ainda é 17 vezes menor que o das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). Os dois ativos são isentos de Imposto de Renda.

Mas esse cenário deve mudar, dizem os executivos. Um dos motivos é o possível fim da isenção às LCIs, defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. "Caso o governo decida deixar as LIGs de fora dessa mudança, elas teriam uma grande vantagem e a procura aumentaria. Agora, os emissores estão aguardando a decisão do governo para prosseguir com as ofertas. Estamos animados com a possibilidade de ela crescer", diz o diretor de investimentos do Banco Inter, Rafael Rodrigues.

Outro fator que ainda deixa o mercado em compasso de espera é a falta de regulamentação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia que regula o mercado financeiro precisa definir como serão feitas as ofertas públicas de LIGs. A norma está em audiência pública até a próxima sexta-feira e deve ser publicada ainda este ano, a depender do volume de sugestões enviados.

"Com o complemento regulatório da CVM, os bancos podem descer na cadeia de clientes. O produto deve deslanchar e ter um bom crescimento no ano que vem", acredita Luciano Diaferia, superintendente de produtos do Itaú Unibanco. "Todo produto começa devagar até o investidor tomar conhecimento. Há uma curva de aprendizado para entender as características."

Para Rodrigues, do Inter, a clareza das regras será importante para o sucesso dos papéis. 

"Tem de ser um processo tranquilo para o emissor e que faça sentido na cabeça do investidor. Se a CVM não colocar muitas amarras, as LIGs devem decolar em popularidade. A relação entre risco e retorno é interessante, porque a liquidez é menor", explica. Segundo Fabio Zenaro, diretor da B3, a Bolsa de São Paulo, depois da regulamentação, as LIGs devem aparecer também nas prateleiras das corretoras, alcançando um público muito maior.

O especialista explica que, assim como a LCI, a LIG tem lastro na concessão de empréstimos imobiliários. Mas, no caso da primeira, esse lastro serve apenas como uma referência, enquanto na LIG ele forma uma "dupla garantia": se o banco que emitiu o produto der calote, os ativos que servem de lastro deverão garantir os pagamentos aos investidores. 

Isso não ocorre com a LCI. "Cada LIG vai ter seu próprio lastro, com um perfil mais ou menos arriscado. O risco primário é o próprio emissor e o secundário, a carteira de crédito imobiliário", diz Zenaro.



Jornal do Comércio, Economia, 11/set

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Apartamento 2 Quartos no condomínio Barra Bali na Barra da Tijuca - R$ 580.000,00




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Crédito imobiliário para construção avançou 62,3% até julho deste ano


Os empréstimos imobiliários voltados para construção somaram R$ 9,932 bilhões de janeiro a julho de 2019. O valor é 62,3% superior do que o visto nos sete primeiros meses de 2018 (R$ 6,119 bilhões) e o maior para o período desde 2015 (R$ 13,258 bilhões).

EMPRÉSTIMOS 

Só nos sete primeiros meses de 2019 esses financiamentos somaram R$ 9,932 bilhões, aumento de mais de R$ 3 bilhões ante o mesmo intervalo do ano passado, quando eram de R$ 6,119 bilhões.

Os empréstimos imobiliários voltados para construção somaram R$ 9,932 bilhões de janeiro a julho de 2019. O valor é 62,3% superior do que o visto nos sete primeiros meses de 2018 (R$ 6,119 bilhões) e o maior para o período desde 2015 (R$ 13,258 bilhões).

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No que diz respeito aos financiamentos voltados para a aquisição de imóveis, o valor observado foi de R$ 30,489 bilhões de janeiro a julho deste ano, alta de 26,5% ante o mesmo intervalo de 2018 (R$ 24,095 bilhões) e também o maior registro para o período desde 2015 (R$ 37,482 bilhões).

De acordo com o diretor-técnico da construtora e incorporadora M. Bigucci, Milton Bigucci Junior, a melhora no segmento é impulsionada, principalmente, pelo ambiente de taxas de juros menores. "Há um maior ânimo das construtoras e também dos clientes. Só no primeiro semestre deste ano, por exemplo, nosso número de vendas aumentou 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Há uma maior confiança e juros menores exercidos no mercado", comentou.

