terça-feira, 3 de março de 2020

Vendas de imóveis aumentaram 9,7% em 2019, diz associação do setor


Em 2019, as vendas de imóveis aumentaram 9,7% em comparação com o ano anterior, segundo pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgada na manhã desta segunda-feira (dia 2).

De acordo com a CIBC, foram 130 mil unidades vendidas em 2019 contra 119 mil em 2018. O presidente do CBIC, José Carlos Martins, espera que o crescimento de aproximadamente 10% se repita em 2020.

Diferente do crescimento em 2019, que foi puxado por compras da classe média e alta em São Paulo, Martins espera que as outras regiões contribuam com uma fatia maior das vendas. O presidente também citou as novas formas de financiamento, como a possibilidade de atrelar as linhas de crédito ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

- É um menu maior de possibilidades de venda de financiamento. Já é consolidado um financiamento de índice de preço, que permite às pessoas com uma renda menor acessar o financiamento - afirmou Martins.

'Minha casa, minha vida'

A participação do programa "Minha casa, minha vida" caiu em 2019 de 50% para 45%, em comparação com o ano anterior. Segundo Martins, o índice caiu por conta da redução do orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que financia o programa.

O presidente da CBIC fez uma ressalva na metodologia da pesquisa, que compreende mais áreas urbanas e metropolitanas, deixando de fora áreas no interior, onde o Minha Casa, Minha Vida tem maior representatividade. Portanto, a estimativa de representatividade do programa é maior do que o índice apresentado pela pesquisa.

Segundo o vice-presidente da área de indústria imobiliária do CBIC, Celso Petrucci, a redução no orçamento aconteceu por conta de medidas do governo que liberaram o saque dos recursos do fundo.

- É resultado daquela medida populista de 2017 de liberar as contas inativas do FGTS e da decisão do governo de fazer a política de saques de R$ 500 e fazer as novas modalidades de saque. O FGTS tinha um colchão que permitia que os orçamentos fossem crescentes - destacou Martins.



Extra online, Gabriel Shinohara, 02/mar