Segundo as últimas informações do Banco Central (BC), as taxas de juros nos recursos direcionados para financiamentos imobiliários ficaram em 10,3% em julho deste ano, queda de 0,8 ponto percentual (p.p.) ante o mesmo mês de 2018 (11,1%). Já para pessoas físicas, o recuo foi de 0,2 p.p., de 8% para 7,8% na mesma base de comparação. Além do ambiente mais competitivo de crédito, parte das expectativas também está calcada na nova linha ofertada pela Caixa Econômica Federal, cujos recursos estão indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para os especialistas, apesar de o movimento ser positivo no curto e médio prazo, onde a inflação se mostra mais controlada, ainda há ressalvas quanto a modalidade, principalmente considerando-se o tempo médio dos empréstimos, de cerca de 30 anos. "A princípio, a nova linha da Caixa parece ser boa, já que começa com prestações e juros bem menores. Mas no longo prazo pode acabar prejudicando o tomador, uma vez que é ele que arcará com o risco de o IPCA subir e aumentar as parcelas. E é impossível que a inflação se mantenha no mesmo patamar por três décadas", avaliou a sócia da consultoria Akamines Negócios Imobiliários, Daniele Akamine.

Liberação do FGTS Apesar das previsões de crescente melhora, no entanto, alguns especialistas enxergam a liberação do FGTS por parte do governo para estímulo do consumo e da economia como um possível percalço.

O que tem movimentado o mercado são os juros baixos e a tendência é de que uma melhora mais significativa seja vista em 2020. Mas a liberação do FGTS é uma coisa preocupante", pontua Akamine. Atualmente, 45% dos financiamentos imobiliários utilizam recursos do fundo de garantia. Fora a demissão por justa causa, aposentadoria e outros fatores empregatícios, a compra da casa própria é a única outra autorização para retirada de recursos do FGTS, em até R$ 1,5 milhão.

Ainda conforme o BC, as concessões com recursos direcionados para financiamentos imobiliários somou R$ 4,112 bilhões de nos sete primeiros meses deste ano, recuo de 3,8% ante igual intervalo de 2018 (R$ 4,275 bilhões) e o menor valor desde 2011, quando era R$ 2,178 bilhões. Segundo o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) Walter Franco, no entanto, o olhar para esse caso precisa ser "um pouco mais para frente".
 
"O impacto não deve ser negativo e a ideia é pensar nisso no médio prazo. Um incentivo à economia pode estimular emprego, renda e, lá na frente, melhorar o mercado. Mas a retomada ainda é algo que depende de sinalizações melhores da economia".



DCI, Isabela Bolzani, 10/set

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Sala Comercial na Glória - R$ 127.000,00




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Governo quer autorizar uso de recursos do FGTS para imóveis acima de R$ 1,5 milhão


O governo quer autorizar o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no financiamento de imóveis acima de R$ 1,5 milhão, fora do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Para isso, vai encampar uma emenda à medida provisória (MP) 889, que libera os saques das contas do FGTS, em tramitação no Congresso. Essa emenda permite que o trabalhador use os recursos do Fundo em qualquer tipo de empréstimo imobiliário, seja para liquidar o saldo devedor ou abater o valor das prestações. Isso valeria tanto para contatos antigos como para os novos. O limite atual do valor do imóvel foi estabelecido para se adequara o caráter social do FGTS, definido em lei, de financiar habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana. Mas, na avaliação da equipe econômica, o cotista deve ter a liberdade de usar o saldo da conta vinculada ao Fundo, por se rele odo nodo dinheiro. 

Segundo técnicos a pardas discussões, caberá ao Conselho Curador do FGTS definir se haverá necessidade de fixar um teto. Se aprovada, a medida beneficiará famílias de classe média, que recorrem ao Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com juros de mercado. No SFH, o juro é limitado a 12% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada. A emenda que flexibiliza o uso dos recursos do FGTS nos financiamentos habitacionais é de autoria da deputada Adriana Ventura (Novo-SP). 

Está sendo encampada pela equipe econômica como uma contrapartida à manutenção do valor do saque das vinculadas em R$ 500 por conta. Boa parte das emendas busca ampliar esse montante, mas o governo alega que as contas do Fundo não suportariam essa ampliação, o que exigiria aporte do Tesouro Nacional e aumento da dívida pública. Além disso, a equipe econômica quer evitar o saque simultâneo, na demissão e na data de aniversário do trabalhador - outra modalidade criada pela MP. Pela proposta original, o trabalhador tem de escolher em qual dessas modalidades quer se enquadrar e ficar pelo menos dois anos sem migrar.

RESTRIÇÃO 'NÃO FAZ SENTIDO'

O relator da MP, deputado Hugo Motta (PRB- PB), disse que ainda está analisando as emendas, mas adiantou seu apoio àquela que acaba coma restrição do FGTS aos financiamentos do SFH. Ele está conversando com o governo sobre os impactos no Fundo das modificações que pretende fazer no seu parecer. O relatório deverá ser a presentado na comissão no dia 3 de outubro.
 
- Acho a ideia boa. Não faz sentido manter essa restrição - disse Motta. Segundo José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o segmento de alta renda é que vem puxando o crescimento dos lançamentos e das vendas. Levantamento da Cbic mostra que o peso dos lançamentos de padrão mais alto, financiados pelo SFI, subiu de 45% para 52% desde o começo do ano.

- O financiamento por meio da caderneta de poupança encolheu muito ao longo dos últimos anos. Chegamos a ter R$ 120 bilhões em 2013, 2014, caindo a R$ 43 bilhões em 2016. 

Esperamos fechar o ano com R$ 75 bilhões - disse Martins. Em relatório publicado na semana passada, os analistas do banco JPMorgan previram crescimento de 18,5% na receita das construtoras focadas nos segmentos de média e alta renda (Cyrela, Even e Eztec) entre 2019 e 2020, mas reduziram a projeção para aquelas do segmento de baixa renda em 2,5%. O banco também projetou avanço de 22% nas prévendas dos segmentos média e alta renda no segundo semestre deste ano.

O relator defendia acabar com o limite de saque de R$ 500 para quem ganha até um salário mínimo, mas, diante das dificuldades operacionais da Caixa para verificar a renda dos trabalhadores, procura alternativas para beneficiar os mais pobres. Uma delas seria elevar o valor de R$ 80, previsto na MP, que poderá ser raspado da conta do FGTS em caso de falta de movimentação por um prazo mínimo de um ano. Em contrapartida à autorização de uso do FGTS em imóveis de maior valor, a equipe econômica quer modificar um ponto da MP para isentar os cotistas de tarifas na transferência dos recursos do FGTS da Caixa para outros bancos. 

O argumento é que Caixa já é remunerada para gerir as contas do Fundo. O governo também vai apoiar uma proposta que acaba com multa adicional de 10% do FGTS nas demissões sem justa causa, a partir de janeiro de 2020. O fim da multa faz parte do pacote de medidas em estudo no Ministério da Economia para reduzir a pressão sobre o teto de gastos, porque essa contribuição entra no caixa da Receita e é repassada ao Fundo na forma de despesa. Segundo um interlocutor, o governo deve se manter neutro em relação a várias outras emendas, como a que autoriza o saque no caso de doenças raras. Caso seja aprovada, o Ministério da Saúde vai regulamentara questão.



O Globo, Geralda Doca e Rennan Setti, 07/set

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Cobertura 3 Suítes no Recreio dos Bandeirantes - R$ 1.400.000,00




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Índice Nacional da Construção Civil cresce 0,44% em agosto


O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) cresceu 0,44% em agosto, ficando 0,24 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado em julho (0,68%). Em agosto de 2018, o índice foi de 0,36%.

O Sinapi acumula altas de 3,11% no ano e de 4,50% em 12 meses, mantendo o patamar dos 12 meses imediatamente anteriores (4,42%).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 1.143,65, passou para R$ 1.148,65 em agosto, sendo R$ 602,23 relativos aos materiais e R$ 546,42 à mão de obra.

A parcela dos materiais cresceu 0,72%, subindo 0,25 p.p. em relação a julho (0,47%) e 0,15 p.p. na comparação com agosto de 2018 (0,57%).

Já a taxa da mão de obra aumentou 0,13%, ficando 0,79 p.p. menor que a de julho (0,92%). Em agosto de 2018, a variação também foi de 0,13%.

No acumulado no ano, os índices dos materiais ficaram em 3,96% e da mão de obra em 2,22%. Em 12 meses, os acumulados foram de 6,24% (materiais) e 2,68% (mão de obra).

Região Sul tem o maior crescimento

O Sul do país teve o maior crescimento em agosto, de 1,51%, por causa de acordos coletivos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As demais regiões ficaram em 0,14% (Norte), 0,37% (Nordeste), 0,01% (Sudeste) e 1,23% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 1.147,70 (Norte), R$ 1.064,19 (Nordeste), R$ 1.196,65 (Sudeste), R$ 1.215,17 (Sul) e R$ 1.148,91 (Centro-Oeste).

Santa Catarina é o estado com alta mais intensa

Com aumento nos custos das categorias profissionais, em razão de reajustes previstos em convenções coletivas, Santa Catarina, com 2,59%, foi o estado com maior variação mensal. O estado foi seguido por Rio Grande do Sul (2,37%), Goiás (2,21%), Ceará (1,60%) e Distrito Federal (1,55%), também sob influência de acordos coletivos.



Agência IBGE, Notícias, 06/set

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Apartamento 3 Quartos, 1 Suíte no condomínio Mandala na Barra da Tijuca - R$ 1.090.000,00




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Bradesco vai ficar com mais de 50% de torres da Odebrecht no Porto


A Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), que ficou fora do processo de recuperação judicial da Odebrecht S.A  (ODB), está prestes a dar mais um passo rumo à redução de sua dívida. A empresa costura a venda para o Bradesco de 50% do Porto Atlântico , projeto comercial no Porto do Rio . A transação, equivalente a R$ 250 milhões, vai cobrir parte da dívida que a OR tem com o banco, que financiou a construção do empreendimento concluído em meados de 2016, disse uma fonte próxima às negociações.

O Porto Atlântico é formado por uma torre comercial com 330 salas, uma torre corporativa com 54 unidades (grandes pavimentos para serem ocupados por empresas), 50 lojas e dois hotéis, atualmente operados com as marcas Ibis e Novotel, da companhia francesa Accor, somando 450 quartos.

Na entrega da obra, o conjunto somava R$ 270 milhões em valor de vendas. Integraria um complexo ainda maior da OR no Porto, que acabou reduzido após a crise que se abateu sobre a holding Odebrecht, envolvida na Operação Lava-Jato. O grupo pediu recuperação judicial em junho.

- É uma operação simples, em vias de fechamento. O Bradesco financiou a construção do Porto Atlântico. Então, parte do estoque que ficou do projeto está sendo usada para quitar a dívida com o banco - definiu essa fonte de mercado. 

Na prática, o Bradesco vai ficar com mais da metade do Porto Atlântico, o que inclui 70% da torre corporativa, que tem uma área total de 30 mil metros quadrados, até hoje não ocupada. A operação dos hotéis não será afetada pela transação.

Negociação mais ágil

No mercado imobiliário carioca, a transação, que ainda não foi divulgada oficialmente, já é tida como um alento para a região portuária, cuja revitalização imobiliária ainda não decolou.

- Toda solução encontrada por empresas e negociada com bancos e que permita a retomada de atividades é uma boa notícia - avalia Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ, que reúne as construtoras no Rio.

A taxa de vacância no mercado de escritórios do Rio chegou a 37,8% no segundo trimestre do ano, à frente dos 36,5% registrados de janeiro a março. No período, o mais alto percentual de imóveis desocupados na cidade foi registrado no Porto Maravilha: 60%, segundo dados da consultoria Newmark Grubb. No entanto, já há melhora em relação a 2018, quando o índice chegou a atingir 75,1% em junho.



O Globo online, Glauce Cavalcanti, 05/set